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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"ECONOMIA E MERCADOS"

O MERCADO E O ESTADO

- O tema privilegiado, o do mercado e do Estado e das suas fronteiras, é extenso: ele se interessa por toda a reflexão sobre o sistema de economia mista que prevalece em todo o planeta. A economia de mercado é uma realidade antiga. A galeria dos seus sucessivos heróis, do mercador da rota da seda ao trader moderno, passando pelo empresário schumpeteriano, dá uma primeira idéia da variedade dos seus avatares históricos. Para classificá-los, sem dúvida, seria necessário o equivalente de um quadro do Mendeleiev com múltiplas entradas. O núcleo duro das suas singularidades modernas é fixado como contraponto das tentativas feitas no século XX para o substituir pela planificação centralizada.
- Em primeiro lugar, os preços não são só preços de cálculo, como eram na planificação soviética, mas instrumentos de cálculo econômico para os agentes. Em seguida, a restrição orçamental não é “mole”, como foi na economia húngara dos anos 70: o lucro é, por conseguinte um lucro real não fictício. Enfim, os preços não são grandezas administradas, mas o produto de um processo algorítmico que faz interagir milhares de mercados de bens elementares e que agrega de maneira mais ou menos satisfatória a enorme quantidade de informações detida pelos agentes descentralizados.
- Estado e mercado resultam de formas de organização cujas relações dependem tanto da complementaridade como do antagonismo. É o Estado que permite o mercado, assegurando as infra-estruturas jurídicas e materiais necessários ao seu desenvolvimento. Tanto a história como a teoria recordam-no abundantemente, mesmo se os conselheiros em transição não o retiveram suficientemente, em particular na antiga União Soviética.
- Mas a amplitude das regulações coletivas solicitadas pelo mercado permanece sujeita a controvérsias. Para abordá-las, vou privilegiar – poderíamos dizer Keynes em vez de Stigler – o exame da evolução das concepções científicas do papel econômico do Estado, e em primeiro lugar as que dependem, para retomar o vocabulário de Serge Kolm, da economia pública.
- Parte que merece muita investigação.

Fonte: Introdução à Economia, Rossetti, José Paschoal – Editora Atlas - 20ª Edição.
Ctba, 06/ago/09
Prof.ª Mª M. Prybicz

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