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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

STARUPS...o negócio do momento!
- Diria até que esse é o momento mais relevante que diferencia uma startup de um negócio tradicional. Em países como os Estados Unidos, o dinheiro para financiar startups vem de investidores-anjo, de fundos seed capital (fundo de capital semente) ou do mercado de venture capital, que são os capitalistas de risco. Pode vir também de algum programa de fomento, de aceleradoras, mas tudo envolve a ideia de se trabalhar com um investimento de risco. Porque a cada 10 startups que você botar dinheiro, duas vão quebrar, duas ou três vão arrebentar de sucesso e o bolão do meio ao menos vai remunerar o investimento. Isso é algo que no Brasil está subdesenvolvido. É preciso ter mais recursos disponíveis para estes negócios. 
- Os investidores brasileiros tradicionalmente colocam dinheiro onde? No banco, nos produtos de renda fixa, eventualmente algum porcentual pequeno em bolsa, quando o investidor tem um nível de profissionalização maior. Muitas famílias tradicionais também têm seus patrimônios, parte dedicados a investimentos imobiliários. Isso para não falar nos próprios negócios que essas famílias mantém, como concessionárias de carros. Agora, vai procurar um grupo tradicional aqui de Curitiba que invista nem que seja 0,1% em startups. Não existe. 
Isso ocorre por que há uma falta de conhecimento sobre a existência das startups ou por que há receio de investir nesse tipo de negócio?
- As duas coisas. Nem essas pessoas sabem que isso é uma opção e muito menos alguém trabalhou com elas como perceber riscos nesse negócio. Você se sente à vontade para investir em algo em que você compreendeu o risco que corre e decidiu aceita-lo. Por que aqui a bolsa de valores não se desenvolveu tanto para investimentos de pessoa física, do cidadão comum? Nos Estados Unidos, todo mundo tem uma grana na bolsa. No Brasil isso não acontece. É difícil sentir uma relação com esse tipo de investimento, que não é palpável e parece distante. Já uma startup é algo próximo. Acho que, para a geração dos 30 anos para baixo, startups serão um investimento de médio ou longo prazo que os jovens vão abraçar com mais facilidade do que a bolsa. Isso porque as startups têm a cara dessa geração.
De maneira mais ampla, falando não só de financiamento, o quão favorável é o clima no Paraná hoje para a criação de startups?
Se você reconhecer que essa é uma área que gera desenvolvimento para o estado e para o país, e que é preciso fazer isso explodir, então temos uma lição de casa gigante pela frente. Temos muito mais a fazer do que, por exemplo, Santa Catarina, que começou a fomentar esse cenário antes. Há várias ações acontecendo no Paraná, o Startup Grind Curitiba é só um dos atores desse ecossistema de empreendedorismo de alto impacto que está trabalhando para fomentar o desenvolvimento de startups, ao lado de entidades como o Sebrae e a Fiep. Mas estamos começando nesse caminho agora só. Começou a se falar de startup por aqui principalmente nesse ano.
Fonte: GP - Ctba, 06/ago/14 - Maria Prybicz
 

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