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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

- INTERNET E O "MAGNATA DA MÍDIA"


Rupert Murdoch é um magnata da mídia / Getty Images
marca de um jornal e, ao mesmo tempo, permitir que os leitores personalizem o noticiário das maneiras que eles quiserem", explicou. Murdoch afirma que. - "Os leitores querem notícias quanto sempre quiseram. (...) O desafio consiste em usar a independente do meio, o veículo tem que se firmar como uma marca "conhecida por sua qualidade". "Em tudo o que fazemos, vamos transmiti-lo das maneiras que mais correspondem às preferências dos leitores".
Na visão do empresário, o negócio jornalístico não deve mais ficar preso ao jornal de papel. "É verdade que nas próximas décadas as versões impressas de alguns jornais vão perder circulação. Mas, se os jornais derem aos leitores informações confiáveis, veremos ganhos na circulação -em nossos sites, em nossos feeds de RSS, em e-mails transmitindo notícias e anúncios customizados, nas notícias enviadas a celulares".
Em uma crítica aos jornais e jornalistas que enxergam a internet como uma ameaça, Murdoch diz que "não são os jornais que vão ficar obsoletos. São alguns dos editores, repórteres e proprietários de jornais que estão esquecendo do bem mais precioso de um jornal: o vínculo com seus leitores".
O papel dos blogs
Murdoch também reforça o papel dos blogs independentes neste novo cenário da imprensa. "Antigamente um punhado de editores podia decidir o que era notícia e o que não era. Eles agiam como uma espécie de semideuses. Se eles publicassem uma história, ela virava notícia. Se ignorassem o fato, era como se nunca tivesse acontecido".
O empresário afirma que, com a democratização da internet, os editores estão perdendo o poder. "A internet dá acesso a milhares de novas fontes que cobrem coisas que um editor poderia deixar passar. Se você não se satisfaz com isso, pode começar seu próprio blog, cobrindo e comentando as notícias você mesmo".
"Mas acho que não serei desmentido sobre um ponto. O jornal, ou um primo eletrônico muito próximo dele, sempre estará entre nós. Ele não será jogado diante de sua porta pela manhã como é hoje. Mas o som que fará ao chegar vai continuar a ecoar na sociedade e no mundo", concluiu.
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11/dezembro/2008 - Maria M. Prybicz

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