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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O amor
O amor é mestre, mas é preciso saber adquiri-lo, porque se adquire dificilmente, ao preço de um esforço prolongado; é preciso amar, de facto, não por um instante, mas até ao fim.
Fiódor Dostoiévski
    Ctba, 25/fev/15
    Maria Prybicz

Adele - Make You Feel My Love (Legendado)

EU E O PATETA

Lembranças mais antigas, de infância, ocorrem em nós quando atingimos uma certa idade!

Então, lembro-me com mais ou menos de 8 para 9 anos, quando começava a ler a revista e/ou gibi "O Pato Donald", com a personagem, O Pateta!

Nele, continha a estória do Pateta no engarrafamento do trânsito nas cidades, isto ocorria já nos anos 1959/60. 

Hoje em dia, vejo-me nos engarrafamentos e volta as lembranças que parecia ficção na época!

Será, que estamos todos patetas!

É claro que houve mudanças, muitas, mas colocando na ordem das demandas, muita coisa deixou a desejar no que consiste em investimentos nas estradas, rodovias, ferrovias, portos e outros, bem como nas cidades em geral! 

A logística foi abandonada, colocando prejuízo em toda cadeia produtiva! 

Ctba, 25/fev/15
Maria Prybicz

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"Blog Econômico" www.MMPrybicz.com.br

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O NASCIMENTO PERTO DA MORTE!

Nascido em Londres em 1933, Sacks vive em Nova York desde os anos 1960. Ao longo dos anos, foi reunindo em seus livros as experiências pelas quais passou. Um Antropólogo em Marte, Enxaqueca, Com uma Perna Só, A Ilha dos Daltônicos, O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, O Tio Tungstênio: Memórias de uma Infância Química, Vendo Vozes: Uma Viagem ao Mundo dos Surdos, Tempo de Despertar e Alucinações Musicais são suas obras mais conhecidas.
 
Em uma entrevista a este jornal em 1996, realizada por ocasião da publicação de Um Antropólogo em Marte, Sacks falou justamente sobre a relação dos pacientes com as doenças. "Para mim é fundamental a relação que se estabelece entre doença e identidade, e a forma como a pessoa reconstrói seu mundo e sua vida a partir dessa doença", disse. "Todos os casos que exponho neste livro descobriram uma vida positiva que surgia após uma doença. O pintor que depois de perder a visão da cor não deseja recuperá-la. O cego de nascimento que recupera a visão na metade de sua vida e não consegue suportá-la. A mulher autista que encontra no autismo uma parte de sua identidade... Mas não quero parecer sentimental perante a doença. Não estou recomendando que se tenha que ser cego, autista ou sofrer da síndrome de Tourette, de forma alguma, mas em cada caso surgiu uma identidade positiva após algo calamitoso. Algumas vezes a doença pode nos ensinar o que a vida tem de valioso e nos permitir a vivê-la mais intensamente".
 
Há alguns meses, Sacks publicou um artigo maravilhoso no The New York Review of Books sobre as memórias e a ficção intitulado Fala, memória. No texto, ele relatava como, enquanto envelhecia, iam surgindo relatos cada vez mais claros de sua infância; recordava, por exemplo, dois episódios em que bombas nazistas caíram perto de sua casa em Londres quando era criança durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, seu irmão mais velho disse a ele que o primeiro incidente ele havia vivido, mas que o segundo tinha sido contado para ele, porque naquele momento já não estava mais em Londres.
 
Este episódio serve para Sacks fazer uma longa dissertação sobre a importância da ficção na vida, porque, no fim, o que lemos e nos impressiona acaba sendo tão importante como o que vivemos. "Nós, como seres humanos, desenvolvemos sistemas de memória que têm falhas, fragilidades e imperfeições", escreveu. "A indiferença sobre as fontes nos permite assimilar o que lemos, o que nos contam, o que outros dizem, e pensam, escrevem e pintam, de uma forma tão rica e tão intensa como se fossem experiências primárias. Nos permite ver e escutar com os olhos e ouvidos dos outros, entrar na mente dos demais, assimilar a arte e a ciência e a religião de toda uma cultura".
 
Esse texto é uma mostra da forma de escrever e pensar de Sacks e, por sua vez, da imensa influência de seus escritos sobre a maneira como vemos o mundo em que vivemos. A tranquila lucidez com a qual enfrenta a notícia de seu câncer sem volta é mais uma prova de sua sabedoria.
 
Fonte: El País
Ctba, 20/fev/15
Maria Prybicz

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


Não é preciso ser matemático para ser especialista em ‘big data’

Em 2015 serão necessários 4,4 milhões de especialistas em dados em todo o mundo. O requisito para atuar na área é ser graduado.

ANA TORRES MENÁRGUEZ

GETTY
Em 1976, o departamento de estatística da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deu início a uma pesquisa para otimizar as técnicas de cultivo. O estudo se concentrou na análise de variáveis como a temperatura, o tipo de grão e a variedade de fertilizantes. O objetivo era identificar os padrões que propiciavam melhores colheitas. Essa é uma das histórias que costumam ser contadas para remontar às origens do big data, a análise massiva de dados que busca tirar o maior proveito deles e tomar as melhores decisões no futuro.
Por mais que ainda seja um fenômeno que está para ser desenvolvido em muitos setores, o big data já se estendeu a praticamente todos os âmbitos da vida. De bancos a seguradoras, de companhias aéreas a NBA. Os arremessos errados e os certeiros, a distância entre os jogadores ou sua altura. Todos os dados são reunidos em umsoftware de análise estatística para concluir que jogadores, como e quando rendem melhor. Em função dos resultados, decidem-se as escalações. “Reúnem-se variáveis e identificam-se padrões. É possível saber se um jogador consegue mais acertos se joga contra rivais que medem mais do que dois metros ou só 1,90”, afirma Fernando Meco, diretor de marketing da SAS, empresa de software analítico que trabalha com alguns times da NBA.
Utilizando as técnicas de big data e analytics também é possível rastrear as redes sociais e antecipar picos de desemprego. Foi o que fez, por exemplo, um estudo liderado pelas Nações Unidas na Irlanda e Estados Unidos que fazia uso da metodologia do software da SAS. Tanto no Twitter como no Facebook foram detectadas conversas negativas, um aumento da venda de carros de segunda mão por parte dos usuários e um aumento do uso do transporte público. “As administrações podem tomar medidas proativas para tornar mais fácil a vida dos cidadãos, como aumentar a frequência do metrô ou reduzir o preço dos bilhetes”, afirma Meco.
Esses e outros avanços no manejo dos dados dispararam a demanda por especialistas em big data tanto no setor público como no privado. A revista Harvard Business Review qualificou essa profissão de a mais sexy do século XXI. Em 2015 serão necessários 4,4 milhões de data scientists em todo o mundo, segundo a consultoria Gartner Group.

Cursos de 'big data'

Empresas como General Electric, Banco Santander ou BBVA criaram nos últimos anos cargos como o dechief data officer ou chief analytical officer, cuja missão é zelar pelos dados que existem na companhia e ser capaz de tirar o máximo proveito deles. “Muito poucas pessoas têm. Há indústrias como a aeronáutica que têm anos de vantagem”, explica Meco. O setor turístico está se adaptando há anos ao entornoonline, analisando a pegada digital de milhares de usuários sobre o tipo de consultas, os dias da semana com maiores picos ou os destinos mais solicitados para construir sua oferta comercial. “Os dados são o petróleo do século XXI. O desafio é analisar em profundidade e em tempo real”, reforça Meco. É difícil para sua empresa encontrar talento analítico e profissionais bem formados.
Antes os dados só interessavam ao profissional de informática. Agora os departamentos de marketing baseiam suas estratégias nesses estudos; seu trabalho é menos intuitivo e mais analítico. A grande revolução remonta aos últimos dois anos, período em que se gerou 90% dos dados que existem hoje em dia, afirma Juan José Casado, diretor acadêmico do Master em Business Analytics e Big Data do Instituto de Empresa (IE). Por isso, na Espanha muitas universidades e escolas de negócio começaram a oferecer pós-graduações para formar especialistas. “A sociedade é digital, todos estamos conectados através da Internet e geramos informação constantemente. Há uma avalanche de dados e a barreira para ter acesso a eles não é tecnológica. Faltam especialistas”, destaca.
Que perfil é o adequado para ter acesso a um desses programas? Na maioria, basta ser graduado e ter uma experiência de cerca de quatro anos no mundo empresarial. “Não precisam ser necessariamente matemáticos ou estatísticos. O essencial é que sejam pessoas com curiosidade, com vontade de brincar com os dados e sua análise e que queiram transformar os negócios”, afirma Casado. Os alunos do master do IE, que lançou esse curso pela primeira vez, têm uma média de 29 anos e contam com cinco de experiência profissional. Cerca de 25% deles são matemáticos e estatísticos; outros 25% têm um perfil tecnológico e os 50% restantes estão vinculados ao mundo dos negócios.
Fonte: El País
Ctba, 17/fev/15
Maria Prybicz

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Autoconsciência e análise interior
“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social”, diz o filósofo Francesc Torralba, autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio) e diretor da cátedra Ethos da Universidade Ramon Llull. Na solidão deixamos esse espaço em branco para ouvir sem interferências o que sentimos e precisamos. “A solidão nos dá medo porque com ela caem todas as máscaras. Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro”, diz Torralba.

As 5 chaves para desfrutar da solidão

1. Você é sua melhor companhia. A premissa básica é mudar a crença de que quem está acompanhado está melhor.
2. Uma oportunidade para nos conhecermos melhor e descobrir nosso rico mundo interior.
3. Em vez de se torturar, é preciso aproveitar a solidão para ler, pintar ou praticar esporte.
4. Escrever um diário. Ajuda a expressar sentimentos e a contemplar-se com mais conhecimento e carinho.
5. Como indica o psicólogo Javier Urra, com a solidão recuperamos “o gosto pelo silêncio e pelo domínio do tempo”.

Na verdade, a solidão desperta o medo porque costuma ser associada ao vazio e à tristeza, especialmente quando é postergada longamente por uma atividade frenética e anestesiante. Para Mireia Darder, é bom enfrentar esse momento tendo em mente que a tristeza resulta simplesmente do fato de se soltar depois de tanta tensão e de ter feito um esforço enorme para aparentar força e suportar a pressão frente aos que nos cercam. “Não se pode esquecer que para ser realmente independente é preciso aprender a passar pela solidão. O amor não é o contrário da solidão, e sim a solidão compartilhada”, diz Darder.
Em nossa sociedade, a inatividade —que surge com frequência da solidão— é temida e desperta a culpa. Fomos preparados para a ação e para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas é quando estamos sozinhos que podemos refletir sobre o que fazemos e como o fazemos. O escritor Irvin Yalom, titular de Psiquiatria na Universidade de Stanford, confessava que desde que tinha consciência se sentia “assustado pelos espaços vazios” de seu eu interior. “E minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de outras pessoas. De fato detesto os que me privam da solidão e além disso não me fazem companhia.” Algo que, segundo Francesc Torralba, é muito frequente: “Embora estejamos cercados de gente e de formas de comunicação, há um alto grau de isolamento. Não existe sensação pior de solidão que aquela que se experimenta ao estar em casal ou com gente”.
Fonte: El País
Ctba, 14/fev/15
Maria Prybicz

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Brasil com investimento em energias limpas no continente latino-americano!

O Chile e a Nicarágua dividem a liderança, enquanto o Paraguai, a Bolívia e a Venezuela ocupam os últimos lugares, junto com a região do Caribe


Uma turbina de energia eólica em frente a uma usina. / EFE
O ranking, elaborado pelo Fundo Interamericano de Desenvolvimento e pela Bloomberg New Energy Finance, orienta os investidores sobre os mercados mais atraentes para o investimento em energias não poluidoras e de baixa emissão de carbono. E todos os olhares se voltam para o Brasil, onde, no período de 2006 a 2012, a aposta em energias limpas superou os 82 bilhões de dólares (182 bilhões de reais). Entretanto, em 2013, o último ano avaliado, experimentou um declínio de 36%, apesar de ainda manter um forte compromisso com políticas de energias renováveis.
O segundo lugar do Climatoscope é para o Chile, com uma pontuação de 2,41 e boas perspectivas para investidores, em vista de seus muitos recursos naturais, empresas sensíveis ao meio ambiente e crescimento do poder de compra da sociedade.
Em terceiro lugar vem a Nicarágua com um 2,26, e um grande salto de 40%, com um investimento de 292 milhões de dólares (650 milhões de reais) em energias renováveis. O país está comprometido com as energias limpas, segundo se depreende dos dados dos analistas financeiros.
O quarto e o quinto lugares vão para Peru e México, respectivamente. Em ambos os casos, o ponto forte é a atração de mais investimentos em energias renováveis. Especialmente significativas são as cifras do México, que passou de um investimento de 500 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais) em 2011 para 2,9 bilhões (6,4 bilhões de reais) em 2012.
Em último lugar entre os países latino-americanos vem a Venezuela, dona de uma poderosa indústria petroleira, o que, segundo analistas, explica sua negligência na hora de apostar em energias limpas. Paraguai e Bolívia também ostentam posições baixas no Climatescope, seguidos por toda a região do Caribe, com exceção da Jamaica, que não passa de 0,80 ponto, o que significa que terão de fazer um grande esforço na hora de pegar o bonde das energias não poluidoras.
A Bloomberg e o Fundo Interamericano de Desenvolvimento incentivam os investidores a investir em energias limpas em ambas as regiões, levando em conta o crescimento econômico experimentado nos últimos anos e seu compromisso com o meio ambiente. No entanto, afirmam que a principal preocupação dos investidores é saber como se mover em economias regionais difíceis de entender. Uma troca de informações e um quadro político adequado parecem ser as chaves.
O fórum da Jamaica pôs em destaque o potencial da América Latina e do Caribe para expandir seu mercado de energias limpas. Nos vários painéis de discussão, enfatizou-se a necessidade de crescer e transformar a economia por meio de iniciativas que respeitem o meio ambiente e sejam comprometidas com o combate aos gases de efeito estufa, associados à mudança climática. A chave parece estar nas baixas emissões e nas energias limpas. O desafio é "envolver as comunidades locais nos projetos, e coordenar os esforços programados em instâncias internacionais distantes das realidades locais concretas", nas palavras de Andrea Rodríguez, assessora jurídica do Climate Change Program.
Fonte: El País Brasil
Ctba, 11/fev/15
Maria Prybicz

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Eu, Rodrigo Rocha Loures, Fabiana Pereira, Graziela do IBQP, Fabricio e amigo - na Startup foods, realizado no IBQP em novembro de 2014.



Eu, minha irmã Olga e meus sobrinhos: Sandro, Sidgley, Rafael, Guilherme, Rodrigo, Lael, Rosangela, e namorada do Rafael. 




Fotos nossas, minha e de meu irmão quando ainda tínhamos 10 anos (eu) e meu irmão apenas 6 anos de idade, na foto está ainda meu sobrinho no colo de minha cunhada com 1 ano mais ou menos e minha mãe que está ajoelhada  mais abaixo - isto de fato aconteceu em 15/12/1961.


sábado, 7 de fevereiro de 2015

CURITIBA HOJE! LINDA COMO SEMPRE!
 
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O SILÊNCIO DOS DEUSES!

O tempo dirá qual desses dois silêncios – o político de Dilma ou o bíblico de Marina – acabará sendo mais produtivo e promissor para o país.
(Juan Arias do El País)
 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

PETROBRAS - ORGULHO NACIONAL!

- A corrupção é o resultado do excesso de lucros não distribuídos para todo o povo brasileiro quando começou a jorrar quantias incalculáveis durante 6 décadas - deixando a população e/ou educação do País, quase à minguada verba para a sustentação!
 
Deixando de distribuir em época certa para evitar a facilidade dos que viram enormes rios de dinheiro sobrando, "digamos assim" e tiveram e viram a oportunidade que faz o ladrão, na esperteza que ninguém descubra o desfalque na empresa.
 
Portanto, faltou gerenciamento dos administradores em todas as épocas, não antevendo que a sobra de recursos ia acabar levando a "espertinhos" e/ou corruptos, colocar a "mão grande" nos recursos da grande empresa nacional!

E, apesar dos desvios de recursos a empresa ainda tem muito lucro, ou seja, ainda muito, muito forte como empresa!
(Mª Prybicz)

Quanto vale a Petrobras!


Mauro Santayana
O adiamento do balanço da Petrobras do terceiro trimestre do ano passado foi um equívoco estratégico da direção da companhia, cada vez mais vulnerável à pressão que vem recebendo de todos os lados, que deveria, desde o início do processo, ter afirmado que só faria a baixa contábil dos eventuais prejuízos com a corrupção, depois que eles tivessem, um a um, sua apuração concluída, com o avanço das investigações.
A divulgação do balanço há poucos dias, sem números que não deveriam ter sido prometidos, levou a nova queda no preço das ações.
E, naturalmente,  a novas reações iradas e estapafúrdias, com mais especulação sobre qual seria o valor - subjetivo, sujeito a flutuação, como o de toda empresa de capital aberto presente em bolsa - da Petrobras, e o aumento dos ataques por parte dos que pretendem aproveitar o que está ocorrendo para destruir a empresa -  incluindo hienas de outros países - vide as últimas idiotices do Financial Times  - que adorariam estraçalhar e dividir, entre baba e dentes, os eventuais despojos de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.             
O que importa mais na Petrobras?
O valor das ações, espremido  também por uma campanha que vai muito além da intenção de sanear a empresa e combater eventuais casos de corrupção e que inclui de apelos, nas redes sociais, para que consumidores deixem de abastecer seus carros nos postos BR; à aberta torcida para que “ela quebre, para acabar com o governo”; ou para que seja privatizada, de preferência, com a entrega de seu controle para estrangeiros, para que se possa - como afirmou um internauta - pagar um real por litro de gasolina, como nos EUA " ?
Para quem investe em bolsa, o valor da Petrobras se mede em dólares, ou em reais, pela cotação do momento, e muitos especuladores estão fazendo fortunas, dentro e fora do Brasil, da noite para o dia, com a flutuação dos títulos derivada, também, da campanha antinacional em curso, refletida no clima de “terrorismo”  e no desejo de "jogar gasolina na fogueira", que tomou conta dos espaços mais conservadores - para não dizer golpistas, fascistas, até mesmo por conivência - da  internet.   
Para os patriotas, e ainda os há, graças a Deus, o que importa mais, na Petrobras, é seu valor intrínseco, simbólico, permanente, e intangível, e o seu papel estratégico para o desenvolvimento e o fortalecimento do Brasil.
Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, em nossa geração, foram para as ruas e para a prisão, e apanharam de cassetete e bombas de gás, para exigir a criação de uma empresa nacional voltada para a exploração de uma das maiores riquezas econômicas e estratégicas da época, em um momento em que todos diziam que não havia petróleo no Brasil, e que, se houvesse, não teríamos, atrasados e subdesenvolvidos que “somos”, condições técnicas de explorá-lo ?
Quanto vale a formação, ao longo de décadas, de uma equipe de 86.000 funcionários, trabalhadores, técnicos e engenheiros, em um dos segmentos mais complexos da atuação humana?
Quanto vale a luta, o trabalho, a coragem, a determinação daqueles, que, não tendo achado petróleo em grande quantidade em terra, foram buscá-lo no mar, batendo sucessivos recordes de poços mais profundos do planeta; criaram soluções, "know-how", conhecimento;  transformaram a Petrobras na primeira referência no campo da exploração de petróleo a centenas, milhares de metros de profundidade; a dezenas, centenas  de quilômetros da costa; e na mais premiada empresa da história da OTC - Offshore Technology Conferences, o "Oscar" tecnológico da exploração  de petróleo em alto mar, que se realiza a cada dois anos, na cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos ?
Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, ao longo da história da maior empresa brasileira - condição que ultrapassa em muito, seu eventual valor de "mercado" - enfrentaram todas as ameaças à sua desnacionalização, incluindo a ignominiosa tentativa de alterar seu nome, retirando-lhe a condição de brasileira,  mudando-o para "Petrobrax", durante a tragédia privatista e “entreguista” dos anos 1990 ?
Quanto vale uma companhia presente em 17 países, que provou o seu valor, na descoberta e exploração de óleo e gás, dos campos do Oriente Médio ao Mar Cáspio,  da costa africana às águas norte-americanas do Golfo do México ?
Quanto  vale uma empresa que reuniu à sua volta, no Brasil, uma das maiores estruturas do mundo em Pesquisa e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, trazendo para cá os principais laboratórios, fora de seus países de origem, de algumas das mais avançadas empresas do  planeta?
Por que enquanto virou moda - nas redes sociais e fora da internet -  mostrar desprezo, ódio e descrédito pela Petrobras, as mais importantes empresas mundiais de tecnologia seguem acreditando nela, e querem desenvolver e desbravar, junto com a maior empresa brasileira, as novas fronteiras da tecnologia de exploração de óleo e gás em águas profundas?
Por que em novembro de 2014, há apenas pouco mais de três meses, portanto, a General Electric inaugurou, no Rio de Janeiro, com um investimento de 1 bilhão de reais, o seu Centro Global de Inovação, junto a outras empresas que já trouxeram seus principais laboratórios para perto da Petrobras, como a BG, a Schlumberger, a Halliburton, a FMC, a Siemens, a Baker Hughes, a Tenaris Confab, a EMC2 a V&M e a Statoil ?
Quanto vale o fato de a Petrobras ser a maior empresa da América Latina, e a de maior lucro em 2013 - mais de 10 bilhões de dólares - enquanto a PEMEX mexicana, por exemplo, teve um prejuízo de mais de 12 bilhões de dólares no mesmo período ?
Quanto vale o fato de a Petrobras ter ultrapassado, no terceiro trimestre de 2014, a EXXON norte-americana como a maior produtora de petróleo do mundo, entre as maiores companhias petrolíferas mundiais de capital aberto ?
É preciso tomar cuidado com a desconstrução artificial, rasteira, e odiosa, da Petrobras  e com a especulação com suas potenciais perdas no âmbito da corrupção, especulação esta que não é apenas econômica, mas também política.
A PETROBRAS teve um faturamento de 305 bilhões de reais em 2013, investe mais de 100 bilhões de reais por ano, opera uma frota de 326 navios, tem 35.000 quilômetros de dutos, mais de 17 bilhões de barris em reservas, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo.
É óbvio que uma empresa de energia com essa dimensão e complexidade, que, além dessas áreas, atua também com termoeletricidade, biodiesel, fertilizantes e etanol, só poderia lançar em balanço eventuais prejuízos com o desvio de recursos por corrupção, à medida que esses desvios ou prejuízos fossem “quantificados” sem sombra de dúvida, para depois ser - como diz o “mercado” - "precificados", um por um, e não por atacado, com números aleatórios, multiplicados até quase o infinito, como tem ocorrido até agora.
As cifras estratosféricas (de 10 a dezenas de bilhões de reais), que contrastam com o dinheiro efetivamente  descoberto e desviado para o exterior até agora, e enchem a boca de "analistas", ao falar dos prejuízos, sem citar fatos ou documentos que as justifiquem, lembram o caso do "Mensalão".
Naquela época, adversários dos envolvidos cansaram-se de repetir, na imprensa e fora dela, ao longo de meses a fio, tratar-se a denúncia de Roberto Jefferson, depois de ter um apaniguado filmado roubando nos Correios, de o "maior escândalo da história da República",  bordão esse que voltou a ser utilizado maciçamente, agora, no caso da Petrobras.
Em dezembro de 2014, um estudo feito pelo instituto Avante Brasil, que, com certeza não defende a “situação”, levantou os 31 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos.
Nesse estudo, o “mensalão” - o nacional, não o “mineiro” - acabou ficando em décimo-oitavo lugar no ranking, tendo envolvido menos da metade dos  recursos  do “trensalão” tucano de São Paulo e uma parcela duzentas menor que a cifra relacionada ao escândalo do Banestado, ocorrido durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, em primeiríssimo lugar, envolveu, segundo o levantamento, em valores atualizados, aproximadamente 60 bilhões de reais.
E ninguém, absolutamente ninguém, que dizia ser o mensalão o maior dos escândalos da história do Brasil, tomou a iniciativa de tocar, sequer, no tema - apesar do “doleiro” do caso Petrobras, Alberto Youssef, ser o mesmo do caso Banestado -  até agora.
Os problemas derivados da queda da cotação do preço internacional do petróleo não são de responsabilidade da Petrobras e afetam igualmente suas principais concorrentes.
Eles advém da decisão tomada pela Arábia Saudita de tentar quebrar a indústria de extração de óleo de xisto nos Estados Unidos, aumentando a oferta saudita e diminuindo a cotação do produto no mercado global.
Como o petróleo extraído pela Petrobras destina-se à produção de combustíveis para o próprio mercado brasileiro, que deve aumentar com a entrada em produção de novas  refinarias, como a Abreu e Lima; ou para a “troca” por petróleo de outra graduação, com outros países, a empresa deverá ser menos prejudicada por esse processo.
A produção de petróleo da companhia está aumentando, e também as descobertas, que já somam várias depois da eclosão do escândalo.
E, mesmo que houvesse prejuízo - e não há - na extração de petróleo do pré-sal, que já passa de 500.000 barris por dia, ainda assim valeria a pena para o país, pelo efeito multiplicador das atividades da empresa, que garante, com a política de conteúdo nacional mínimo, milhares de empregos qualificados na construção naval, na indústria de equipamentos, na siderurgia, na  metalurgia, na tecnologia.   
A Petrobras foi, é e será, com todos os seus problemas, um instrumento de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento nacional, e especialmente para os estados onde tem maior atuação, como é o caso do Rio de Janeiro.
Em vez de acabar com ela, como muitos gostariam, o que o Brasil precisaria é ter duas, três, quatro, cinco Petrobras.
É necessário punir os ladrões que a assaltaram ?
Ninguém duvida disso.
Mas é preciso lembrar, também, uma verdade cristalina.
A Petrobras não é apenas uma empresa.
Ela é uma Nação.
Um conceito.
Uma bandeira.
E por isso, seu valor é tão grande, incomensurável, insubstituível.
Esta é a crença que impulsiona os que a defendem.
E, sem dúvida alguma, também, a abjeta motivação que está por trás dos canalhas que pretendem destruí-la.
Fonte: JB
Ctba, 03/fev/15
Maria Prybicz



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