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segunda-feira, 29 de junho de 2015

ADENSAMENTO POPULACIONAL VERSUS SUSTENTABILIDADE!

Em muitos centros de pesquisa urbana em todo o mundo essa mudança da cidade global para a cidade local se concretiza em vários estudos específicos: agricultura local, energia distribuída, reforço das identidades locais, turismo de proximidade, materiais e formas de construir tradicionais, nova governança para melhorar o poder dos cidadãos, readensamento e multiplicidade de usos nas áreas fragmentadas, substituição da infraestrutura cinza por infraestrutura verde, utilização racional dos serviços dos ecossistemas e até mesmo espaços de planejamento que correspondam a regiões ecológicas. Algumas cidades já passaram da pesquisa para a prática. São exemplos espanhóis os casos de Vitoria-Gasteiz e Santiago de Compostela (excetuando a Cidade da Cultura).
 
A cidade do futuro nunca será como a do passado. A razão principal é que a população mundial em 1800 era de 1 bilhão de pessoas e atualmente é preciso alojar 7 bilhões. Não se trata de esquecer que todos somos habitantes do mesmo planeta. Nem de renunciar ao progresso resultante de uma linguagem formal comum ou aos avanços da técnica. Mas tampouco se pode destruir as identidades locais, ou passar por alto da ineficiência e do desperdício de viver em cidades não adaptadas a seus territórios. Avizinham-se tempos de ajustes. Ajustes que vão ocorrer, ou deixando que as coisas se arranjem sozinhas, mas com altos custos e sofrimento para muita gente, ou controlando a situação de modo que se minimizem os danos. Depois da tremenda diástole urbana produzida no século passado, vê-se a chegada de uma sístole, uma contração, um recolhimento urbano necessário para que o coração do planeta continue funcionando. É imprescindível não fechar os olhos ao que é evidente e assumir o controle do caminho de volta à cidade local que necessariamente tem de ser engendrada. Que está sendo engendrada.
 
Fonte: El País. Por José Fariña Tojo é catedrático de Urbanismo e Ordenamento do Território na Universidade Politécnica de Madri.
Ctba, 29/jun/15
Maria Prybicz
 
 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

EQUAÇÃO ECONÔMICA F(X) ?

Como sabemos a nossa Economia Nacional está com uma Equação desfavorável! Portanto, nada mais justo que pensarmos que quanto mais demora em ajustar, podemos ter um grande retrocesso no desenvolvimento estrutural econômico geral!
 
Vejamos: inflação alta, juros altíssimos comparados com outros países, desemprego alto e acelerando constantemente, inflação descontrolada, IPCA com índices maiores do que o normal, a dívida pública sempre em ascensão, então a Equação função de (x), f(x) quando x = PIB = 0 nos indica que realmente essa equação tem que ser invertida, caso contrário, corremos o risco de estagnação completa, porque a desaceleração já é extremamente perigosa!  


Considerando o crescimento de 0,1% em 2014, o prognóstico de recuo de 2% em 2015, a expectativa de estabilidade em 2016 e a perspectiva de crescimento em torno de 2% em 2017, entraríamos em 2018, em linhas gerais, com o mesmo PIB daquele mostrado em 2013, com recuo substancial da renda per capita. E, então, cumprimos metade do devaneio de 10 anos de recessão.
 
Voltar a investir, baixar os juros, evitar o desemprego, diminuir a dívida pública consiste em f(x) com x = PIB = 3% a 3,5% , isto tudo, e impulsionar a criação de empregos com projetos econômicos específicos com políticas econômicas voltadas  às classe médias e baixas!
 
Exemplo: intensificar o micro crédito para os pequenos e médios empresários nos setores de serviços e alimentação, bem como, no setor automotivo que se encontra em séria crise, com estoques elevados sem perspectivas de melhorias  nas vendas imediatas, setor que tem a capacidade enorme com enraizamento em grande parte da  economia brasileira e de outros países, principalmente nos países vizinhos na América Latina e se tratando do Mercosul até no mundo tais como: EUA, Europa, Índia, China e demais não citados.    
 
Ctba, 25/jun/15
Maria Prybicz
 
A DESIGUALDADE BRASILERIA!

São muitas as armadilhas muradas em um país tão barbaramente desigual. Volta e meia os mais atentos percebem seu pé preso em alguma arapuca, justamente quando acreditavam rumar para a liberdade e para um mundo mais justo. Agora mesmo os condomínios fechados do tipo Alphaville são vistos por muitos como algo da ordem do ridículo. Mas também estes parecem renovar sua busca pelo paraíso perdido (e jamais achado). A moda no Brasil, há algum tempo, é comprar pedaços de terra com mata nativa e fontes de água em algum lugar, como nas regiões serranas ainda disponíveis do Sul e do Sudeste ou mesmo em pedaços “paradisíacos” da Amazônia.
 
Seria este anseio uma atualização do ideal de uma vida sem mal-estar, cercados por outro tipo de iguais, talvez ainda mais iguais do que os outros? Vizinhos ecologicamente conscientes, equilibrados por meditação, yoga e a prática saudável de esportes, que se locomovem em bicicletas e consomem orgânicos, com espaços e propriedades privadas bem definidas. É altamente sedutor para quem pode escolher seus muros, mas não seria esta uma renovação do condomínio, tanto de suas ilusões como de seu caráter de exclusão? Para quem é deixada a luta pelo espaço público para todos, em cidades cimentadas onde falta tanto água quanto árvores quanto o reconhecimento da humanidade do outro?
 
O “Mães de Maio” tem na origem um grupo de mulheres, a maioria negras, pobres e periféricas, que perderam seus filhos assassinados, suspeita-se que muitos deles executados pela polícia, nas ruas do estado de São Paulo em maio de 2006. O grupo faz a denúncia cotidiana da violência praticada pelo Estado contra os mais pobres. Costuma chamar Geraldo Alckmin de “governador genocida” e denuncia o que chama de “terrorismo de Estado”. Também empresta o nome à Comissão da Verdade que investiga os crimes cometidos pelo Estado no período democrático. Neste seminário, o movimento foi convidado de última hora para substituir um convidado de primeira hora que precisou cancelar sua participação. Mas recusou o convite. No manifesto explica o porquê.
 
Dito isso, escolho terminar caminhando com Tim Tim. No vídeo viral, a grande transgressão do pequeno rebelde é andar na rua e arriscar-se a encontros. Quanto tudo parece quase intransponível, quando me vejo cercada de muros que me encurralam, os de fora, mas também os de dentro, eu lembro do passo de Tim Tim. E encontro esperança nessa geração que está sendo educada no resgate do espaço público para todos, arriscando-se às diferenças para combater a desigualdade. Arriscando-se à experiência. Às vezes a vida pede a delicadeza de descobrir a rebelião também nos passos vacilantes, mas muito entusiasmados, de um guri com um redemoinho na cabeça.
Fonte: El País - Por Eliane Brum
Ctba, 25/jun/15
Maria Prybicz
 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Por Paul Krugman

Os efeitos da liquidez na dívida soberana

Lamento dizer que negligenciei a importância da liquidez e da escassez de dinheiro para estabelecer os preços dos títulos na zona do euro. Até a intervenção do economista Paul DeGrauwe eu não estava consciente da enorme diferença que representaria para a Europa que o Banco Central Europeu cumprisse seu papel de emprestador de última instância. De fato, se o euro sobrevive, grande parte do mérito deve ser atribuída a DeGrauwe –e a esse tal Mario Draghi, que pôs em prática suas ideias como presidente do Banco Central Europeu.

Eu provavelmente deixei de lado algumas coisas, embora penso que é interessante constatar quantos dos meus detratores sentem a necessidade de atacar meu histórico inventando previsões e declarações que eu nunca fiz. Embora não haja dúvida de que eu cometi erros, creio que, em geral, acertei, principalmente porque nunca deixei que as preocupações da moda me afastassem da macroeconomia básica e tentei o tempo todo aplicar as lições da história.
Fonte: JB
Ctba, 23/jun/15
Maria Prybicz
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O BRASIL E SEUS CONCORRENTES MUNDIAIS, NO QUE DIZ RESPEITO À EDUCAÇÃO!

Os outros países em desenvolvimento, nossos concorrentes no cenário mundial, estão investindo forte em educação e infraestrutura, e temo que não estamos seguindo os mesmos passos de nossos "companheiros" emergentes. Se nada mudar, no futuro poderemos apenas lamentar o nosso fracasso em não saber aproveitar esta nova oportunidade, e olhar à distância, nossos companheiros emergentes desfrutando dos resultados de décadas de investimentos pesados em capital humano, tecnologia, ciência e infraestrurura.
Falta Educação
Infelizmente, no quesito mais importante para se criar uma nação forte e desenvolvida, o Brasil caminha a passos de tartaruga. Segundo especialistas, a ser mantido o atual ritmo, o Brasil deverá atingir um nível educacional satisfatório em cinquenta anos. Os mais otimistas, falam em duas décadas. Para erradicar o analfabetismo, de acordo com estimativa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a previsão também é de vinte anos. Todos os especialistas são unânimes: se quisermos caminhar em direção a uma educação pública de qualidade, não poderemos seguir no ritmo atual. É preciso caminhar mais rápido.
O governo vem criando mecanismos para tentar medir a qualidade da educação no Brasil, e os números não são nada bons:

O Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), criado pelo governo federal para funcionar como um termômetro do ensino público do país, divulgou em 07/2010 os resultados de sua edição 2009, revelando um retrato preocupante do setor. Numa escala de 0 a 10, apenas 5,7% das escolas conseguiram alcançar a nota 6. Nas séries iniciais do ensino fundamental (do primeiro ao quinto ano), a média ficou em 4,6 pontos, enquanto nas séries finais (do sexto ao nono), caiu para 4 pontos. No ensino médio, o cenário mais alarmante: 3,6 pontos.
Outro dado preocupante são os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), apontam para a grande diferença de qualidade entre escolas púplicas e privadas. Entre as 1000 melhores escolas do país, 91% são particulares. Entre as dez primeiras, apenas uma instituição pública. O dado espanta ainda mais quando se constata que o ensino público no Brasil atende a 86% dos estudantes.

Outro desafio da educação no Brasil é o alto índice de analfabetismo, que ainda figura entre os mais elevados do mundo: 11% da população acima de 15 anos não sabe ler e escrever adequadamente. O índice coloca o país em 9º lugar no ranking de analfabetismo da América Latina, atrás, entre outros, de Suriname (10,4%), Colômbia (7,2%), Chile (4,3%) e Argentina (2,8%). Não bastasse isso, cerca de 15% da população com idade entre 15 e 24 anos é considerada analfabeta funcional - ou seja, são pessoas que frequentaram a escola, mas conseguem apenas ler apenas textos curtos, como cartas, e lidar com números em operações simples, como o manuseio de dinheiro.

Entidades internacionais também apontam para a péssima qualidade do ensino no Brasil, como por exemplo o relatório da Unesco de 2010, mostrando que os  índices de repetência e abandono da escola no País são os mais elevados da América Latina.
Fonte: Unesco 2010
Ctba, 15/jun/15
Maria Prybicz

sábado, 13 de junho de 2015

PRA QUEM GOSTA DE MATEMÁTICA!
A MATEMÁTICA SALVA O MUNDO E O MUNDO DE MUITA GENTE!

Física quântica

O próximo lance foi estender o Programa Langlands para além das fronteiras da matemática em si. Na década de 1970, foi percebido que um de seus ingredientes principais – o “grupo duplo de Langlands” – também aparecia na física quântica. Foi uma surpresa. Seria possível que os mesmos padrões que podem ser mais ou menos observados nos mundos dos números e da geometria também teriam contrapartes na teoria que descreve as forças básicas da natureza? Frenkel se interessou pelo elo em potencial entre a física quântica e o Programa de Langlands e saiu determinado a investigá-lo – com o auxílio de uma bolsa de vários milhões de dólares que ele e alguns colegas receberam em 2004 do Departamento de Defesa, a maior bolsa já recebida até hoje para pesquisa na área de matemática pura (além de limpa, a matemática pura também é barata: tudo que seus pesquisadores precisam é giz e algum dinheiro para viajar. Ela também é aberta e transparente, já que não há invenções para serem patenteadas).

Milagre

O problema com essa visão platônica da matemática – uma que Frenkel, seguindo uma verve mais misteriosa, nunca reconheceu como tal – é que ela faz do conhecimento matemático um milagre. Se os objetos da matemática existirem à parte de nós, habitando um céu platônico que transcende o mundo físico do espaço e do tempo, então como é que a mente humana os contata e apreende suas propriedades e relações? Matemáticos são médiuns? O problema do platonismo, como observa o filósofo Hilary Putnam, “é que ele francamente parece ser incompatível com o simples fato de que pensamos com nossos cérebros e não com nossas almas imateriais”.
Talvez Frenkel tenha direito à sua fantasia platônica. Afinal, todos os amantes guardam ilusões românticas sobre quem amam. Em 2009, enquanto estava em Paris ocupando a Chaire d’Excellence da Fondation Sciences Mathématiques, Frenkel decidiu fazer um curta-metragem expressando sua paixão pela matemática. Inspirado pelo “Rito de Amor e Morte” de Yukio Mishima, ele o batizou de “Rites of Love and Math” [“Ritos de Amor e Matemática”, em tradução livre, fazendo um trocadilho com o título em inglês da obra de Mishima, “Rite of Love and Death”]. Nesse filme mudo alegórico em estilo de teatro Nô, Frenkel faz o papel de um matemático que cria uma fórmula para o amor. Para evitar que a fórmula caia em mãos erradas, ele a esconde do mundo tatuando-a com um bambu no corpo da mulher amada, e então decide se sacrificar para protegê-la.
Na ocasião da première de “Ritos de Amor e Matemática” em Paris, em 2010, o “Le Monde” o descreveu como “um curta estonteante”, que oferece “uma visão romântica incomum dos matemáticos”. A “fórmula do amor” usada no filme foi uma que o próprio Frenkel havia descoberto (enquanto investigava as bases matemáticas da teoria quântica de campos). É uma fórmula bela, porém temível. Seus únicos números são zero, um e o infinito. E não é assim mesmo que é o amor?
Jim Holt escreve sobre ciência e filosofia. Ele é autor do livro “Por Que o Mundo Existe?” (Intrínseca).
Fonte: GP
Ctba,13/jun/15
Maria Prybicz

sexta-feira, 12 de junho de 2015

MOMENTO DE TANTA CORRUPÇÃO!


De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.


"Rui Barbosa"

quarta-feira, 10 de junho de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Situar o Brasil, geopoliticamente, frente aos desafios e às oportunidades do mundo cada vez mais complexo e competitivo deste novo século.

A soberania e o banco do Brics (Brasil, Russia, India, China e África do Sul)
O Senado Federal aprovou, esta semana, a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos BRICS, formado pelos governos do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com capital previsto de 100 bilhões de dólares. A Câmara dos Deputados já havia dadosua autorização para a participação do Brasil no projeto.
Fazer parte do Banco dos BRICS, e do próprio grupo BRICS, de forma cada vez mais ativa, é uma questão essencial para o Brasil, e para a sua inserção, com alguma possibilidade de autonomia e sucesso, no novo mundo que se desenha no Século XXI.
Neste novo mundo, a aliança anglo-norte-americana, e entre os Estados Unidos e a Europa, que já por si não é monolítica, cujas contradições se evidenciaram por sucessivas crises capitalistas nestes primeiros anos do século, está sendo substituída, paulatinamente, pelodeslocamento do poder mundial para uma nova Eurásia emergente - que não inclui a União Europeia - e, principalmente, para a China, prestesa ultrapassar, em poucos anos, os EUA como a maior economia do mundo.
Pequim já é, desde 2009, o maior sócio comercial do Brasil, e também o maior parceiro econômico de muitos dos países latino-americanos.
A China já é, também, a maior plataforma de produção industrial do mundo. 
Foi-se o tempo em que suas fábricas produziam artigos de duvidosa qualidade, e, hoje, suas centenas de milhares de engenheiros e cientistas – mesmo nas universidades ocidentais é difícil que se faça uma descoberta científica de importância sem a presença ou a liderança de um chinês na equipe – produzem tecnologia de ponta que, muitas vezes, não está disponível nem mesmo nos mais avançados países ocidentais.
Nesse novo mundo, a China e a Rússia, rivais durante certos períodos do século XX, estão se preparando para ocupar e desenvolver, efetivamente, as vastas estepes e cadeias de montanhas que as separam e os países que nelas se situam, construindo,nessa imensa fronteira, hoje ainda pouco ocupada, dezenas de cidades, estradas, ferrovias e hidrovias.
A peça central desse gigantesco projeto de infraestrutura é o Gasoduto Siberiano. 
Também chamado de Gasoduto da Eurásia, ele foi lançado em setembro do ano passado em Yakutsk, na Rússia, e irrigará a economia chinesa com 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, para o atendimento ao maior contrato da história, no valor de 400 bilhões de dólares, que foi assinado entre os dois países. 
Nesse novo mundo, a Índia, cuja população era massacrada, ainda há poucas décadas, pela cavalaria inglesa, possui mísseis com ogivas atômicas, é dona da Jaguar e da Land Rover, do maior grupo de aço do planeta, é o segundo maior exportador de software do mundo, e manda, com meios próprios, sondas espaciais para a órbita de Marte. 
E o Brasil, que até pouco tempo, devia 40 bilhões de dólares para o FMI, é credor do Fundo Monetário Internacional, e o terceiro maior credor externo dos Estados Unidos.
Manipulada por uma matriz informativa e de entretenimento produzida ou reproduzida a partir dos EUA, disseminada por redes e distribuidoras locais e pelos mesmos canais de TV a cabo norte-americanos que podem ser vistos em muitos outros países, a maioria da população brasileira ignora, infelizmente, a existência desse novo mundo, e a emersão dessa nova realidade que irá influenciar, independentemente de sua vontade, sua própria vida e a vida da humanidade nos próximos anos.
Mais grave ainda. Parte da nossa opinião pública, justamente a que se considera, irônica e teoricamente, a mais bem informada, se empenha em combater a ferro e fogo esse novo mundo, baseada em um anticomunismo tão inconsistente quanto ultrapassado, que ressurge como o exalar podre de uma múmia, ressuscitando, como nos filmes pós-apocalípticos, milhares de ridículos zumbis ideológicos.
Os mesmos hitlernautas que alertam para os perigos do comunismo chinês em seus  comentários na internet e acham um absurdo que Pequim, do alto de 4 trilhões de dólares em reservas internacionais, empreste dinheiro à Petrobras, ou para infraestrutura, ao governo brasileiro, usam tablets, celulares, computadores, televisores de tela plana, automóveis, produzidos por marcas chinesas, ou que possuem peças “Made in China”, fabricadas por empresas estatais chinesas ou com capital público chinês do Industrial &Commercial Bank of China, ICBC, o maior banco do mundo.
Filhos de fazendeiros que produzem soja, frango, carne de boi, de porco, destilam ódio contra a política externa brasileira, assim como funcionários de grandes empresas de mineração, quando não teriam para onde vender seus produtos, se não fosse a demanda russa e, em muitos casos, a chinesa.
Nossas empresas com negócios no exterior são atacadas e ridicularizadas, como se só empresas estrangeiras tivessem o direito de se instalar e de fazer negócios em outros países, inclusive o nosso, para enviar divisas e criar empregos, com a venda de serviços e equipamentos, em seus países de origem.
É preciso entender que ao formar uma aliança estratégica com a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, o Brasil não precisa, nem deve, necessariamente, congelar suas relações com os Estados Unidos ou a União Europeia. 
Mas poderá, com eles, negociar em uma condição mais altiva e mais digna do que jamais o fez no passado.  
É nesse sentido que se insere a aprovação do Banco dos BRICS pelo Congresso.
Apesar de termos escalado, desde 2002, sete posições entre as maiores economias do mundo, a Europa e os EUA se negam, há anos, a reformular o sistema de quotas para dar maior poder ao Brasil, e a outros países dos BRICS, no FMI e no Banco Mundial.
Se não quiserem que não o façam. Como mostra o Banco dos BRICS, podemos criar as nossas próprias instituições financeiras multilaterais. 
Os BRICS, têm, hoje, como grupo, não apenas o maior território e população do mundo, mas também mais que o dobro das reservas monetárias dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França e Itália, somados. 
O que incomoda os Estados Unidos e a Europa, e os seus prepostos, no Brasil, não é o suposto comunismo ou “bolivarianismo” do atual governo, mas o nacionalismopossível, até certo ponto tímido, politicamente contido, e sempre combatido,dos últimos anos.
Existe uma premeditada, permanente, hipócrita, subalterna, entreguista, pressão, que não se afrouxa, voltada para que se abandone uma política externa minimamente independente e soberana, que possa situar o Brasil, geopoliticamente, frente aos desafios e às oportunidades do mundo cada vez mais complexo e competitivo deste novo século.
Fonte:JB por Mauro Santayana
Ctba, 05/jun/15
Maria Prybicz
MOMENTO PROPÍCIO PARA DISTRIBUIR A RENDA NACIONAL!

Congresso planeja redistribuir verbas da União

Câmara e Senado vão colocar em votação, antes do recesso do meio do ano, projetos para redividir o bolo tributário, repassando mais dinheiro a estados e municípios

Em mais uma demonstração de força e aproveitando o momento delicado do governo Dilma Rousseff (PT), o Congresso se prepara para colocar em votação uma série de projetos para mudar o pacto federativo. O objetivo é descentralizar recursos da União e diminuir obrigações legais de estados e municípios.
Os presidentes da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se uniram para colocar as medidas como prioridade na pauta das duas Casas. As votações devem ocorrer antes do recesso de julho, depois do fim das discussões da reforma política, do ajuste fiscal e da proposta de redução da maioridade penal.
Na prática, as medidas deverão impactar em cheio o Tesouro Nacional, que hoje concentra cerca de 65% de toda a arrecadação do país. Isso porque a proposta é repassar à União boa parte da responsabilidade que hoje recai sobre estados e municípios, como as ligadas à segurança pública e educação básica.
Vários projetos que mudam a dinâmica da distribuição da renda tramitam há tempos no Congresso. Agora, eles devem ser colocados junto a outros, novos, em um “pacotão” (veja box abaixo).
Bandeira antiga de estados e municípios, as mudanças no pacto federativo agora encontraram terreno fértil para avançar no Congresso. Renan e Cunha receberam pessoalmente dezenas de prefeitos e a maioria dos governadores do país nas últimas duas semanas, e se comprometeram a buscar uma alternativa para aliviar o caixa de estados e municípios. Eles também aproveitam a falta de força do governo Dilma nas duas Casas – que, mesmo com maioria, tem dificuldades para aprovar projetos de seu interesse.
Cunha já afirmou que encontrará uma saída para “fechar a conta do pacto”, mas nega que isso seja um embate com o governo. “Nós não estamos entrando nesse momento no aspecto político do pacto federativo, nós estamos entrando no reflexo econômico”, disse, no mês passado.
O deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), 1.º vice-presidente da comissão da Câmara que discute o pacto federativo, acredita que “nunca houve uma convergência tão grande entre as duas Casas e tanta vontade política no parlamento [em votar mudanças no pacto]”.
Parlamentares do Paraná ouvidos pela reportagem argumentam que a discussão sobre os projetos é “necessária”, mas ressaltam que o embate deverá ser difícil. E longo. “A importância reside numa maior distribuição de recursos. Mas a dificuldade maior é que a União não vai abrir mão da receita. E há muita divergência dos estados e municípios com a União”, diz o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Já o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) acredita que, com mais dinheiro em caixa, estados e municípios terão que ser mais responsáveis para gastar. “Quando centraliza [a receita] em Brasília, centraliza tudo, até a corrupção. Quando descentraliza, tem mais fiscais”, diz.
Reconhecendo a cobrança “forte” de prefeitos, o líder da bancada paranaense na Câmara, João Arruda (PMDB), diz que é preciso ter calma neste momento.

Paraná quer mais dinheiro federal para pagar professores e financiar as universidades estaduais

Os temas discutidos na proposta de revisão do pacto federativo são especialmente caros ao Paraná. O estado alega que a União estaria lhe devendo R$ 1,2 bilhão em custeio da saúde e de auxílio a estados exportadores referentes a 2014. A dívida impacta as finanças estaduais e seria minimizada com as possíveis mudanças nas leis . Mas as principais vantagens seriam ligadas à educação.
Uma das reivindicações do Paraná é repassar ao Tesouro Nacional o custo com a remuneração de professores que exceder 60% do Fundeb. Isso aliviaria o caixa do governo e, em tese, permitiria o pagamento da reposição da inflação aos professores– motivo de desgaste do governo Beto Richa (PSDB) há semanas. Atualmente, o governo gasta a totalidade dos recursos previstos pelo Fundeb para a remuneração de professores (aproximadamente R$ 4,1 bilhões ao ano).

Universidades

Outra demanda é federalizar parte da educação, englobando algumas universidades estaduais. “Isso [o custeio das universidades] hoje engessa o Paraná”, diz o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR).
Em nota enviada à reportagem, o governo informou que não discute neste momento a possibilidade de federalizar as universidades estaduais, “mas, sim, cobrar a participação do governo federal em investimentos direcionados às instituições de ensino superior paranaenses”.
“Atualmente, nenhuma verba federal tem sido destinada ao orçamento das universidades estaduais e municipais, em prejuízo não apenas dessas instituições, mas também dos estados e municípios que as mantêm. Convém destacar que estados e municípios também apoiam financeiramente as universidades federais, através das Fundações de Apoio à Pesquisa”, diz a nota do governo.
O governo federal foi procurado para comentar sobre as demandas do estado, mas não respondeu.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quem sou eu

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Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.