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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"CONSEQUÊNCIAS DOS DESEQUILÍBRIOS E SEUS EFEITOS SOCIAIS NA ECONOMIA"

PROGRAMAÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA – CONSEQÜÊNCIAS DOS DESEQUILÍBRIOS E SEUS EFEITOS SOCIAIS NA ECONOMIA

“EFEITO MULTIPLICADOR NEGATIVO”

- Trata-se do efeito multiplicador que se propaga, com alta velocidade, a todos os setores da economia, a partir do “foco” em que se iniciou a instabilidade. Nas oito recessões do século XIX e, sobretudo, na Grande Depressão dos anos 30, os processos de propagação e de auto-alimentação constituíram-se numa das principais causas da amplitude e da duração da turbulência envolvendo a economia.

Sujeito à idiossincrasia dos homens de negócios, ao psicologístico da coletividade, às ondas de inovação tecnológica, à elasticidade do crédito e a dezenas de outros fatores aleatórios, o nível de desempenho dos sistemas econômicos é altamente vulnerável à instabilidade e às flutuações. E estas, assim que deflagradas, propagam-se e se amplificam, atingindo setores e regiões que inicialmente não pareciam diretamente envolvidos pelo foco da recessão.

“EQUILÍBRIO”

O equilíbrio da economia depende, principalmente, do ajustamento entre oferta e demanda global. Quando o montante dos bens e serviços ofertados é igual à demanda agregada, o sistema se apresenta em “estado de equilíbrio”, ainda que não tenha alcançado, necessariamente, o desejável nível do pleno emprego. A permanência desse estado de equilíbrio depende de uma série enorme de fatores. - O montante do consumo agregado das unidades familiais (influenciado pela estrutura da repartição da renda, pela composição da receita tributária do Governo, pelas expectativas dos consumidores quanto ao nível futuro dos preços e do abastecimento e por inúmeros outros fatores objetivos e subjetivos). – O montante dos investimentos privados (influenciado pela expectativa dos lucros, pela disponibilidade dos homens de negócios e pela elasticidade do crédito a médio e/ou prazo longo prazo). – E o montante do disponível governamental (influenciado pela arrecadação da receita tributária, pelo manejo das operações da dívida pública e pelo cumprimento dos panos básicos de investimentos públicos), cujos, são os três componentes principais da demanda global. Somados estão em permanente confronto com a oferta global, determinando ou não o equilíbrio geral da renda e do emprego, objetivando “of corse” o pleno emprego.

“FATORES EXÓGENOS E ENDÓGENOS”

Em determinado momento um fator exógeno (ocorrido na atual crise – e instabilidade das instituições políticas), também o fator endógeno (insuficiente suprimento de crédito a médio e/ou longo prazo) - vão interferir negativamente no andamento “conjuntural do sistema econômico”. – Com os efeitos somados e intercruzados potencialmente, podem provocar sensíveis e até desastrosos reflexos recessivos na economia como um todo, interferindo na incansável procura pela manutenção do equilíbrio de “pleno emprego”. – Poderão induzir a redução no nível de investimentos privados, fazendo retroagir à sua posição inicial o equilíbrio geral do sistema econômico. – Os movimentos, resultantes da redução dos investimentos privados (ocasionados pela falta de crédito e pela alta nas taxas de juros), provocam um “hiato deflacionário”, recessivamente correspondente, caso não seja corrigido o hiato através dos preços correntes, o que poderá gerar verdadeiras cadeias de recessão, cuja repercussão fará alterações, repercutindo em todo sistema econômico, alimentando a instabilidade e arrastando a economia a situação de crescentes dificuldades econômicas e sociais. – E funcionando reflexivamente (como que sob influência de um verdadeiro círculo vicioso de instabilidade), as quedas constantes nos níveis gerais das atividades devem alimentar ainda mais o desemprego – expandindo gradativamente (como uma onda que se replica ao longo do tempo e do espaço) seus níveis, sob influência de progressivo efeito psicológico e multiplicador negativo, perdendo-se os ânimos dos homens de negócios com potencialidades otimistas!

“RECESSÃO”

Em todos os casos, a recessão alimentou-se a si própria. Manifestaram-se diversas forças que a levaram a níveis baixos. Somente com a reversão dos fatores negativos iniciais e conjunturais e com ingresso do Estado (como regulador) sob motivações corretivas é que a situação geral do desemprego foi alternadamente corrigida.

“INFLAÇÃO”

Desequilíbrios inflacionários resultam de causas bem diversas das que provocam desequilíbrios deflacionários e recessivos. A inflação “pode acontecer porque o Governo tenta absorver mais recursos do que os que são liberados pela economia privada ao nível de preços existentes. Pode acontecer devido ao fato de que vários grupos da economia tentam melhorar suas participações relativas às rendas, mais rapidamente do que o crescimento da produção. Ainda a inflação pode ter como causa, o fato de algumas expectativas faça com que a demanda de bens e serviços se eleve mais rapidamente do que a economia é capaz de expandir a produção. Pode acontecer finalmente, devido ação combinada de alguns ou de todos os fatores acima enumerados. – Um dos problemas macroeconômicos cruciais para a maioria dos países do mundo. Todavia, particularmente nos países emergentes que subsistem os mais diversos tipos de “condutores da inflação”. As pressões da demanda de bens e serviços, os déficits do setor público, as pressões do setor privado sobre os meios de pagamento e as insatisfatórias bases estruturais da produção primária prevalecem em quase todas as economias de baixo PNB “per capita”, dificultando a manutenção da estabilidade geral de preços. – Os desequilíbrios crônicos entre oferta e demanda de diversos setores da produção geram, nas economias emergentes, agudas pressões sobre os níveis dos preços, conduzindo a um quase permanente desequilíbrio inflacionário. - Projetos de investimentos do Governo, sob a necessidade de melhorar a infra-estrutura, para efetivo apoio ao sistema econômico. Para atuar como uma das forças propulsoras do crescimento, o Governo geralmente incorpora em “déficits orçamentários” quase sempre cobertos por emissões de moedas (sem lastro) inflacionando o sistema econômico em geral. - Portanto, a escassez da moeda circulante (dinheiro) em poder do público gera preços se elevando continuamente, também em conseqüência elevando os juros a patamares sem fim, dificultando o crédito para efetivo consumo dos bens de capital e de consumo, empobrecendo a população em todos os sentidos; tanto dos mercados assim como, o meio cultural, educacional, institucional, estrutural, organizacional, e outros que compõe a economia dos emergentes.

Autor(a): Maria Madalena Prybicz

Em, 09/dezembro/2008.

Referências:

Rossetti, José Paschoal – “Política e Programação Econômicas” - Editora Atlas.

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