prybiczmaria@gmail.comFollow by Email tyle>.ig-b- { display: inline-block; } .ig-b- img { visibilit

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"FELIZ 2009"

“UM FELIZ 2009”

Desejo a todos que lêem e visitam o meu Blog!

Feliz e próspero “Ano Novo”, com muita paz, amor, felicidades, carinhos, solidariedades, misericórdias, cooperatividades.

São os meus votos singelos!

Maria M. Prybicz

sábado, 27 de dezembro de 2008

"ESTILO E COMPORTAMENTO"

ESTILO E COMPORTAMENTO (HOMENS X MULHERES)

ALFA, BETA E GAMA

Estilo alfa
As roupas desta mulher deixam claro tudo o que ela tem e quer

Vaidosa
Elas escolhem poucos e bons acessórios, como um colar de presença, porque sabe que o segredo está nos detalhes

Feminina
Com ar natural, o cabelo não precisa ser preso, nem curtíssimo: símbolo de feminilidade

Ocupada
Bolsa metalizada e grande para que tudo esteja sempre à mão: praticidade sem perder o glamour

Antenada
Celular ligado 24 horas por dia: é preciso estar sempre acessível para a equipe, a secretária, a empregada, o marido, os filhos...

Ousada
Ela se antecipa às tendências: a calça cropped, larga e curta, promete ser hit da primavera americana

Segura
Ela mostra os dedos com a sandália de salto, sem medo de parecer vulnerável

O homem alfa é...
Conservador as relações e bem-sucedido no trabalho

1. Controlador
Tem o comando das situações e geralmente não quer dividir esse poder com ninguém.

2. Provedor
Trabalha muito e ganha bem. Quer encontrar a casa sempre arrumada e o jantar na mesa.

3. Senhor da casa
Aceita que a mulher trabalhe fora, mas nem sempre topa dividir os afazeres domésticos.

Os homens beta e gama são...
Parceiros que deixam espaço para a mulher alfa nos relacionamentos

O beta:
1. Ofuscado
Vive à sombra da mulher e, muitas vezes, à custa dela. Não há discussão: é a mulher quem manda.

2. Acomodado
Está insatisfeito com o emprego ou frustrado por não conseguir um.

3. Dono-de-casa
Faz supermercado, lava, passa, cozinha, cuida dos filhos e do cachorro.

O gama:
1. Alternativo
Não o incomoda o fato de não ser tão bem-sucedido na carreira quanto à mulher. Busca ser feliz no que faz.

2. Negociador
Conversa e discute até que tudo seja resolvido. Quer sempre chegar a um acordo.

3. Companheiro
Divide as tarefas domésticas numa boa. Por opção, pode ser o responsável por elas.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"O ÓCIO CRIATIVO"

"O ÓCIO CRIATIVO”
- Falamos muito sobre “ócio criativo”, onde o trabalhador terá que receber o tempo necessário para o seu ócio/lazer (tempo onde o cérebro descansa e de onde vem naturalmente à inspiração para criar/inovar) para que ambos possam crescer empresa e empregado! Aliás, a empresa é o trabalhador/colaborador, que está atuando na continuidade! - É providencial uma alteração na legislação trabalhista (CLT), o que já se faz tarde. - Pois a modernidade exige com que seja urgente esta modificação! Contratos mais flexibilizados e talvez melhor aplicados em casos particulares, específicos para cada cidadão, poderia ser a solução. Uma solução para criação de mais empregos. - Seria a diminuição da carga horária diária, objetivando intercalar a mão-de-obra em determinados setores empresariais (sem alteração na massa salarial). Inovando no modo de comando gerencial, incluindo a administração horizontal descentralizada, deixando a cargo de cada empregado a tomada de decisão quanto a cada tarefa individual a cumprir. É Claro que erros irão surgir, mas conseqüentemente vamos ver novos modos/modelos de trabalho em cooperação mútua entre todos os empregados trabalhadores em geral. – Tanto na área mais especializada como na mais simples das funções do dia-a-dia empresarial. - É preciso incentivar as tentativas de mudança, por meio de erros e acertos. "Aqueles que não punem os erros de seus empregados são aqueles que verão inovações em seus setores." - Incorporar a inovação à identidade e cultura da empresa. "A formação e o desenvolvimento das empresas dependem de um líder criativo e empreendedor. Por esta razão é importante investir no DNA da companhia." Belil citou o exemplo da 3M: "A cultura da empresa está ligada à inovação, de modo que buscam transmitir a seus funcionários a idéia de que se aprende com os erros e que se não houver erros, nada de novo acontecerá. Também são premiados os êxitos por meio de fortes programas de reconhecimento. Em suas conclusões, Belil, longe de fugir de suas responsabilidades em meio ao atual cenário de crise econômica, afirmou: "Somos parte do problema e de sua solução. Se não podemos mudar esta situação, quem poderá? Teremos que ser os primeiros a agir". No entanto, lembrou que da crise também podem nascer boas idéias. "Historicamente, as crises têm sido a ante-sala das grandes idéias que contribuíram para mudar toda a sociedade. Podemos tirar algo de positivo desta experiência e deixar os empregos da vida inteira para trás, já que não são mais coerentes com as mudanças que estamos vivendo hoje", afirmou. "As empresas precisam que formar profissionais que possuam uma empregabilidade constante e isso não se consegue trabalhando das 8 às 17 horas dos 20 aos 65 anos de idade. Na Siemens, para fomentar nossos talentos optamos por mudar os empregados de cargos de tempos em tempos, de modo que ambos, empresa e empregado, possam crescer", concluiu. (Gazeta Mercantil/Caderno D - Pág. 7) (Expansión) Complemento de Maria Madalena Prybicz, (Economista, Professora).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

REDE? É NECESSÁRIO REFERÊNCIA!

“REFERÊNCIA DE ALGUÉM”

Quando trabalhamos em rede mainframe e/ou qualquer site virtual, ou outro programa de relacionamento qualquer, através da “internet” (onde existe relacionamento com “seres humanos” ou pessoas estão envolvidas) os mesmos não podem ficar sem referências!

Mesmo não existindo líder, chefe, ou hierarquia generalizada dentro das redes de relacionamento, alguém precisa assumir responsabilidades e dar referências para que as pessoas saibam em que se basear para poder ajudar nos projetos e/ou planejamentos no intuito de trabalhar para o desenvolvimento social.

- Principalmente local (aldeamento onde existe uma gama muito grande de complexidades humanas e sociais). Quando se lida com as pessoas, o homem natural mesmo sendo líder, Pastor ou Apóstolo, se ele se distanciar do trono de Deus, ele passa a ser pessimista.
Não se poder separar o “Homo sapiens” em sua essência natural contida: espiritual, (Deus age, quando rejeitamos as coisas do mundo, somos homens espirituais), quase transcendentalmente de acordo com a religião, cuja semelhança com o divino é inerente! O homem espiritual quando vê a situação contrária, ele levanta, ora, rejeita a tentação, unge e diz: nem olhos viram e nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para nós.

Homem - Símbolo de retidão, de verdade. A figura da retidão, você começa a ser reconhecido no mundo espiritual como homem / mulher de Deus. Significa comprometimento, é alguém que sua palavra é verdade, ele honra o que saida sua boca. Você tem a visão! Deus não te deixa confundido, você sabe onde está pisando, você é espiritualmente esperto. Temos que ser espirituais não importa a forma, importa o conteúdo. Teoricamente a distinção e as relações entre a dimensão noética (ou espiritual) e a dimensão religiosa da experiência humana. Descrevemos a dimensão noética procurando explicitar suas características essencialmente humanas e suas expressões inconscientes. Analisamos que no fenômeno da consciência moral, o homem considera o caráter transcendente desta - através da intuição - podendo dizer Tu a esta transcendência e constituir um relacionamento humano que se configura como experiência real.

1. Dimensão Espiritual ou Noética
Homem e animais são constituídos por uma dimensão biológica, uma dimensão psicológica e uma dimensão social, contudo, o homem se difere deles porque faz parte de seu ser a dimensão noética. Em nenhum momento o homem deixa as demais dimensões, mas a essência de sua existência está na dimensão espiritual. Assim, a existência propriamente humana é existência espiritual. Neste sentido, a dimensão noética é considerada superior às demais, sendo também mais compreensiva porque inclui as dimensões inferiores, sem negá-las - o que garante a totalidade do homem (Frankl, 1989a).
A dimensão espiritual mostra-se, essencialmente, como a dimensão da vivência da liberdade e da responsabilidade. Responsabilidade nada se identifica com um caráter moralista pelo qual o indivíduo se obrigaria a agir de acordo com normas introjetadas, mas caracteriza-se justamente pela capacidade de responder, isto é, pela liberdade atuante no momento em que o homem responde ou se posiciona diante das circunstâncias presentes. Pressupõe "liberdade para" efetivar seu posicionamento no mundo, manifestando, então, a "irrepetibilidade e caráter de algo único" constituinte de cada homem (Frankl, 1989a). Falar de existência, na sua dimensão espiritual, é falar sobretudo do "ser-responsável" e do "ser humano consciente de sua responsabilidade" (Frankl, 1993). Trata-se não da liberdade de condições biológicas, psicológicas e sociais - a que todo homem está submetido - mas da liberdade para uma tomada de posição diante de todas as circunstâncias, cotidianas ou excepcionais. O homem sempre estará exposto a estímulos e determinações ambientais de diversas ordens, mas essa liberdade refere-se à maneira criativa e própria de cada indivíduo, expressa no momento em que responde a eles. Nos campos de concentração nazistas, nos quais foi prisioneiro, Frankl pôde observar bem de perto as diversas maneiras de enfrentar e lidar com aquela circunstância inevitável e com o sofrimento dela decorrente, a que todos estavam submetidos (Frankl, 1997). Naquela situação, cada pessoa posicionava-se de uma maneira diferente: havia quem se jogasse nas cercas eletrificadas, outro se deixava levar pela impotência e, deprimido, adoecia mais facilmente, outro ainda decidia resistir até o fim porque tinha a esperança de que algo o esperava ao sair dali - uma pessoa a amar, uma obra a realizar, um Deus a quem servir. Nesta liberdade de resposta, aqueles prisioneiros colocavam-se diante das situações conferindo sempre a elas um sentido, um motivo ou razão pela qual valesse à pena continuar vivendo. A dimensão espiritual mostra-se, portanto, como uma dimensão não-determinada, mas determinante da existência.
É importante ressaltar que não são apenas nos momentos mais difíceis, ou seja, aqueles de sofrimento, que esta afirmação do ser humano - através da liberdade e responsabilidade - encontra um sentido para sua vida. No âmbito da clínica, Frankl (1997, 1989a) observou que outros dois caminhos se apresentam como possibilidade de experiências constitutivas de sentido: o trabalho, onde se cria algo para alguém; e o amor, onde duas pessoas se encontram existencialmente em sua originalidade e insubstituibilidade. Trabalho pode ser experiência de transcendência de si na qual se vivencia um valor da própria pessoa ligado à utilidade, podendo chegar a constituir sentido. De maneira semelhante, também o amor possibilita a experiência de transcendência, porém vivida na intersubjetividade: o encontro evidencia o valor do "caráter de algo - único" da(s) pessoa(s).

Portanto, site de relacionamento humano (REDE), sem a humanização devida inclusiva, ficará muito fria, calculista e técnica. Sem a emoção/sentimento (feeling) tornar-se-á enfadonha, com muito tédio, chata. E resumindo, sem atrativos! – A não ser que se queira somente comandar/ditar o que deve ser feito em prol das comunidades em questão e ponto.

15/dezembro/2008
Maria Madalena Prybicz

sábado, 13 de dezembro de 2008

"INVESTIMENTOS EM ÉPOCA DE CRISE"

INVESTIMENTOS EM ÉPOCA DE CRISE”

Quase tudo já se falou em investimentos:em poupança, fundos de investimentos, ouro, fundos diversos, fundos cambiais, CDB, RDB, etc., etc.

Mas, como estamos querendo que a produção (grande geradora de valor agregado e conseqüentemente, captadora de mão-de-obra) e consumo sejam alavancados, teremos que pensar melhor em investir nos setores desta natureza, ou seja, fazer grandes investimentos em compra de ações das melhores empresas de capital aberto do nosso país!

Sempre se soube que investimentos em ações seria um ótimo negócio, desde que tais investimentos fossem direcionados diretamente para produção com retorno efetivo para o investidor e que não se perdesse seu “foco” desvirtuando o lucro que é objetivo claro para que todos saiam ganhando, resultado que cada acionista comprometido em determinadas empresas almejam! As opções são muitas, diga-se de passagem, as tradicionais brasileiras tais como: Petrobrás, Vale, Usiminas, Gerdau. Randon, etc. E as mais recentes e modernas empresas de capital aberto como: Positivo Informática (empresa com capacitação em computadores), Nutrimental (empresa produtora de alimentos, principalmente barrinhas de cereais ótimas, e então convoco as senhoras e senhoritas a experimentarem, pois são benéficas na questão “manter a linha”). Tendo também opções de compra de ações de bancos (particulares ou públicos) e inúmeras empresas de outros setores produtivos, comerciais, de serviços e/ou turismo!

Legislação específica para este segmento poderia ajudar a dar mais ânimo ao pequeno e médio investidor, que em vez de aplicar em poupança (com sua legislação específica destinada para habitação, cujo rendimento é bastante insignificante beneficiando indiretamente os bancos) aplicaria em ações desde que, com mais garantias de retorno do seu parcial (capital) patrimônio aplicado!

No Brasil apenas 0,28% é aplicado em ações, enquanto que na Austrália são aplicados 0,50% em ações de todo rendimento bruto “per capita” (fonte: Expo Money).

Novamente convoco as senhoras e senhoritas que possuem pequeno e/ou médio capital, que podem ser aplicados em ações, por que não, aderirem para este segmento opcional de investimentos!
Curitiba, 13/dezembro/2008
Maria M. prybicz.
Economista.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"TERCEIRO SETOR DA ECONOMIA"

IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE ÉTICA DOS GESTORES DO
"TERCEIRO SETOR DA ECONOMIA".

Autor: Pedro Henrique Ribeiro Barboza
Orientador: Prof. José Edmilson de Souza Lima
FAE Business School - Faculdades Bom Jesus

A preocupação com o bem estar social, a vontade de transformar a atual realidade social em uma situação melhor, ou até mesmo a necessidade de empresas “socialmente responsáveis” fizeram com que existisse o atual número de organizações do terceiro setor da economia, porém, é necessário que a ética esteja presente neste processo, para que o resultado seja o que fora proposto.

O objetivo geral desta pesquisa é avaliar a qualidade ética dos gestores no terceiro setor da economia, visto que este setor depende essencialmente de capital humano para o seu desenvolvimento. Para que os objetivos da pesquisa fossem atingidos, realizaram-se pesquisas bibliográficas com autores relacionados à ética, e ao terceiro setor, assim como entrevistas semi-estruturadas com gestores do terceiro setor, os quais ajudaram a verificar a situação da aplicabilidade da ética no setor em questão.

Como resultado pode-se dizer que a qualidade ética dos gestores no terceiro setor da economia é de extrema importância para que suas organizações se desenvolvam, visto que o produto proveniente destas organizações é fruto direto de voluntariado, é necessário que este seja feito de maneira responsável e consciente.

Conclui-se, então, que se deve despender a devida atenção para as atitudes tomadas e verificar se estas se incluem nas definições éticas recomendáveis para o setor em questão, assim como rever conceitos éticos possivelmente distorcidos.

Palavras-chave: terceiro setor, ética, voluntariado.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

- INTERNET E O "MAGNATA DA MÍDIA"


Rupert Murdoch é um magnata da mídia / Getty Images
marca de um jornal e, ao mesmo tempo, permitir que os leitores personalizem o noticiário das maneiras que eles quiserem", explicou. Murdoch afirma que. - "Os leitores querem notícias quanto sempre quiseram. (...) O desafio consiste em usar a independente do meio, o veículo tem que se firmar como uma marca "conhecida por sua qualidade". "Em tudo o que fazemos, vamos transmiti-lo das maneiras que mais correspondem às preferências dos leitores".
Na visão do empresário, o negócio jornalístico não deve mais ficar preso ao jornal de papel. "É verdade que nas próximas décadas as versões impressas de alguns jornais vão perder circulação. Mas, se os jornais derem aos leitores informações confiáveis, veremos ganhos na circulação -em nossos sites, em nossos feeds de RSS, em e-mails transmitindo notícias e anúncios customizados, nas notícias enviadas a celulares".
Em uma crítica aos jornais e jornalistas que enxergam a internet como uma ameaça, Murdoch diz que "não são os jornais que vão ficar obsoletos. São alguns dos editores, repórteres e proprietários de jornais que estão esquecendo do bem mais precioso de um jornal: o vínculo com seus leitores".
O papel dos blogs
Murdoch também reforça o papel dos blogs independentes neste novo cenário da imprensa. "Antigamente um punhado de editores podia decidir o que era notícia e o que não era. Eles agiam como uma espécie de semideuses. Se eles publicassem uma história, ela virava notícia. Se ignorassem o fato, era como se nunca tivesse acontecido".
O empresário afirma que, com a democratização da internet, os editores estão perdendo o poder. "A internet dá acesso a milhares de novas fontes que cobrem coisas que um editor poderia deixar passar. Se você não se satisfaz com isso, pode começar seu próprio blog, cobrindo e comentando as notícias você mesmo".
"Mas acho que não serei desmentido sobre um ponto. O jornal, ou um primo eletrônico muito próximo dele, sempre estará entre nós. Ele não será jogado diante de sua porta pela manhã como é hoje. Mas o som que fará ao chegar vai continuar a ecoar na sociedade e no mundo", concluiu.
Leia mais sobre Rupert Murdoch
11/dezembro/2008 - Maria M. Prybicz

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"GESTÃO DE PESSOAS" PERANTE À CRISE ATUAL

Fonte: Gazeta Mercantil
Vida Executiva 10/12 - 00:53

Pessoas: cuidar hoje para tê-las amanhã!

- As perdas atuais e futuras causadas pela crise econômica e financeira que assusta o mundo todo estão sendo calculadas e recalculadas por especialistas em números de diversas partes do planeta. Avaliam-se em trilhões de dólares os impactos negativos da recessão, da qual, segundo as estimativas mais pessimistas, poucos sairão ilesos. Mas quase nada tem sido falado sobre como calcular o potencial da crise em termos de gestão de pessoas.
Sabemos que todas as empresas precisarão rever seus planejamentos estratégicos, atualizar planos de expansão e que, infelizmente, estas decisões passam por redimensionar os quadros de pessoas e, eventualmente, demitir. Mas é muito importante que as empresas tenham cautela e não tomem decisões apressadas. Definitivamente, não se trata de sair cortando gente de uma hora para outra, no susto. É preciso ter em mente um plano estratégico para a gestão de pessoas nos diversos momentos da crise - em curto, médio e longo prazos.
É fundamental pensar que, com crise ou sem crise, pessoas são sempre um diferencial competitivo e que, à medida que a economia for se reequilibrando, será necessário dispor das pessoas certas, nas posições certas, para dar conta da virada que certamente há de vir. Assim, demitir sem critério ou suspender de forma drástica processos de contratação pode parecer a melhor decisão para este primeiro momento, mas pode também fragilizar a empresa no médio e longo prazos.
Uma pergunta crucial que as empresas não podem deixar de se fazer é: "Que imagem estou projetando para o mercado se, na hora da dificuldade, a primeira coisa que eu corto são pessoas?". Esta pergunta deve ser feita tanto do ponto de vista interno quanto externo. "Como meus colaboradores se sentirão ao perceber que, diante do aperto, eles são os mais facilmente descartáveis?" "Como minha empresa passará a ser vista como contratante se o primeiro recurso de que ela se vale para se proteger da crise é demitir ou não admitir pessoas?"
E se essas perguntas não forem suficientes para se ter uma dimensão da complexidade destas decisões, imagine aquele talento que você, empresa, lutou tanto para conquistar, sendo cortado logo na primeira onda da crise... Mais do que isso: imagine quando a crise passar e você precisar de alguém exatamente com aquele perfil, qual será o grau de dificuldade de atrair de volta alguém com este nível.
É preciso considerar ainda o fato de que os colaboradores internos tendem a ficar inseguros ao observarem a atitude da empresa com relação aos cortes, o que pode gerar a saída espontânea de talentos, atraídos por empresas que ofereçam mais segurança e tenham políticas de valorização de pessoas mais sólidas.
Sempre haverá empresas à procura de talentos, inclusive para estarem preparadas para a retomada do crescimento pós- crise. Ou seja, apesar da crise (e talvez mais ainda por causa dela) a capacidade de atrair e reter talentos continuará sendo fator decisivo no sucesso de uma companhia. Naturalmente, quem souber gerir os talentos de que dispõe e manter suas equipes atualizadas e motivadas terá muito mais facilidade de se recuperar quando esta onda passar.
Nadar em mar calmo não é difícil, mesmo para aqueles que sabem apenas dar umas braçadas sem sincronia. Mas quando ondas maiores agitam as águas, é preciso equilíbrio, força, paciência e fôlego. Isso significa ter pessoas capazes de resistir às intempéries cortando custos, sim, mas sendo criativas e otimistas, gerando soluções onde muitos vêem apenas os problemas.
Mas pessoas com este grau de "condicionamento" não são desenvolvidas de uma hora para outra. É preciso tempo, constância. Mesmo em períodos críticos. Em outras palavras, tratar bem as pessoas na crise, valorizando e sabendo reter talentos em todos os níveis, pode determinar quais serão as primeiras empresas a se destacarem no horizonte quando a tempestade passar e a bonança voltar.
Curitiba, 10 de dezembro de 2008.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"CONSEQUÊNCIAS DOS DESEQUILÍBRIOS E SEUS EFEITOS SOCIAIS NA ECONOMIA"

PROGRAMAÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA – CONSEQÜÊNCIAS DOS DESEQUILÍBRIOS E SEUS EFEITOS SOCIAIS NA ECONOMIA

“EFEITO MULTIPLICADOR NEGATIVO”

- Trata-se do efeito multiplicador que se propaga, com alta velocidade, a todos os setores da economia, a partir do “foco” em que se iniciou a instabilidade. Nas oito recessões do século XIX e, sobretudo, na Grande Depressão dos anos 30, os processos de propagação e de auto-alimentação constituíram-se numa das principais causas da amplitude e da duração da turbulência envolvendo a economia.

Sujeito à idiossincrasia dos homens de negócios, ao psicologístico da coletividade, às ondas de inovação tecnológica, à elasticidade do crédito e a dezenas de outros fatores aleatórios, o nível de desempenho dos sistemas econômicos é altamente vulnerável à instabilidade e às flutuações. E estas, assim que deflagradas, propagam-se e se amplificam, atingindo setores e regiões que inicialmente não pareciam diretamente envolvidos pelo foco da recessão.

“EQUILÍBRIO”

O equilíbrio da economia depende, principalmente, do ajustamento entre oferta e demanda global. Quando o montante dos bens e serviços ofertados é igual à demanda agregada, o sistema se apresenta em “estado de equilíbrio”, ainda que não tenha alcançado, necessariamente, o desejável nível do pleno emprego. A permanência desse estado de equilíbrio depende de uma série enorme de fatores. - O montante do consumo agregado das unidades familiais (influenciado pela estrutura da repartição da renda, pela composição da receita tributária do Governo, pelas expectativas dos consumidores quanto ao nível futuro dos preços e do abastecimento e por inúmeros outros fatores objetivos e subjetivos). – O montante dos investimentos privados (influenciado pela expectativa dos lucros, pela disponibilidade dos homens de negócios e pela elasticidade do crédito a médio e/ou prazo longo prazo). – E o montante do disponível governamental (influenciado pela arrecadação da receita tributária, pelo manejo das operações da dívida pública e pelo cumprimento dos panos básicos de investimentos públicos), cujos, são os três componentes principais da demanda global. Somados estão em permanente confronto com a oferta global, determinando ou não o equilíbrio geral da renda e do emprego, objetivando “of corse” o pleno emprego.

“FATORES EXÓGENOS E ENDÓGENOS”

Em determinado momento um fator exógeno (ocorrido na atual crise – e instabilidade das instituições políticas), também o fator endógeno (insuficiente suprimento de crédito a médio e/ou longo prazo) - vão interferir negativamente no andamento “conjuntural do sistema econômico”. – Com os efeitos somados e intercruzados potencialmente, podem provocar sensíveis e até desastrosos reflexos recessivos na economia como um todo, interferindo na incansável procura pela manutenção do equilíbrio de “pleno emprego”. – Poderão induzir a redução no nível de investimentos privados, fazendo retroagir à sua posição inicial o equilíbrio geral do sistema econômico. – Os movimentos, resultantes da redução dos investimentos privados (ocasionados pela falta de crédito e pela alta nas taxas de juros), provocam um “hiato deflacionário”, recessivamente correspondente, caso não seja corrigido o hiato através dos preços correntes, o que poderá gerar verdadeiras cadeias de recessão, cuja repercussão fará alterações, repercutindo em todo sistema econômico, alimentando a instabilidade e arrastando a economia a situação de crescentes dificuldades econômicas e sociais. – E funcionando reflexivamente (como que sob influência de um verdadeiro círculo vicioso de instabilidade), as quedas constantes nos níveis gerais das atividades devem alimentar ainda mais o desemprego – expandindo gradativamente (como uma onda que se replica ao longo do tempo e do espaço) seus níveis, sob influência de progressivo efeito psicológico e multiplicador negativo, perdendo-se os ânimos dos homens de negócios com potencialidades otimistas!

“RECESSÃO”

Em todos os casos, a recessão alimentou-se a si própria. Manifestaram-se diversas forças que a levaram a níveis baixos. Somente com a reversão dos fatores negativos iniciais e conjunturais e com ingresso do Estado (como regulador) sob motivações corretivas é que a situação geral do desemprego foi alternadamente corrigida.

“INFLAÇÃO”

Desequilíbrios inflacionários resultam de causas bem diversas das que provocam desequilíbrios deflacionários e recessivos. A inflação “pode acontecer porque o Governo tenta absorver mais recursos do que os que são liberados pela economia privada ao nível de preços existentes. Pode acontecer devido ao fato de que vários grupos da economia tentam melhorar suas participações relativas às rendas, mais rapidamente do que o crescimento da produção. Ainda a inflação pode ter como causa, o fato de algumas expectativas faça com que a demanda de bens e serviços se eleve mais rapidamente do que a economia é capaz de expandir a produção. Pode acontecer finalmente, devido ação combinada de alguns ou de todos os fatores acima enumerados. – Um dos problemas macroeconômicos cruciais para a maioria dos países do mundo. Todavia, particularmente nos países emergentes que subsistem os mais diversos tipos de “condutores da inflação”. As pressões da demanda de bens e serviços, os déficits do setor público, as pressões do setor privado sobre os meios de pagamento e as insatisfatórias bases estruturais da produção primária prevalecem em quase todas as economias de baixo PNB “per capita”, dificultando a manutenção da estabilidade geral de preços. – Os desequilíbrios crônicos entre oferta e demanda de diversos setores da produção geram, nas economias emergentes, agudas pressões sobre os níveis dos preços, conduzindo a um quase permanente desequilíbrio inflacionário. - Projetos de investimentos do Governo, sob a necessidade de melhorar a infra-estrutura, para efetivo apoio ao sistema econômico. Para atuar como uma das forças propulsoras do crescimento, o Governo geralmente incorpora em “déficits orçamentários” quase sempre cobertos por emissões de moedas (sem lastro) inflacionando o sistema econômico em geral. - Portanto, a escassez da moeda circulante (dinheiro) em poder do público gera preços se elevando continuamente, também em conseqüência elevando os juros a patamares sem fim, dificultando o crédito para efetivo consumo dos bens de capital e de consumo, empobrecendo a população em todos os sentidos; tanto dos mercados assim como, o meio cultural, educacional, institucional, estrutural, organizacional, e outros que compõe a economia dos emergentes.

Autor(a): Maria Madalena Prybicz

Em, 09/dezembro/2008.

Referências:

Rossetti, José Paschoal – “Política e Programação Econômicas” - Editora Atlas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

"CICLOS ECONÔMICOS/REAÇÃO EM CADEIA/EFEITO DOMINÓ"

“CICLOS ECONÔMICOS/REAÇÃO EM CADEIA/EFEITO DOMINÓ”

Muito se ouviu falar de “Ciclos Econômicos”. Este que se apresenta contemporaneamente é significante e mais um. Só que com muito mais gravidade do que parece! Com conseqüências ainda não detectáveis, porém se forem tomadas providências rápidas os efeitos serão mais amenos!

Não há dois ciclos iguais, variam tanto na intensidade quanto na duração. A duração não é previsível, embora seja possível prever suas fases. Muitos economistas citam quatro fases: o auge, a recessão, a depressão e a recuperação. A crise econômica mais difícil ocorreu na década de 1930, conhecida como a Grande Depressão.

Esse grande Ciclo que ocorreu entre 1929/30 - que foi a chegada ao Brasil de meus avôs e meu pai então com dezenove anos - emigrados via Polônia, oriundos da Ucrânia! Onde contava meu pai que se não saíssem de lá provavelmente não estariam vivos, a situação das guerras - e o meu avô (participante da Primeira Guerra Mundial) previa uma nova guerra e o mesmo estava certíssimo quando resolveu imigrar – o mesmo queria salvar a vida principalmente de meu pai que estava em plena idade de servir ao exército Ucraniano! São tempos sofridos para todos que imigraram naquela época como muitos que estão no Brasil até hoje (ainda vivos)!

Então - contava meu pai - que a situação aqui era também muito dramática, não havia empregos para todos, tinham que entrar em filas enormes para comprar trigo, a agricultura não recebia investimentos e incentivos como agora! Tudo muito difícil, principalmente o idioma, pois os mesmo não falavam nenhuma palavra em português. Depois de muitos anos meu falava trocando o “a” pelo “o” e meu avô e minha avó não falava nada em nossa língua – se para nós é difícil o idioma ucraniano e/ou russo – a recíproca é verdadeira.
Causas dos Ciclos

Em finais do século XIX, William Jevons sugeriu que a causa dos ciclos econômicos eram as manchas solares, que teriam influência sobre as condições meteorológicas. Na mesma época, Arthur Pigou, estabelecia que o otimismo e o pessimismo dos dirigentes econômicos poderiam ter conseqüência sobre o desenvolvimento econômico.
Ao final do século XX, Joseph Schumpeter, propulsor da teoria da inovação, relacionava o auge dos ciclos econômicos com a aparição de novos inventos, que estimulavam os investimentos nas indústrias produtoras de bens de consumo. Os economistas Friedrich von Hayek e Ludwig von Mises desenvolveram a teoria do superinvestimento, que acreditavam ser a instabilidade uma conseqüência lógica do aumento da produção.

Existem três alternativas principais que podem ser empregadas: a política monetária, a política fiscal e a política de rendas. Alguns economistas, como Milton Friedman, preferem a política monetária, que consiste no controle, através de um banco central, da oferta de dinheiro e dos diversos tipos de rendimentos.

No entanto, outros economistas, como John Kenneth Galbraith, consideram que as medidas mais eficazes são as fiscais, como uma maior tributação sobre as camadas mais ricas da sociedade e uma política de rendas que mantenha em baixos níveis tanto os preços como os salários.

Curitiba, 06/dezembor/08
Maria Madalena Prybicz

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"ECONOMIA-ENGENHARIA-SOCIAL"

“ECONOMIA-ENGENHARIA-SOCIAL”

Estas três Ciências estão matematicamente ligadas, assim como (2 + 2 = 4)
dois mais dois igual a quatro! Tem que estar intrinsecamente ligadas.
A Economia com o seu objetivo de crescimento sustentável, valorizando o meio ambiente onde o Social está inserido, dentro daquilo que as suas características estudadas pela Engenharia declaram para efetivo planejamento e construção.
Verificando as condições de financiamentos com taxas de juros módicas (ou consórcios), também estudando a naruteza, no sentido “habitat” (com ampla abrangência: solo e subsolo, resistência de materiais, meio oxidante, intempéries, recursos hídricos, etc...), meio em qual a comunidade social (capital humano) está em questão, até para contribuir em soluções para benefícios de todos componentes! Repensando o “capital do neoliberalismo” para ser empregado.
Não se pode pensar (e talvez nem se pensasse) em “Ciências Isoladas”, Incluindo-se, portanto, a Medicina, Direito, Odontologia, Comunicações, Matemática, Física, Astronomia, Robótica, Estudos Sociais, etc.,... etc.
Concluindo-se então, que cada vez mais precisamos da “Educação do Futuro” melhorando a sua inserção dentro das Universidades (redes complexas) públicas e particulares compactuando-se entre si para atuar nas comunidades municipais (no sentido de aldeias), estaduais, nacionais e globais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"SOLUÇÕES QUE VÊM DE BAIXO!"

Soluções que vêm de baixo
Por Darío Montero [Segunda-Feira, 1 de Dezembro de 2008 às 12:41hs]
A crise financeira mundial não desanima os protagonistas dos projetos comunitários dos mais variados rincões da América Latina e do Caribe presentes na quarta feira de inovação social da Comissão Economia para a América Latina (Cepal), que termina hoje em Medellín, na Colômbia Convencida a ponto de esbanjar otimismo com base em sua longa experiência na avaliação de planos de desenvolvimento sustentável, a economista colombiana Norah Rey de Marulanda disse que os países da região aprenderam a lição e não reduzirão o gasto público em áreas sociais, educação ou saúde. Pelo menos não drasticamente, como alguns prevêem. Norah, integrante do Comitê de Notáveis que avalia os projetos sociais apresentados nesta feira de três dias, entende que “a crise mundial nos afetará, sem dúvida. A filantropia privada diminuirá, porque as empresas reduzirão fundos em função da perda de rentabilidade de seus investimentos”. Mas – prosseguiu – “creio que não ocorrerá o mesmo no caso das organizações não-governamentais que, por diferentes caminhos, recebem recursos dos governos, como os europeus, pois eles têm um orçamento e obrigações e não deixarão de cumpri-las”, explicou. Em conversa com a IPS, a ex-gerente de Áreas Sociais e Integração do Banco Interamericano de Desenvolvimento expressou sua convicção de que os governos latino-americanos serão muito mais cautelosos na hora de reduzir gastos sociais, embora diminuam um pouco. “Aprendeu-se com a crise dos anos 80”, quando reduziram muito os gastos públicos, acrescentou. É que, “ao contrário dessa época, hoje há em toda a América Latina governos democráticos e aqui aparece um problema de governabilidade”, ressaltou. “Se aumentar a pobreza, haverá protestos” e essa pressão social funcionará como antídoto, “pois já se viu que os governos podem cair se não atenderem esse problema. Essa é uma das grandes vantagens de uma democracia”, disse Norah. “O problema pode estar nos países da região que já têm um gasto social por pessoa muito baixo, alguns estão em US$ 50 por ano. Para começar, isso é insuficiente e, se forem retirados US$ 10, é quase como desaparecer”, disse a especialista. Concordando com essa visão, a Cepal aconselho, como outros organismos multilaterais, manter o nível de investimento social como até agora, pois “do contrário crescerá em muito a pobreza outra vez e em cinco ou 10 anos se agravarão os problemas sociais e com isso se afeta a governabilidade”. E muitas vezes a primeira defesa da crise como a atual, nascida nos Estados Unidos, está nas comunidades, por mais isoladas que estejam ou afundadas em enormes dificuldades, com sua criatividade e potencial de conjunto. Como disse a secretária da Comissão da Cepal, a norte-americnaa Laura López, “os economistas não devem esquecer que há soluções para estes problemas que vêm das comunidades”. Para isso aposta neste concurso de experiências de inovação social, que a Cepal realizada desde 2004 com a norte-americana Fundação W. K. Kellogg. A resposta tem sido frutífera tanto para os 12 projetos selecionados como para os visitantes da feira, montada na praza central da Universidade de Antioquia, escolhida desta vez como cenário para que protagonistas de base de oito países da América Latina e do Caribe exponham suas experiências solidárias. Desde um bairro popular da região metropolitana do Chile, até o agreste campo cubano, passando por comunidades indígenas colombianas e equatorianas e experiências de trabalho com mulheres pela igualdade de gênero, jovens em risco e projeto de saúde popular disputam maior visibilidade de seus esforços de superação. Nesta ocasião, os organizadores destacam a presença de dois projetos caribenhos e, em particular, um de fala inglesa. Como ocorre anualmente, destes 12 eleitos de um total de quase 900 propostas serão premiados cinco em dinheiro dado pela Fundação W. K. Kellogg e apoio de técnicos da Cepal. O projeto primeiro colocado recebe US$ 30 mil, o segundo US$ 20 mil, o terceiro US$ 15 mil, o quarto US$ 10 mil e o quinto US$ 5 mil, enquanto a Cepal dá apoio técnico e institucional em suas realizações, avalia o andamento e age como apoio para as gestões com governos e outras entidades públicas. O importante aqui não são precisamente os fundos, que ajudam, claro, mas o apoio que se recebe e a credibilidade que dá a avaliação positiva de parte da agência regional da Organização das Nações Unidas, como disse à IPS um dos responsáveis pelo projeto “Um teto para o Chile”, que trabalha em uma zona periférica da região metropolitana desse país. “Buscamos um patrocínio que dê conta de nossa seriedade, para combater crenças errôneas de que os que trabalham com os setores mais pobres podem fazer construções medíocres”, afirmou. É isso que buscam, em geral, os selecionados para esta peculiar competição: tornarem-se visíveis e, com isso, demonstrar que as soluções para os problemas, por mais graves que sejam, quando partem desde os próprios afetados, da comunidade em que estão inseridos, são mais sustentáveis e ricos, segundo todos eles. Os beneficiários dos planos em andamento, além disso, não temem as crises para confirmar a sustentabilidade de seus empreendimentos. No mesmo sentido, embora por sua realidade também destaque a contribuição em dinheiro, se manifesta o pesquisador agrícola e professor universitário cubano Nelson Valdez Rodríguez, delegado junto ao produtor rural Agustín Pimentel, do projeto de “Contribuição para regulamentação ecológica da pequena propriedade rural”, do Vale de San Andrés, na província de Pinar del Rio. “Levamos adiante um grupo de medidas de caráter ecológico e produtivo para resgatar os níveis de produção dos ecossistemas degradados, a diversidade biológica, a agrícola e florestal e melhorar a qualidade de vida dos camponeses envolvidos”, explicou Valdez Rodríguez à IPS. A experiência cubana de desenvolvimento comunitário, considerada também uma inovação destacada na feira, “já tem mais de dois anos e foi copiada em outros lugares do país, também na área agrícola, com boas intervenções do Estado como reitor. A levamos adiante praticamente com o dinheiro de nossos bolsos, dos pesquisadores e dos próprios camponeses”, ressalta o pesquisador na hora de avaliar a contribuição econômica, junto com o apoio da Cepal. Mas, deve-se ressaltar que “esta iniciativa rompe com um esquema, devido ao caso de Cuba, com um Estado vertical onde tudo se faz sob orientação vinda através do desenvolvimento pré-concebido, disse Rodríguez. “Estão representados no projeto o corpo nacional de guardas florestais, a Junta Central Coordenadora do Plano Montanha, uma dependência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, e os camponeses do lugar, que criaram um clima participativo onde todos ganham”, acrescentou. A idéia da ajuda universitária é que os camponeses continuem somando, caminhando sozinhos no futuro com o projeto. Pimentel não escondeu que começaram “muito mal”, com este projeto, criado originalmente para 10 famílias e que hoje envolve cerca de 2.400. “A experiência, no começo, não era compreendida e foi difícil levá-la adiante, mas agora já somos muito reconhecidos, como indica o fato de estarmos aqui com uma autorização do Estado”, afirmou em resposta a uma pergunta da IPS. Este e todos os projetos em competição já ganharam por chegarem a Medellín, e não apenas para si, como dizem seus organizadores, mas para mostrar, e se mostrarem entre si, como as comunidades de lugares muito distantes uma das outras muitas vezes caminham no mesmo sentido da superação através do esforço solidário e criativo. (IPS/Envolverde)
Imprimir
Enviar por e-mail
Darío Montero

Quem sou eu

Minha foto
Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.