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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O PAPA QUER VISITAR A CHINA!

Francisco cumprimentou Xi para se aproximar. Xi lhe respondeu e, em agosto, permitiu que ele atravessasse o espaço aéreo chinês para chegar na Coréia do Sul. O exercício sutil da pressão é próprio de Bergoglio, que tem como livro de cabeceira um clássico de Liddel Hart, A estratégia da aproximação indireta. Entre as numerosas recomendações de Hart se encontra esta: “É preciso evitar o ataque frontal a toda posição estabelecida por longo tempo e tentar envolvê-la com um movimento pelos flancos que deixe um lado mais penetrável para a verdade”. Francisco segue essas lições para aproximar-se da China. E também para persuadir a cautelosa burocracia do Vaticano, que foi surpreendida por três argentinos peronistas.

«Liddell Hart encoraja uma nova geração de oficiais a pensar por si própria, em particular a pensar em termos de alcançar o sucesso pela surpresa e por uma melhor mobilidade; valoriza, como nunca antes acontecera, o intelecto e o talento profissional, em detrimento da tradição e da antiguidade.»Miguel Freire, da Introdução Uma obra que revolucionou a teoria e a prática militares, defendendo, pela primeira vez, a estratégia da «abordagem indirecta». Na sua origem esteve a experiência traumática do autor enquanto soldado da Primeira Guerra Mundial e a terrível mortandade a que se assistiu nas batalhas de confronto directo.As suas ideias teriam enorme repercussão, reflectindo-se na alteração das tácticas militares da Segunda Guerra Mundial — a «blitzkrieg» alemã é disso o maior paradigma. Ao longo de décadas, Liddell Hart foi desenvolvendo e aperfeiçoando a teoria estratégica da abordagem indirecta, tendo-se o presente livro tornado numa obra de referência. Percorrendo a história militar desde 490 a.C. até ao período da Guerra Fria e debruçando-se sobre os grandes estrategos, de Epaminondas a Hitler, o autor demonstra como os feitos dos grandes generais e capitães raramente foram alcançados através de confrontos directos entre forças, mas sim pelo desequilíbrio físico e psicológico do inimigo, recorrendo-se ao movimento e à surpresa. Como refere o historiador Richard Holmes em «The Oxford Companion to Military History», Liddell Hart foi quem melhor representou para o século XX aquilo que Clausewitz representou para o século XIX.                     

Fonte: El País - Ctba, 24/set/14

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