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quarta-feira, 30 de abril de 2014


A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SEUS DESAFIOS! - Segundo o presidente do INEP, José Francisco Soares, também presente ao evento, o documento tem tido "uma importância fundamental" nas avaliações do governo. Entre os pontos preocupantes, no entanto, persiste o fato de que o Brasil investe um terço da média dos demais países da OCDE por aluno. E o investimento também deixa a desejar entre os professores. Segundo Schleicher, a correlação entre a valorização dos profissionais de ensino e os resultados dos alunos na prática é inevitável. Como exemplo, citou a Coreia do Sul, onde os professores têm a melhor relação entre salários X Produto Interno Bruto no mundo. Uma das esperanças para a sociedade brasileira é o Plano Nacional de Educação, que está na Câmara dos Deputados e deverá ser votado no próximo dia 7, prevê o aumento de 5% para 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em Educação. O plano prevê diretrizes para o setor até 2020. Um dos pontos mais importantes do projeto é justamente a equiparação de salários dos professores, que hoje ganham 40% menos que outros profissionais com o mesmo nível de formação. - A origem social não é um destino, e o aluno precisa compreender que pode ser bem-sucedido através do aprendizado "Andreas Schleicher" - Mas um dos desafios quando se fala em alocação de recursos para o setor educacional é justamente saber aplicá-los bem. "O Brasil poderia fazer muito mais com mais dinheiro em Educação. Mas a discussão não é só gastar, senão onde gastar. Investir onde tenham um maior impacto, atraindo, desenvolvendo, e retendo líderes escolares de alta qualidade", afirma o diretor da OCDE. A escolaridade também ocupa um papel de destaque em países como o Brasil por sua possibilidade de ascensão social. "A origem social não é um destino, e o aluno precisa compreender que pode ser bem-sucedido através do aprendizado". "As competências podem ser aprendidas, e, portanto, todos os jovens podem conseguir", acrescenta Schleicher. No último relatório do PISA, de dezembro do ano passado, os resultados brasileiros mostraram que a evolução econômica do país levou a um maior número de crianças à escola. Fonte: El País - Ctba, 30/abr/14 - Maria Prybicz

sábado, 26 de abril de 2014


SOJA - ALIMENTO IMPULSIONADOR PARA INDÚSTRIAS DAS AMÉRICAS! Gustavo Grobocopatel, o rei da soja, anuncia uma revolução industrial verde O empresário argentino, que planta 90.000 hectares do grão no Uruguai, aposta nas plantas que podem ser transformadas em produtos de uso industrial - Começou a colheita de soja e o argentino Gustavo Grobocopatel, batizado pela imprensa de seu país como o Rei da Soja, deslocou-se para Soriano, a faixa litorânea e fértil do Uruguai, onde sua empresa tem cerca de 90.000 hectares do grão plantado. À frente do grupo Los Grobo, este homem alto, de cabelo e barba avermelhados, é um dos empresários mais influentes da Argentina. Seu grupo é um dos principais produtores de grãos do país e investe cada vez mais forte na indústria. Gustavo Grobo, como é chamado por seus colaboradores, prefere definir-se como engenheiro agrônomo. Mas não se trata de qualquer engenheiro; aos 53 anos, é um dos precursores da Revolução Verde, que há 25 anos lançou as bases do crescimento econômico que vive boa parte da América Latina. “O que está por vir em dez anos é uma espécie de Revolução Industrial Verde”, anuncia o empresário, “as plantas começam a se transformar em fábricas, quer dizer, uma planta que até agora produzia grãos, começa a produzir energia, começa a produzir bioplásticos, começa a produzir moléculas, enzimas..., produtos de uso industrial”. Fala sem pestanejar, sem duvidar um segundo, transmitindo uma certeza absoluta: “estamos às vésperas de um processo de revolução industrial da mesma magnitude daquela iniciada na Inglaterra no século XVIII e que teve impacto no [século] XIX e XX. Estamos criando uma nova revolução que tem algumas particularidades otimistas: estas fábricas que são vegetais não têm chaminés, não emitem dióxido de carbono, o absorvem. São fábricas que são amigáveis ao meio ambiente, usam energia renovável que é a energia solar, não usam carvão, não usam energia atômica”. Secretário e sócio fundador da Câmara Argentina de Biotecnologia, este neto de imigrantes vindos de Bessarábia, região situada atualmente entre a Moldávia e a Ucrânia, foi um pioneiro na aplicação do chamado “plantio direto”. Esta técnica, agora generalizada em toda a região, consiste em evitar o cultivo, deixando o solo em repouso. Desta forma, a erosão é limitada, preservando-se a riqueza da terra. A chegada dos transgênicos (resistentes às pragas) fez o resto, propiciando um enorme aumento da produtividade. Em Soriano, poucos questionam o uso generalizado de sementes transgênicas, proibidas em alguns lugares do mundo porque no longo prazo sua segurança ainda não foi demonstrada. “A realidade é que no mundo há menos pobres, há mais pessoas que comem melhor”, afirma Grobo, “e a soja, o glifosato (um herbicida), os transgênicos tiveram uma contribuição positiva. Me parece que criticar o transgênico, criticar o glifosato sem ter argumentos sólidos e aprovados pelo Estado é de uma grande irresponsabilidade”. Ninguém sabe com certeza como estarão os aquíferos e as terras dos Pampas úmidos dentro de cem anos. Por enquanto, as organizações de meio ambiente denunciaram que o glifosato, um herbicida utilizado em grande escala, está contaminando os campos e as águas subterrâneas. “O impacto de um inseticida é neutro?: não, não é neutro, como tampouco é neutro que o ser humano tenha ido viver na Noruega, Suécia ou nos Trópicos, o ser humano decidiu criar um impacto sobre o meio ambiente”, afirma. Os Grobocopatel têm seus próprios limites geográficos no Pampa úmido, região de 600.000 quilômetros quadrados de pradarias que estende por todo o Uruguai e Rio Grande do Sul e uma parte da Argentina. São terras extremamente férteis que alimentaram a Europa até que esta realizou sua própria Revolução Verde no final do século XX. No século XXI o horizonte de riqueza está na China, principal consumidor de soja, utilizada para alimentar o gado e satisfazer a demanda crescente da população. É um mercado que parece não ter fundo, capaz de devorar o Pampa úmido e os recursos do mundo. Para Gustavo Grobo, “não se poderá produzir mais e mais de forma indefinida e os hábitos de consumo terão que ser mudados. Se os chineses vão comer o mesmo que um norte-americano, sete planetas não seriam suficientes; Se cada chinês quiser ter dois automóveis, três geladeiras, quatro micro-ondas, a mineração do planeta não seria suficiente”. As relações deste rico empresário com os Governos de Néstor Kirchner e de sua esposa, Cristina Kirchner, têm sido tensas há muitos anos. Gustavo Grobo tem criticado duramente a política tributária dos “K”, como são chamados na Argentina, porque em sua opinião desestimula a produção. “Acredito que estamos em um período de transição, onde vai haver uma mudança de Governo (na Argentina) que não sabemos quem vai ser, mas acho que uma das coisas que o próximo Governo tem que fazer é consertar esta relação com o setor de agronegócios e ajudá-lo a crescer”. Gustavo Grobocopatel não gosta nada que o chamem de o Rei da Soja, e admite como inevitável que “às vezes é preciso uma cara, uma imagem, uma história de vida por trás de um processo”. Em uma ocasião disse que preferia que lhe chamassem de “Steve Jobs ou o Bill Gates do agronegócio”. Em todo caso, está longe do arquétipo do latifundiário latino-americano: seu grupo familiar, arraigado no campo, integrado por um exército de engenheiros agrônomos, é sem dúvida um novo modelo empresarial para a região. Fonte:EL PAÍS Ctba, 26/abr/14 Maria Prybicz

sexta-feira, 25 de abril de 2014


MARIA GADÚ - DIFERENTE...

quinta-feira, 24 de abril de 2014


MARCO CIVIL DA INTERNET - PROJEÇÕES PARA O FUTURO! - O Brasil ganha a corrida global da regulação da Internet Após uma aprovação express no Senado, Dilma Rousseff sanciona em menos de 12 horas o Marco Civil da Internet, confirmando a expectativa de que o apresentaria como um troféu - Após uma aprovação express, uma sanção express. Pouco mais de 12 horas depois do sinal verde dado ao Marco Civil da Internet no Senado, a presidenta Dilma Rousseff sancionou o projeto nesta quarta-feira, confirmando a expectativa de que o apresentaria como um troféu na Copa do Mundo da rede, o NETmundial – Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, em São Paulo. Rousseff aproveitou os holofotes para endossar o Marco Civil no próprio palco, antes de dar início ao seu discurso na mesa de abertura do megaevento. O projeto, considerado uma Constituição da rede, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres a usuários e provedores no Brasil. Além de agradecer os senadores pela aprovação na noite anterior do Marco Civil em “tempo recorde”, Rousseff aproveitou o discurso para lembrar a importância do sinal verde ao projeto no contexto da espionagem norte-americana de que foi vítima, revelada em meados de 2013. “As revelações (de Snowden) sobre os mecanismos de espionagem e de monitoramento coletivo provocaram repúdio na opinião pública brasileira e mundial. (Os mecanismos) foram inaceitáveis e continuam sendo. Eles atentam contra a própria natureza da internet, que é aberta, plural e livre”, afirmou. A presidenta aproveitou ainda para defender uma governança multilateral, multissetorial, democrática e transparente da rede. “A participação de governos nesse processo deve ocorrer em pés de igualdade entre si, sem que um país tenha mais peso que os outros”, definiu. Reafirmando que os direitos das pessoas offline devem ser também respeitados online, a presidenta reafirmou que o grande objetivo do evento é imprimir aos debates sobre o tema um maior sentido de urgência, respondendo a um anseio global. "A internet que queremos só é possível em um cenário de respeito aos direitos humanos, em particular, à privacidade e à liberdade de expressão", afirmou. "Tão importante quanto a renda é o acesso à internet e a garantia de que uma sociedade que tenha opinião própria se expresse.' A internet que queremos só é possível em um cenário de respeito aos direitos humanos, em particular, à privacidade e à liberdade de expressão Dilma Rousseff O chefe da delegação norte-americana, Michael Daniel, expressou, durante a abertura do encontro, seu desejo de reconquistar a confiança dos internautas: "Queremos devolver a confiança ao internauta”, assegurou Daniel. Pouco faltou-lhe para pedir perdão. Por outro lado, Washington está disposto a ceder parte de seu poder no Governo sobre a Internet, embora não queira perder seu controle. “Temos que devolver a confiança ao usuário de Internet danificado por revelações não autorizadas”, apontou Daniel, “sem fazer referência direta à divulgação de documentos filtrados pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden. “Como manifestou em janeiro o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estamos comprometidos com uma foco multissetorial para a governança da Internet. Os países têm que fixar os princípios para a inovação, o desenvolvimento econômico e a defesa dos direitos humanos”, destacou Daniel. Berlim e Brasília, além da União Europeia e a Assembleia Geral da ONU, bem como alguns países latino-americanos, querem impor regras que impeçam a supremacia de Washington na rede. “Acredito que o Brasil esteja na vanguarda da internet. A lei do Marco Civil mostra que esses assuntos preocupam o país há seis anos”, diz Camille François, pesquisadora da Universidade Harvard (EUA) que trabalhou, entre outros, para o Google e a Agência norte-americana de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa (DARPA). “É uma discussão que reuniu muitos especialistas e acredito que o mundo tem muito para aprender”, acrescentou. O presidente norte-americano, Barack Obama, e o Departamento de Comércio dos EUA anunciaram no dia 15 de março sua disposição de renunciar à autoridade exercida sobre a atribuição dos domínios em internet através do ICANN, a Corporação de Internet para a Atribuição de Nomes e Números. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, para dar lugar em 18 meses a um sistema de gestão global, embora já tenha anunciado que não pretendiam deixá-lo nas mãos de outro grupo de países. Além de marcar a sanção do Marco Civil da internet no Brasil, o NETmundial também é simbólico por ocorrer ainda no ano em que se completa um quarto de século da criação da rede mundial de computadores. Um documento que reúne os principais pontos das quase 200 contribuições de conteúdo recebidas pelo evento guia as discussões nesta quarta e quinta-feira. Entre os focos em debate estão os princípios de governança da internet, como os de liberdade de expressão, associação, privacidade, acesso à informação e segurança. O inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, que participou da mesa de abertura, já havia classificado como de "vanguarda" a chamada Constituição brasileira da internet. Está sobre a mesa, segundo ele, a definição do futuro da internet pelos próximos 25 anos. Dizendo que o Marco Civil brasileiro é um presente para se celebrar o aniversário da rede, Wu Hongbo, representante da ONU, destacou ainda que apenas “de baixo para cima será possível fomentar uma internet acessível, aberta, segura e confiável”. O representante de Ban Ki-moon enviado a São Paulo reforçou que apenas um terço da população mundial tem acesso à rede e aos conhecimentos e ferramentas que ela disponibiliza, uma lacuna que necessita ser preenchida. "A internet pode reforçar os esforços contra a pobreza, combate à desigualdade e ajuda a proteger e renovar os recursos do planeta." No discurso preparado para o evento, a representante da União Europeia no debate, Neelie Kroes, chefe da Comissão de Desenvolvimento Digital do bloco, avaliou que, antes de mais nada, deve-se criar uma mudança positiva baseada nos pontos em comum, e não nas diferenças. Kroes também fez uma chamada aos participantes: estamos aqui para uma mudança e atender à chamada de Rousseff em Nova York ou estamos aqui para perder tempo?". Nestes dias "estarei fungando no pescoço de todo mundo até que tenhamos uma discussão sobre ações concretas", acrescentou a representante da UE em seu discurso escrito, ao qual teve acesso o EL PAÍS. Após cumprimentar o avanço brasileiro por meio do Marco Civil, Kroes destacou cinco pontos de vista em comum entre os participantes do debate. Entre eles estão o de um processo de transição sobre as funções da Autoridade para Atribuição de Números da Internet (IANA, na sigla em inglês), o fortalecimento do fórum de governança da internet e a adoção de sistemas jurisdicionais com sistemas transparentes. PROTESTO Além de um problema no sistema de som, a abertura teve como pano de fundo uma manifestação. Alguns ativistas empunharam uma faixa pedindo a retirada do polêmico artigo 15 do Marco Civil pela presidenta antes da sanção, enquanto outros chegaram a usar máscaras com o rosto de Snowden. O artigo 15 é visto como uma ameaça à liberdade na rede por criar a obrigação de as empresas guardarem dados de aplicação dos usuários por seis meses para fins investigativos. Pedro Eckman, coordenador do Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação Social, já havia alertado ao EL PAÍS que "a medida enfraquece a proteção da privacidade, invertendo a presunção de inocência ao grampear obrigatoriamente as atividades dos internautas de forma indiscriminada e massiva." O Marco Civil da internet foi aprovado nesta terça-feira à noite pelo plenário do Senado sem modificações em relação ao texto avalizado há menos de um mês na Câmara dos Deputados. O texto já havia recebido sinal verde pela manhã das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. Na Câmara, os deputados deram sinal verde à iniciativa com modificações, após três anos de discussão e intensa crise entre os membros da base aliada ao governo federal. As substituições em relação à iniciativa original proposta pela sociedade civil são motivo de críticas e grande desconfiança entre os ativistas pelos direitos na rede. Alguns especialistas ouvidos pelo EL PAÍS na ocasião alertaram para o desvio de rota em relação ao projeto original. Fonte: El País Ctba, 24/abr/14 Maria Prybicz NOT

terça-feira, 22 de abril de 2014


PESSIMISMOS COM RELAÇÃO AO BRASIL - AS PREVISÕES DO FMI E DO BANCO MUNDIAL - As reuniões de outono e primavera (no hemisfério norte) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BIRD) costumam ser um dos melhores termômetros para medir a percepção generalizada que se tem da economia de um país. E, sem dúvida, o encontro da semana passada em Washington serviu para comprovar como piorou a percepção em relação ao Brasil, que viu reduzidas suas previsões de crescimento para este ano e o próximo. Uma piora minimizada pelo Governo brasileiro, que a atribui à atitude pessimista dos organismos internacionais. “Estiveram muito focados nas consequências das flutuações [monetárias] do início do ano e projetaram ali algumas consequências que não vão ocorrer”, explicou nesta segunda-feira ao EL PAÍS Carlos Márcio Cozendey, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda brasileiro, e que integrou a delegação em Washington junto com o ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Segundo as novas previsões do Fundo, a sétima maior economia do mundo avançará neste ano 1,8%, meio ponto a menos que o anunciado três meses antes e abaixo do crescimento de 2,3% registrado em 2013. Para o próximo ano, se recuperaria para 2,7%, dois décimos abaixo do prognosticado em janeiro e a quase meio ponto do crescimento de 2012. O Banco Mundial também prevê uma alta inferior a 2% neste ano. O pessimismo com relação ao Brasil contrasta com o otimismo sobre o México, seu grande rival econômico e diplomático na América Latina. O FMI classifica como uma “situação preocupante” a freada brasileira, que se replica também em outros países emergentes, como a Rússia, a África do Sul ou a Turquia. “As limitações pelo lado da oferta, especialmente em infraestruturas, e o persistente baixo investimento privado são lastros à atividade e refletem as baixas competitividade e confiança empresarial”, indica em seu relatório de previsões. Algo ao qual Cozendey responde argumentando que alguns leilões e concessões em infraestruturas efetuadas no ano passado começarão a “dar resultado” no segundo semestre de 2014, e que também terá um papel importante o efeito da desvalorização do real nas exportações. “Agora há indicadores bons em um dia e maus em outro. Não está muito clara a direção em que isso vai, mas o Governo segue pensando que um crescimento mais ou menos semelhante ao do ano passado seria o mais razoável de se esperar”, afirmou, depois de participar em um seminário sobre o Brasil no instituto econômico Peterson da capital norte-americana. Para o FMI, no entanto, o fato de a demanda estar se apoiando nessa desvalorização da divisa -que barateia as exportações- não resulta em algo totalmente positivo, porque contrasta com o baixo investimento privado, o que é um sintoma de “leve confiança” empresarial na melhoria econômica. Por isso, o Fundo pede ao Governo de Dilma Rousseff que fomente no médio prazo um meio mais favorável ao investimento e ao acréscimo da produtividade, para que a expansão se sustente menos na demanda de consumo da crescente classe média. Durante o colóquio, o dirigente da Fazenda admitiu que há de se melhorar as infraestruturas, simplificar o sistema fiscal e ajustar as contas da Previdência Social -três das clássicas demandas dos organismos internacionais. Mas previu, por sua vez, que o peso do investimento no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aumentará para 24% nos próximos dez anos, engrandeceu os progressos alcançados na última década -por exemplo, na redução drástica da pobreza-, e pediu tempo e paciência. “Achamos que este barco pode ir bem longe […] Há muitas expectativas com relação ao Brasil. Precisamos nos adaptar gradualmente. Há muitas transições ocorrendo ao mesmo tempo”, declarou. Mas essas considerações não convenceram alguns dos presentes, que o questionaram pelo modelo de crescimento e sobre a dependência brasileira da pujança da China e do possível impacto de uma alta das taxas de juros nos Estados Unidos no próximo ano. Sem entrar em demasiados detalhes, Cozendey tirou importância desses riscos, e estimou que o crescimento no médio prazo se sustentará por um lado na agricultura e a indústria, e, pelo outro, no impacto da melhoria da educação na qualificação dos trabalhadores. O vice-ministro se referiu também ao controle da inflação, outra preocupação habitual dos organismos multilaterais e dos investidores, e destacou que quase não oscilou para cima desde 1994 e que se encontra sob controle. Algo que, de alguma forma, coincide com o FMI, que, apesar de advertir que a evolução dos preços continua elevada, prevê que a inflação caia neste ano para 5,9% e para 5,5% em 2015. O teto da meta do governo brasileiro é de 6,5%. Fonte: El País Ctba, 22/abr/14 Maria Prybicz

terça-feira, 15 de abril de 2014


“É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.” ―Khalil Gibran *************************************************************************************** “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.” ―Khalil Gibran - Ctba, 15 abr 14 - Maria Prybicz

A NOVA ERA ECONÔMICA! - Desenvolvimento sustentável e o economista A discussão, iniciada nos anos 1970, sobre a necessidade de mudanças no modelo de desenvolvimento econômico adotado pelos países ao longo da primeira metade do século 20 resultou na inserção da dimensão ecológica nas decisões dos agentes econômicos e na proposta de desenvolvimento sustentável. Contudo, a inserção da dimensão ecológica na discussão sobre o desenvolvimento econômico tem invocado a necessidade de uma profunda revisão nas teorias e nos modelos econômicos e, em última instância, no próprio ensino de Economia. No entanto, quase 50 anos depois de ter sido iniciado esse debate, a formação da maioria dos economistas ainda está baseada em teorias e modelos que não incluem a dimensão ecológica e com pressupostos formulados no século 19 ou antes, que consideram, por exemplo, que o sistema natural é passivo e neutro, que não responde às intervenções. Isso significa que os economistas desconhecem o papel central que o sistema natural assume na dinâmica econômica, embora as notícias publicadas diariamente contradigam essa visão, e sem a qual não existiria o sistema econômico. Se o leitor consultar os principais manuais de teoria econômica adotados por importantes cursos de Economia no Brasil e no exterior, verificará que o sistema econômico é considerado como se este fosse o todo, similar ao universo, como se não fizesse parte do sistema natural, ou seja, independente do sistema natural. Isso significa que o sistema econômico não precisaria de recursos naturais! Mas não é o sistema econômico que proporciona os bens e serviços demandados pela sociedade? Tem sido ensinado ao futuro economista que o único resultado dos processos produtivos é o produto econômico, como se este não necessitasse de recursos naturais ou mesmo que o processo não gerasse resíduos (poluição). Por conseguinte, o economista não sabe desenvolver estudos econômicos que incluam de maneira adequada a dimensão ecológica, produzindo resultados equivocados ou distorcidos, que têm causado profundos prejuízos à sociedade. Como os modelos econômicos não reconhecem de maneira adequada a geração de resíduos na produção econômica, logo, pelo próprio crescimento econômico, a sociedade tem convivido com perdas irreversíveis. Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um estudo revelando que 7 milhões de pessoas morreram em 2012 por doenças relacionadas à poluição atmosférica! Já imaginou o custo social e econômico do impacto causado pela poluição atmosférica? A deficiência no ensino de Economia está muito evidente no grande debate que está sendo realizado entre importantes economistas nacionais e internacionais, a respeito do baixo crescimento econômico da economia brasileira registrado no período recente. As principais propostas apresentadas por esses economistas são construídas com base em modelos de crescimento cujas determinantes são apenas a expansão da mão de obra, a acumulação de capital e o desenvolvimento tecnológico. Como se apenas esses elementos pudessem explicar o desenvolvimento. Nesse sentido, de que adianta a disponibilidade desses elementos se não houver recursos naturais disponíveis em quantidade e qualidade suficientes? É possível produzir aço sem minério de ferro? Alimentos sem os nutrientes do solo ou água? Embora o economista esteja no centro do debate sobre como operacionalizar o modelo de desenvolvimento sustentável e se isso é possível, nos cursos de Economia esta discussão está muito distante, para não falar ausente. No máximo, alguns cursos de Economia têm inserido esse debate como optativo em suas grades curriculares, como se fosse uma opção para o economista incluir ou não a dimensão ecológica em suas análises. Seria o mesmo que afirmar que é possível produzir bens econômicos apenas com mão de obra, capital e tecnologia; é possível? Junior Ruiz Garcia, doutor em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente pelo Instituto de Economia da Unicamp, é professor do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico do Departamento de Economia da UFPR. Ctba, 15 abr 14 Maria Prybicz

"São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência". Milan Kundera Ctba, 15 abr 14 Maria Prybicz

quinta-feira, 10 de abril de 2014


"São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência". Milan Kundera Ctba, 10 abr 14 Maria Prybicz

MICO DA SEMANA! - Ontem fiquei com o carro enguiçado em plena Av. Kennedy c/todo movimento às 07h45, lotado de carros passando, apagou, eu dava partida e não pegava, o freio ficou emperrado, coloquei em ponto morto e deixei descer até o acostamento de retorno! Liguei o pisca alerta e mesmo assim alguns carros paravam atrás! Nossa, foi difícil, chamei o guincho e ainda bem que veio rápido e levou o carro até a Metrosul, para avaliar o que teria acontecido? Combustível batizado! - Aí você pergunta? O que isto tem haver com a economia? Ora, tudo haver realmente, se o mercado estivesse correto, isto, não deveria ter acontecido! Ctba,10 abr/14 Maria Prybicz

terça-feira, 8 de abril de 2014


- UCRÂNIA OF CHANGE! - - Os EUA seguem apostando no diálogo para mitigar a tensão e tratar de buscar uma solução negociada para a crise. O Departamento de Estado anunciou que Kerry e Lavrov consentiram em iniciar nos próximos dez dias uma rodada de negociações diretas que incluam os EUA, Rússia, Ucrania e a União Europeia para buscar diminuir a tensão na zona. Seu encontro imprevisto de Paris há uma semana não conseguiu avanços concretos, embora ambos os dirigentes tenham tentado a via diplomática. Desde então, os dois mandatários mantiveram conversas fluídas para tratar de aproximar as posturas. Washington pede a retirada de todas as tropas russas da Ucrânia e da fronteira, um controle internacional da situação e conversas diretas entre Kiev e do Kremlin; Moscou a federalização do país vizinho. Fonte:EDICIONES EL PAÍS, S.L. Ctba, 08/abr/14 Maria Prybicz

domingo, 6 de abril de 2014


ECONOMIA: TAXA DE JUROS/POUPANÇA/FUNDOS E INVESTIMENTOS! Perda de rentabilidade faz captação da poupança cair 70% em março Por outro lado, a caderneta de poupança registrou em março captação líquida positiva pelo 25º mês consecutivo a alta dos juros, que tem elevado a rentabilidade dos fundos de investimento, continuou a reduzir o interesse pela poupança. Segundo números divulgados pelo Banco Central (BC), os brasileiros depositaram R$ 1,79 bilhão a mais do que retiraram da caderneta em março. A captação líquida (diferença entre depósitos e saques) caiu 70% em relação ao mesmo mês de 2013 e atingiu o menor nível para meses de março desde 2011. Por outro lado, a caderneta de poupança registrou em março captação líquida positiva pelo 25º mês consecutivo. Com o resultado do mês passado, que inclui ainda R$ 3,013 bilhões de rendimentos creditados, o saldo total da poupança chegou a R$ 612,911 bilhões, ante R$ 608,108 bilhões no fim de fevereiro. Em um primeiro momento, as sucessivas elevações dos juros básicos da economia, iniciadas em abril do ano passado, tornaram a poupança mais atraente, porque o rendimento da caderneta aumentou quando a taxa Selic – juros básicos da economia – voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. No entanto, os novos reajustes da taxa Selic, atualmente em 11% ao ano, tornaram os fundos de investimento mais rentáveis, apesar de a poupança não pagar impostos nem taxa de administração. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), somente nos casos em que os fundos de investimento cobram altas taxas de administração, a partir de 3% ao ano, a poupança torna-se mais vantajosa. Para taxas de 2,5% ao ano, a caderneta só rende mais que os fundos em aplicações de até um ano. Para taxas inferiores a 2,5%, os fundos são mais rentáveis em todas as situações. Pelas simulações da Anefac, com o atual nível da taxa Selic, uma aplicação de R$ 10 mil na poupança rende 6,55% ao ano, o que representa rendimento de R$ 655 ao fim de 12 meses. A mesma quantia, aplicada em fundos de investimentos, rende de R$ 693 (com taxa de administração de 2% ao ano) a R$ 834 (com taxa de administração de 0,5% ao ano). Pela regra atual, quando a taxa Selic está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de taxa variável. Essa fórmula está em vigor desde agosto do ano passado, quando a Selic foi reajustada para 9% ao ano. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR. A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Os demais direitos de quem aplica na caderneta foram mantidos, como a isenção de taxa de administração e de impostos. Fonte: GP Ctba, 05/abr/14 Maria Prybicz

quinta-feira, 3 de abril de 2014


Taxa de juros Copom eleva Selic pela 9ª vez seguida: 11% É o maior nível desde janeiro de 2011, época em que a presidenta Dilma Rousseff tomou posse, quando a taxa estava em 10,75% ao ano. A alta vai ao encontro da expectativa da maior parte do mercado financeiro 02/04/2014 | 20:00 | Agência Estado e Agência Brasil atualizado em 02/04/2014 às 22:42 Pela nona vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (2) elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto porcentual, que passará para 11% ao ano. A alta vai ao encontro da expectativa da maior parte do mercado financeiro, segundo pesquisa com o mercado. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de maio. - Desde 2010 Mantega diz que conter avanço da inflação é questão de honra O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (2) que o governo sempre teve grande cuidado com a inflação e prometeu que a alta de preços no País ficara sob controle. "Nós sempre tivemos um grande cuidado com a inflação porque sabemos que ela reduz o poder de compra do trabalhador. É uma questão de honra para nós que ela se mantenha baixa", afirmou, durante programa de rádio "Bom Dia Ministro", na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Alta da Selic torna poupança menos atraente que fundos de investimento De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a alta dos juros básicos tornou mais atrativos os fundos de investimento, apesar de a poupança não pagar impostos nem taxas de administração. É o maior nível desde janeiro de 2011, época em que a presidenta Dilma Rousseff tomou posse, quando a taxa estava em 10,75% ao ano. Em agosto daquele ano, a taxa passou a ser reduzida sucessivamente pelo Copom até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012, o menor valor da história. A Selic foi mantida nesse patamar até abril de 2013, quando o Copom iniciou um novo ciclo de alta nos juros básicos para conter a inflação. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação corresponde a 4,5% (centro da meta), com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulado em 12 meses estava em 5,68% até fevereiro, alta em relação aos 5,59% acumulados até janeiro. Mesmo assim, o índice acumulado desacelerou na comparação com junho, quando chegou a 6,7% e superou o teto da meta de inflação do governo. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2014 em 6,3%. A estimativa foi elevada pela quarta semana seguida. Por outro lado, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu 2,3% no ano passado e ainda está sob o efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o Banco Central contém o excesso de demanda, que se reflete no aumento de preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação. Ciclo de alta da Selic pode ter terminado, Em comunicado, o Copom disse que decidiu "por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic" e que "irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". A inclusão do termo "neste momento" no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sinaliza que a alta de 0,25 ponto porcentual foi vista como pontual e que o ciclo de ajuste da Selic pode ter terminado. A avaliação é da economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro. "Esse tipo de sinalização mostra que não há intenção de subir novamente a taxa em maio", afirmou. Segundo ela, antes disso, a consultoria trabalhava com pelo menos mais um ajuste de 0,25 ponto na taxa. "Nossa curva ainda é de mais uma alta em maio, mas a luz dessa mudança ficou um pouco menos provável", afirmou. Ela ponderou que ainda não é possível descartar esse cenário. "Vai depender dos dados, acho que agora eles só subirão novamente se houver uma piora adicional no cenário econômico", avaliou. Para Alessandra, se as expectativas em torno de uma alta inflacionária continuarem expressivas e houver algum movimento relevante de depreciação do real, pode haver alteração do rumo dessa política do BC. "Se houve uma pequena depreciação cambial não credito, mas se o câmbio bater rapidamente em R$ 2,45, acho que conduziria o BC a uma nova alta na taxa", afirmou. "O mais provável agora, no entanto, segundo Alessandra, é que o cenário atual se mantenha e que o BC possa trabalhar o fim do ajuste. "Ai ficaríamos com esses 11% ao ano pelo menos até o fim de 2014." O ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado pode ter chegado ao fim, na opinião do diretor de pesquisas para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. "A probabilidade maior é que ele não vai mais elevar os juros. E isso se evidencia por ter mudado o comunicado, no qual retirou a expressão "dando continuidade" e agregou o termo 'neste momento' mesmo movimento realizado quando mudou o ritmo de alta de juros de 0,50 para 0,25 ponto porcentual", destacou. Na avaliação de Ramos, a menos que a inflação e o câmbio apresentem resultados desfavoráveis nas próximas seis semanas é que o Copom poderia elevar novamente os juros no dia 28 de maio, quando realizará a sua próxima reunião. "O BC ficará dependente de dados", afirmou. Fonte: GP Ctba, 03/abr/14 Maria Prybicz

quarta-feira, 2 de abril de 2014

terça-feira, 1 de abril de 2014


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Educação Cerca de 20% dos adolescentes não vão ao colégio na América Latina, diz Cepal O abandono e a repetição, dois dos principais desafios dos sistemas educacionais latino-americanos, se concentram nas camadas de baixa renda, na população indígena e afrodescendente e nas áreas rurais 31/03/2014 | 20:37 | EFE Cerca de 20% dos adolescentes com idades entre 12 e 18 anos, tanto homens quanto mulheres, não frequentam uma instituição de educação na América Latina, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Escritório Regional do Unicef. "Praticamente todas as crianças de 11 anos estudam nos países da América Latina. Já dos de 17 anos, a metade abandonou o sistema e só um de cada três completa o ensino médio sem atraso", destaca o documento "Adolescentes - Derecho a la Educación y al Bienestar Futuro" (Adolescentes - Direito à educação e ao bem-estar futuro). Ambos os organismos concordam que para enfrentar tanto as causas quanto as consequências do abandono e do atraso na educação do ensino médio "são necessárias políticas específicas com perspectiva de direitos e igualdade de gênero". Além disso, acrescentam que o abandono cedo e a repetição, dois dos principais desafios dos sistemas educacionais latino-americanos, se concentram nas camadas de baixa renda, na população indígena e afrodescendente e nas áreas rurais. "Somente um de cada cinco jovens completa o ensino médio, enquanto no total mais rico o alcançam quatro de cada cinco", enfatiza o documento. O estudo indica ainda que os adolescentes homens tendem a se inserir cedo no mercado de trabalho e quase uma quinta parte abandona por falta de interesse no sistema educacional. No entanto, as mulheres adolescentes também abandonam a escola por falta de interesse, embora em menor proporção, e por conta do trabalho doméstico não remunerado e os trabalhos de cuidadora, incluindo sua própria maternidade antecipada. "Os adolescentes são e serão protagonistas das grandes transformações sociais e econômicas que se espera que ocorram nas próximas décadas na região e, para isso, precisam exercer seus direitos de maneira plena e sem qualquer tipo de discriminação", afirmou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, ao lado do diretor do escritório regional do Unicef para América Latina e o Caribe, Bernt Aasen. Para isso são propostas políticas públicas capazes de contribuir com a igualdade de gênero nas oportunidades, trajetórias e resultados educativos, acrescenta o documento. Em particular, o estudo evidência a contradição vivida pelas mulheres latino-americanas, que apesar de terem se beneficiado dos aumentos de cobertura educativa e de terem aumentado seus anos de permanência na educação de maneira importante, não encontraram condições igualitárias com os homens no mercado de trabalho. "Elas ainda se concentram, em maior proporção que seus pares homens, em empregos de baixa produtividade, de caráter temporário, sem contrato nem prestações sociais e com baixo salário, ao que se soma que progridem menos em suas carreiras em comparação a eles", ressalta a análise. Frente a este cenário, ambas as entidades demandam políticas de igualdade de gênero orientadas ao processo de ensino-aprendizagem de homens e mulheres. "É preciso eliminar as práticas sexistas na cotidianidade escolar, o que exige abordar o currículo escolar e o trabalho docente na sala de aula", advertem. Neste sentido, os órgãos asseguraram que também são indispensáveis as políticas que abordem aos principais fatores de postergação educativa, entre eles, a pobreza, a ruralidade e a origem étnica. Para isso, acrescenta a análise, são necessárias políticas específicas de inclusão e retenção para as mães adolescentes, e políticas para um ensino médio de qualidade que garanta uma verdadeira oportunidade ao desenvolvimento do talento e as potencialidades dos estudantes. Fonte: GP/CEPAL Ctba, 01/abr/14 Maria Prybicz

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