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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"SOLUÇÕES QUE VÊM DE BAIXO!"

Soluções que vêm de baixo
Por Darío Montero [Segunda-Feira, 1 de Dezembro de 2008 às 12:41hs]
A crise financeira mundial não desanima os protagonistas dos projetos comunitários dos mais variados rincões da América Latina e do Caribe presentes na quarta feira de inovação social da Comissão Economia para a América Latina (Cepal), que termina hoje em Medellín, na Colômbia Convencida a ponto de esbanjar otimismo com base em sua longa experiência na avaliação de planos de desenvolvimento sustentável, a economista colombiana Norah Rey de Marulanda disse que os países da região aprenderam a lição e não reduzirão o gasto público em áreas sociais, educação ou saúde. Pelo menos não drasticamente, como alguns prevêem. Norah, integrante do Comitê de Notáveis que avalia os projetos sociais apresentados nesta feira de três dias, entende que “a crise mundial nos afetará, sem dúvida. A filantropia privada diminuirá, porque as empresas reduzirão fundos em função da perda de rentabilidade de seus investimentos”. Mas – prosseguiu – “creio que não ocorrerá o mesmo no caso das organizações não-governamentais que, por diferentes caminhos, recebem recursos dos governos, como os europeus, pois eles têm um orçamento e obrigações e não deixarão de cumpri-las”, explicou. Em conversa com a IPS, a ex-gerente de Áreas Sociais e Integração do Banco Interamericano de Desenvolvimento expressou sua convicção de que os governos latino-americanos serão muito mais cautelosos na hora de reduzir gastos sociais, embora diminuam um pouco. “Aprendeu-se com a crise dos anos 80”, quando reduziram muito os gastos públicos, acrescentou. É que, “ao contrário dessa época, hoje há em toda a América Latina governos democráticos e aqui aparece um problema de governabilidade”, ressaltou. “Se aumentar a pobreza, haverá protestos” e essa pressão social funcionará como antídoto, “pois já se viu que os governos podem cair se não atenderem esse problema. Essa é uma das grandes vantagens de uma democracia”, disse Norah. “O problema pode estar nos países da região que já têm um gasto social por pessoa muito baixo, alguns estão em US$ 50 por ano. Para começar, isso é insuficiente e, se forem retirados US$ 10, é quase como desaparecer”, disse a especialista. Concordando com essa visão, a Cepal aconselho, como outros organismos multilaterais, manter o nível de investimento social como até agora, pois “do contrário crescerá em muito a pobreza outra vez e em cinco ou 10 anos se agravarão os problemas sociais e com isso se afeta a governabilidade”. E muitas vezes a primeira defesa da crise como a atual, nascida nos Estados Unidos, está nas comunidades, por mais isoladas que estejam ou afundadas em enormes dificuldades, com sua criatividade e potencial de conjunto. Como disse a secretária da Comissão da Cepal, a norte-americnaa Laura López, “os economistas não devem esquecer que há soluções para estes problemas que vêm das comunidades”. Para isso aposta neste concurso de experiências de inovação social, que a Cepal realizada desde 2004 com a norte-americana Fundação W. K. Kellogg. A resposta tem sido frutífera tanto para os 12 projetos selecionados como para os visitantes da feira, montada na praza central da Universidade de Antioquia, escolhida desta vez como cenário para que protagonistas de base de oito países da América Latina e do Caribe exponham suas experiências solidárias. Desde um bairro popular da região metropolitana do Chile, até o agreste campo cubano, passando por comunidades indígenas colombianas e equatorianas e experiências de trabalho com mulheres pela igualdade de gênero, jovens em risco e projeto de saúde popular disputam maior visibilidade de seus esforços de superação. Nesta ocasião, os organizadores destacam a presença de dois projetos caribenhos e, em particular, um de fala inglesa. Como ocorre anualmente, destes 12 eleitos de um total de quase 900 propostas serão premiados cinco em dinheiro dado pela Fundação W. K. Kellogg e apoio de técnicos da Cepal. O projeto primeiro colocado recebe US$ 30 mil, o segundo US$ 20 mil, o terceiro US$ 15 mil, o quarto US$ 10 mil e o quinto US$ 5 mil, enquanto a Cepal dá apoio técnico e institucional em suas realizações, avalia o andamento e age como apoio para as gestões com governos e outras entidades públicas. O importante aqui não são precisamente os fundos, que ajudam, claro, mas o apoio que se recebe e a credibilidade que dá a avaliação positiva de parte da agência regional da Organização das Nações Unidas, como disse à IPS um dos responsáveis pelo projeto “Um teto para o Chile”, que trabalha em uma zona periférica da região metropolitana desse país. “Buscamos um patrocínio que dê conta de nossa seriedade, para combater crenças errôneas de que os que trabalham com os setores mais pobres podem fazer construções medíocres”, afirmou. É isso que buscam, em geral, os selecionados para esta peculiar competição: tornarem-se visíveis e, com isso, demonstrar que as soluções para os problemas, por mais graves que sejam, quando partem desde os próprios afetados, da comunidade em que estão inseridos, são mais sustentáveis e ricos, segundo todos eles. Os beneficiários dos planos em andamento, além disso, não temem as crises para confirmar a sustentabilidade de seus empreendimentos. No mesmo sentido, embora por sua realidade também destaque a contribuição em dinheiro, se manifesta o pesquisador agrícola e professor universitário cubano Nelson Valdez Rodríguez, delegado junto ao produtor rural Agustín Pimentel, do projeto de “Contribuição para regulamentação ecológica da pequena propriedade rural”, do Vale de San Andrés, na província de Pinar del Rio. “Levamos adiante um grupo de medidas de caráter ecológico e produtivo para resgatar os níveis de produção dos ecossistemas degradados, a diversidade biológica, a agrícola e florestal e melhorar a qualidade de vida dos camponeses envolvidos”, explicou Valdez Rodríguez à IPS. A experiência cubana de desenvolvimento comunitário, considerada também uma inovação destacada na feira, “já tem mais de dois anos e foi copiada em outros lugares do país, também na área agrícola, com boas intervenções do Estado como reitor. A levamos adiante praticamente com o dinheiro de nossos bolsos, dos pesquisadores e dos próprios camponeses”, ressalta o pesquisador na hora de avaliar a contribuição econômica, junto com o apoio da Cepal. Mas, deve-se ressaltar que “esta iniciativa rompe com um esquema, devido ao caso de Cuba, com um Estado vertical onde tudo se faz sob orientação vinda através do desenvolvimento pré-concebido, disse Rodríguez. “Estão representados no projeto o corpo nacional de guardas florestais, a Junta Central Coordenadora do Plano Montanha, uma dependência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, e os camponeses do lugar, que criaram um clima participativo onde todos ganham”, acrescentou. A idéia da ajuda universitária é que os camponeses continuem somando, caminhando sozinhos no futuro com o projeto. Pimentel não escondeu que começaram “muito mal”, com este projeto, criado originalmente para 10 famílias e que hoje envolve cerca de 2.400. “A experiência, no começo, não era compreendida e foi difícil levá-la adiante, mas agora já somos muito reconhecidos, como indica o fato de estarmos aqui com uma autorização do Estado”, afirmou em resposta a uma pergunta da IPS. Este e todos os projetos em competição já ganharam por chegarem a Medellín, e não apenas para si, como dizem seus organizadores, mas para mostrar, e se mostrarem entre si, como as comunidades de lugares muito distantes uma das outras muitas vezes caminham no mesmo sentido da superação através do esforço solidário e criativo. (IPS/Envolverde)
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Darío Montero

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