prybiczmaria@gmail.comFollow by Email tyle>.ig-b- { display: inline-block; } .ig-b- img { visibilit

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"DESENVOLVIMENTO EM FOCO"

“CRESCIMENTO URBANO”

QUESTÕES ESSENCIAIS - Se existe uma hierarquia do tamanho urbano, existe uma regularidade em sua ordenação? Supondo que exista uma ordenação regular, ela é suficientemente geral para que possa ser aplicada a todas as sociedades ou só se refere às sociedades que atingiram determinado nível de desenvolvimento econômico? E, mais importante que tudo mais, a hierarquia do tamanho urbano permanece a mesma no decorrer do tempo e, se é possível determinar uma teoria ou lei que descreva a hierarquia, elas são capazes de prever o curso geral do crescimento urbano no sistema em seu conjunto?
- Das tentativas feitas para responder essas perguntas, a mais conhecida é a regra do “rank size” associada à obra de H.W.Singer e G.K.Zipf.
Em sua forma mais simples, - essa regra afirma que a população de uma cidade (qualquer na sua forma generalizada) tende a ser igual à população da cidade maior dividida pelo rank que ela ocupa dentro da hierarquia urbana em termos de tamanho.
- Essa fórmula básica na prática é frequentemente modificada por uma constante com objetivo de obter uma adaptação melhor à distribuição. Assim - podemos escrever:

RⁿPR = M

Onde M e n = constante, sendo que n deve ser positivo
PR = população da cidade R no sistema
R = size rank da cidade R no sistema.

Quando R=1, a equação impõe, a despeito do valor de n, que P=M. Portanto a constante M é igual ao tamanho da maior cidade do sistema. E se existe X cidades, cada uma com tamanho não inferior ao limite mínimo Px, o tamanho da cidade de rank X sendo Px, a equação exige que:

Xⁿ Px = M = P1

Onde o tamanho da cidade maior é P1 ou M.
- Essa regra descreve uma progressão harmônica de cidades dentro da hierarquia urbana. Existem dificuldades óbvias para testar a hipótese!
Exemplo: as fronteiras nacionais podem ser a forma mais conveniente de traçar os limites geográficos do sistema, mas não a mais apropriada. Casos, como no município grande com uma zona industrial altamente desenvolvida em um extremo cercado nos outros três lados por regiões estéreis e fracamente povoado, os limites apropriados do sistema seriam subnacionais; em outros casos, o sistema ótimo seria internacional/global. Muitos testes foram feitos em relação aos Estados Unidos, e a regra pode aplicar-se melhor a sistemas de cidades contidos em um grande território, economicamente desenvolvidos, nem muito densos e nem muito esparsamente povoado e com a maioria das cidades na hierarquia desempenhando funções regionais ou sub-regionais essenciais.
- Mas existem consideráveis variações internacionais nos padrões de urbanização, algumas das quais refletem o desequilíbrio no desenvolvimento urbano que certamente contradiz a regra do rank size.
- Existe evidência empírica de que países em desenvolvimento não apresentam a mesma facilidade para aplicação da regra que os países mais economicamente mais avançado-desenvolvidos! – Índice de primazia pode ser estimado dividindo-se a população da cidade maior pela (ou pela soma de qualquer número de cidades colocadas logo abaixo da primeira na hierarquia numérica). – Se o índice excede determinado valor prefixado, ou o sistema não é considerado, então, o peso da cidade maior pode ser reduzido. – Existem determinadas forças básicas operando no sentido do equilíbrio entre cidades concorrentes e resultando em um crescimento continuado em todos os centros do sistema e - é possível que determinadas cidades subam e/ou desçam na hierarquia urbana. – A instabilidade no ranking pode indicar taxas desiguais de crescimento econômico nas diferentes regiões do nosso país. Uma possibilidade seria bom comparar mudanças no índice de desvio com mudanças na taxa de crescimento da economia para esclarecer se e como o padrão crescimento urbano corresponde a mudanças na expansão da economia em seu conjunto.

Certa relação entre a regra de rank size e a proporção da população urbana, segundo analistas diversos sugeriram que o índice de urbanização (ou seja, a proporção total da população que vive em comunidades urbanas acima de determinado tamanho prefixado) pode ser relacionado ao número total de comunidades acima daquele tamanho do seguinte modo:

U = ₐ√N

- onde U = índice de urbanização
N = número total de comunidades
ₐ = uma constante (ou, possivelmente, uma variável paramétrica, ou seja, parâmetro relativamente frouxo, geometricamente falando).

- Se essa relação é verdadeira, isso pode indicar um equilíbrio entre as atrações exercidas pela vida rural e pela vida urbana!

Ctba, 13/janeiro/09
Maria M. Prybicz

Nenhum comentário:

Quem sou eu

Minha foto
Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.