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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

EXISTE ALGO SEMELHANTE NO BRASIL, COM RELAÇAO À RUSSIA? BOA PERGUNTA!
NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

- Não foi necessário que passassem cinco anos para constatar até que ponto as preocupações de Gorbachev estavam na linha certa. Desde a eleição de Putin em 2012, tão duramente reprimida e contestada por uma parte da população russa, que apesar de minoritária numericamente representava o embrião da Rússia moderna e aberta ao mundo que todos esperávamos ver, Putin aplicou-se esmerada e sistematicamente a reduzir esse espelho a cacos e a bloquear qualquer perspectiva de modernização do país.
- Assim, em vez de abrir a economia ao exterior e buscar a criação de uma classe empresarial independente, preferiu concentrar o poder político, econômico e midiático em mãos de uma pequena elite de amigos, oligarcas e ex-companheiros da KGB.
- Aqui sim, cabe falar de “elite predatória”, uma elite que bloqueia o progresso político e econômico do país por algo que tem cada vez menos a ver com ideologia e cada vez mais com razões puramente pessoais: com a atual estrutura econômica, essa elite é perfeitamente consciente de que a modernização do país implicaria em sua saída do poder.
- Mesmo que alguns intelectuais orgânicos assim nos queiram fazer ver, o abraço à religião ortodoxa e ao nacionalismo panrusso por parte de todos esses ex-dirigentes da KGB e oligarcas corruptos deve ser encarado menos a partir da introspecção nos insondáveis mistérios da alma e da civilização russa e mais como uma estratégia de manipulação ideológica a serviço da sobrevivência pessoal.
- O regime de Putin, por meio de uma concentração sem igual de poder econômico e midiático, realizou uma façanha que figurará para sempre nas prateleiras do autoritarismo: conseguir a legitimação democrática e popular (porque Putin é muito popular) de uma oligarquia predatória que deve sua existência precisamente ao solapamento de um intenso autoritarismo político, uma extrema desigualdade social e UMA EXAGERADA CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA.
Fonte: El País - Curitiba, 08/agosto/2014 - Maria Prybicz

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