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sábado, 13 de junho de 2015

PRA QUEM GOSTA DE MATEMÁTICA!
A MATEMÁTICA SALVA O MUNDO E O MUNDO DE MUITA GENTE!

Física quântica

O próximo lance foi estender o Programa Langlands para além das fronteiras da matemática em si. Na década de 1970, foi percebido que um de seus ingredientes principais – o “grupo duplo de Langlands” – também aparecia na física quântica. Foi uma surpresa. Seria possível que os mesmos padrões que podem ser mais ou menos observados nos mundos dos números e da geometria também teriam contrapartes na teoria que descreve as forças básicas da natureza? Frenkel se interessou pelo elo em potencial entre a física quântica e o Programa de Langlands e saiu determinado a investigá-lo – com o auxílio de uma bolsa de vários milhões de dólares que ele e alguns colegas receberam em 2004 do Departamento de Defesa, a maior bolsa já recebida até hoje para pesquisa na área de matemática pura (além de limpa, a matemática pura também é barata: tudo que seus pesquisadores precisam é giz e algum dinheiro para viajar. Ela também é aberta e transparente, já que não há invenções para serem patenteadas).

Milagre

O problema com essa visão platônica da matemática – uma que Frenkel, seguindo uma verve mais misteriosa, nunca reconheceu como tal – é que ela faz do conhecimento matemático um milagre. Se os objetos da matemática existirem à parte de nós, habitando um céu platônico que transcende o mundo físico do espaço e do tempo, então como é que a mente humana os contata e apreende suas propriedades e relações? Matemáticos são médiuns? O problema do platonismo, como observa o filósofo Hilary Putnam, “é que ele francamente parece ser incompatível com o simples fato de que pensamos com nossos cérebros e não com nossas almas imateriais”.
Talvez Frenkel tenha direito à sua fantasia platônica. Afinal, todos os amantes guardam ilusões românticas sobre quem amam. Em 2009, enquanto estava em Paris ocupando a Chaire d’Excellence da Fondation Sciences Mathématiques, Frenkel decidiu fazer um curta-metragem expressando sua paixão pela matemática. Inspirado pelo “Rito de Amor e Morte” de Yukio Mishima, ele o batizou de “Rites of Love and Math” [“Ritos de Amor e Matemática”, em tradução livre, fazendo um trocadilho com o título em inglês da obra de Mishima, “Rite of Love and Death”]. Nesse filme mudo alegórico em estilo de teatro Nô, Frenkel faz o papel de um matemático que cria uma fórmula para o amor. Para evitar que a fórmula caia em mãos erradas, ele a esconde do mundo tatuando-a com um bambu no corpo da mulher amada, e então decide se sacrificar para protegê-la.
Na ocasião da première de “Ritos de Amor e Matemática” em Paris, em 2010, o “Le Monde” o descreveu como “um curta estonteante”, que oferece “uma visão romântica incomum dos matemáticos”. A “fórmula do amor” usada no filme foi uma que o próprio Frenkel havia descoberto (enquanto investigava as bases matemáticas da teoria quântica de campos). É uma fórmula bela, porém temível. Seus únicos números são zero, um e o infinito. E não é assim mesmo que é o amor?
Jim Holt escreve sobre ciência e filosofia. Ele é autor do livro “Por Que o Mundo Existe?” (Intrínseca).
Fonte: GP
Ctba,13/jun/15
Maria Prybicz

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