domingo, 8 de novembro de 2009

"ECONOMIA AMAZÔNICA"

RECURSOS NATURAIS ECONÔMICOS
- Pois Então, recomendamos para quem vai a Copenhague, representar a população brasileira e quem vê a Amazônia assim tão gigante – solo e subsolo - e isolada pode pensar que ela não está no centro de um problema que aflige o mundo inteiro. No texto, os cientistas afirmam que “o equilíbrio do clima e vegetação na Amazônia tem sido identificado como um dos tipping points do sistema climático global”.
- Isso tem que estar na mente dos tomadores de decisão no Brasil antes de pensar pequeno na preparação da posição brasileira para Copenhague, ou na tentativa de ceder à pressão dos ruralistas. Eles querem mais liberdade para desmatar, chances de plantar árvores exóticas em áreas destinadas à reserva legal, querem a possibilidade de compensar desmatamento ilegal com uso de fragmentos em outras áreas. Tudo pode parecer razoável para quem quer manter um status quo que nos levou a perder 18% da floresta e colocaram sob ameaça imediata outros 10%. Um pouco mais de desmatamento pode nos levar a um terreno desconhecido. Portanto, a pergunta relevante deve ser feita aos cientistas: quanto mais a Amazônia aguenta de desmatamento? A natureza não pode ser tão afrontada! Eles dirão que está tão perto o tipping point que o mais sensato a fazer é não desafiar mais a sorte.
Fonte: O Globo On Line
Ctba, 08/Nov/09
Prof.ª Mª M. Prybicz

"ECONOMIA ESPECULATIVA"

AÍ ESTÁ: ESPECULAÇÃO FINANCEIRA


O gerente de câmbio da Fair Corretora, José Roberto Carreira, considerou que a queda do dólar ganhou fôlego com um movimento de venda da moeda norte-americana.

"Os bancos compram nos últimos dias do mês para cobrir posição. Passada a virada do mês, acabam vendendo esse capital", avaliou.

Ele lembrou que a taxa de juro brasileira é alta em relação às taxas praticadas no exterior, o que leva investidores estrangeiros e bancos a aplicarem em reais em busca de maior rentabilidade. A Selic está atualmente em 8,75 por cento ao ano.
Fonte: GP OnLine.
Ctba, 08/Nov/09
Prof.ª Mª M. Prybicz




sábado, 7 de novembro de 2009

"ECONOMIA ESPECULATIVA"

- A matemática é bem simples: compra da mercadoria que o dinheiro é como outra qualquer (empresta dinheiro) num preço baixo e vende num preço alto (juros) no Brasil! ( Mª M. Prybicz)

HÁ BOLHA ESPECULATIVA NO BRASIL, SEGUNDOS OS "ECONOMISTAS"
- O IIF (Institute for International Finance), espécie de FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) mundial, afirma que "há uma conjunção de fatores preocupantes no Brasil" que podem indicar a formação de uma bolha. A expansão de crédito ficou em 30% no ano passado, neste ano caiu para 12% - apesar da queda, ainda está em dois dígitos.
  O País está recebendo grandes volumes de fluxos de capital - em outubro, o segundo maior da história. O mercado acionário está em alta e o real bate recorde - foi a moeda que mais se valorizou, cerca de 34% neste ano. "Todos esses fatores combinados representam um risco de bolha de ativos", disse Hung Tran, diretor da área de mercado de capitais e mercados emergentes do IIF. "Essa excessiva valorização de ativos e moeda terá de ser corrigido mais cedo ou mais tarde, o que não vai ser fácil."
  A economia brasileira é vítima do próprio sucesso, dizem os economistas. Com um crescimento expressivo e sistema financeiro saudável, o Brasil vem recebendo muitos investimentos. Mas o Brasil também é refém do ambiente externo: as economias avançadas ainda estão se recuperando, e devem manter as taxas de juros baixas por muito tempo, como sinalizou o Fed (o banco central americano) nesta semana.
   Com juros baixos e dólar em queda, emergente como o Brasil se torna principal alvo para o chamado carry-trade. Os investidores tomam emprestados nos EUA, com juros baixos e dólar em queda, e aplicam em tudo quanto é ativo considerado mais arriscado, inclusive no Brasil. O economista Nouriel Roubini alertou para a volta do carry-trade, que anteriormente era feito com o iene, em uma coluna recente no jornal Financial Times. "Os preços dos ativos arriscados subiram demais, muito cedo e muito rapidamente em comparação com os fundamentos macroeconômicos", escreveu Roubini.
Fonte: GP Online
Ctba, 07/Nov/09
Prof.ª Mª M. Prybicz



terça-feira, 3 de novembro de 2009

“OPORTUNIDADE ECONÔMICA BRASILEIRA”

UNIVERSIDADE DE COLUMBIA (USA), VÊ OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA O BRASIL
- Hoje nos deparamos com a realidade nua e crua, em relação à falta de investimentos na educação (em todos os níveis), que não foram realizados como deveriam no passado! Agora, chega-se à conclusão que realmente o país é carente de mão-de-obra especializada técnica, e que a curto prazo, não está preparado para assumir tanta responsabilidade quanto às questões do pretróleo (indústria, etc.) ou outras questões relativas a infraestruturas inerentes. - A educação técnica foi levada ao descaso por muitos e muitos anos – deixando-a sucateada integralmente – reversão da situação pode levar bem mais tempo que imaginamos. (Mª M. Prybicz).

– Sempre se disse que o Brasil é o país do futuro, e sempre será. Mas o dito popular ficou ultrapassado. O futuro chegou para os brasileiros. Seu potencial está revelado no presente – afirmou na abertura da conferência Brasil and the Future (O Brasil e o Futuro), realizada em parceria entre a Universidade Columbia, o Jornal do Brasil e a Casa Brasil.
– Nos últimos 12 meses, realizamos conferências em associação com o Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) e o Instituto de Empresa (IE) da Espanha. Em 2010, faremos eventos sobre os desafios e oportunidades do Brasil na Inglaterra, França e Suécia. Esta é à hora de debater e promover nosso país internacionalmente – acrescentou Troyjo.
O banqueiro alemão Dieter Kemp aplaudiu a iniciativa:
– Há tempos, estamos querendo fazer negócios com o Brasil, um ilustre desconhecido. Junto com a China, será o motor da economia do mundo emergente nos próximos 25 anos.
- Claudio Frischtak, ex-economista sênior do Banco Mundial, e Aloísio Araújo, professor-visitante da Universidade de Columbia, estabeleceram os precedentes da crise econômica globalizada e reforçaram a ideia de superação das dificuldades nos países emergentes – principalmente China, Índia e Brasil. Mas alertaram que as boas notícias vindas destas economias têm prazo de validade.
- No caso brasileiro, especificamente, Frischtak sugeriu uma guinada estratégica no modelo econômico. A chave para o sucesso no futuro estaria no melhor aproveitamento de seus recursos naturais e num novo esforço para incrementar o setor manufatureiro, principalmente aquele que lida com tecnologia verde. Frischtak acredita que a dependência das exportações apenas de commodities – aumentada no momento atual – acarretará sérios problemas a longo prazo.
– O Brasil produz 100 milhões de livros pedagógicos por ano – anunciou Niskier. – Mas um em cada dez brasileiros, acima de 15 anos, é analfabeto. Hoje, temos 60 milhões de crianças em escolas, o que corresponde a 33% da população. É preciso melhorar cada vez mais estes números.
- Niskier discorreu também sobre a história do preconceito contra profissionais técnicos no país e manifestou repúdio a esta ideia.
– Getulio Vargas, num documento que tornava oficial o incentivo às profissões técnicas, escreveu claramente que o setor estava destinado às classes menos privilegiadas. Este conceito não mudou muito desde então. O governo do presidente Lula, é preciso dizer, criou cem novos centros de treinamento técnico. É preciso fazer mais. Recentemente, ouvi de um empresário do setor energético que, caso falte mão de obra qualificada para a exploração das novas reservas de petróleo, devemos importar técnicos da Turquia, Índia e China. Isso, claro, é um absurdo. No Brasil se privilegiam demasiadamente as profissões de engenheiro, dentista, advogado e médico. São os doutores. Mas um país não depende apenas desses profissionais – concluiu Niskier.
- Para Janice Ellis, da ONG Alliance for International Education, “a questão educacional do Brasil é um gargalo maior do que a insuficiente estrutura logística”.
Fonte: JB Online
Ctba, 03/Nov/09
Prof.ª Mª M. Prybicz






"ECONOMIA BRASILEIRA"

ECONOMIA BANCÁRIA

- Há décadas quando o Banco do Brasil era o maior proprietário de terras confiscadas (diga-se de passagem, que o Banco nunca foi produtor) mas, sim, mantinha um enorme estoque de terras destinadas à produção! E ficavam ociosas, ou seja, improdutivas! (Mª M. Prybicz).

- Agora - "Em vez de emprestar ao setor produtivo, os bancos estão preferindo as operações altamente rentáveis do mercado aberto sem risco nenhum", disse Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e economista-chefe da Confederação Nacional de Comércio. Para ele, esse é um grande problema que os BCs do mundo enfrentam após o agravamento da crise. Em setembro, as operações compromissadas com prazo acima de um mês cresceram 20%, para R$ 369,5 bilhões.
- Com prazo até um mês, atingiram R$ 60,18 bilhões, com crescimento de 3,31% em relação a agosto.
Fonte: OESP
Ctba, 03/nov/09
Prof.ª Mª M. Prybicz

sábado, 31 de outubro de 2009

"SUPERÁVIT PRIMÁRIO NA ECONOMIA BRASILEIRA"

SUPERÁVIT PRIMÁRIO SOMA R$ 34,662 BI EM 12 MESES

- O setor público consolidado acumula nos últimos 12 meses encerrados em setembro superávit primários (economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 34,662 bilhões, informou hoje o Banco Central (BC). O resultado corresponde a 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB) e está abaixo da meta prevista para este ano, de 2,50% do PIB, podendo chegar a 1,56% do PIB, caso todos os investimentos em infraestrutura previstos pelo governo sejam executados. Outra opção para o cumprimento da meta seria a utilização do Fundo Soberano, que reduziria a meta para o equivalente a 1,06% do PIB.
- Segundo o BC, nos 12 meses até setembro, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) contribuiu com superávit de R$ 8,949 bilhões (0,30% do PIB); os governos regionais acumularam primário de R$ 23,396 bilhões (0,79% do PIB) e as empresas estatais apresentaram superávit de R$ 2,317 bilhões (0,08% do PIB).
- No acumulado de 2009 até setembro, o esforço fiscal do setor público consolidado soma R$ 37,714 bilhões, o equivalente a 1,70% do PIB. Em igual período de 2008, antes do agravamento da crise financeira internacional, o primário somava R$ 109,472 bilhões, ou 5,11% do PIB. Segundo o BC, nos nove primeiros meses deste ano, o superávit primário do governo central somou R$ 18,518 bilhões; os governos regionais contribuíram com R$ 18,942 bilhões e as empresas estatais acumularam superávit primário de R$ 253 milhões, sendo que as companhias federais amargaram déficit primário de R$ 2,249 bilhões nesse período.
Dívida líquida
   A dívida líquida do setor público subiu em setembro para 44,9% do PIB, ante 44% verificado em agosto, de acordo com o BC. Em valores nominais, a dívida líquida subiu de R$ 1,289 trilhão para R$ 1,325 trilhão. Segundo o BC, a alta da dívida ocorreu por conta do déficit primário de setembro e pela valorização cambial de 5,74% que desvalorizou os ativos do governo em moeda estrangeira. Em dezembro de 2008, a dívida líquida do setor público estava em 38,8%, o que em valores nominais significava R$ 1,153 trilhão.
   A dívida bruta do governo geral - que abrange governo federal, Estados, municípios, mas exclui Banco Central e empresas estatais - caiu de 66,6% do PIB em agosto para 66,5% do PIB em setembro. Em valores nominais, a dívida bruta passou de R$ 1,952 trilhão para R$ 1,963 trilhão em setembro, enquanto o PIB estimado pelo Banco Central passou de R$ 2,932 trilhões para R$ 2,951 trilhões na mesma comparação. Em dezembro de 2008, a dívida bruta do governo geral representou 58,6% do PIB, o equivalente a R$ 1,741 trilhão.
Referências: Fabio Graner, Fernando Nakagawa - Agencia do Estado.
Ctba, 31/out/09
Prof.ª Mª M. Prybicz







"ECONOMIA BRASILEIRA RELATIVA AO CÂMBIO"

CÂMBIO BAIXO JÁ DERRUBA RESULTADO DAS GRANDES INDÚSTRIAS, SEGUNDO PESQUISA DO IEDI

No 3º tri , rentabilidade caiu de 16,4% em 2004 para 13,7%, o que implica menos lucro por venda.
- Os dados de um levantamento feito pelo IEDI, Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, junto a 24 indústrias de dez setores mostra os efeitos do câmbio sobre a queda de rentabilidade no terceiro trimestre em relação à igual período de 2004.
- A redução da rentabilidade sobre a receita líquida foi de 16,44% para 13,74%, na comparação entre trimestres em base anual, e de 7,44% para 5,99%, no retorno sobre o patrimônio líquido. Um outro dado importante é que, considerando a mesma base de comparação, enquanto a receita das empresas da amostragem cresceu, em média, 3,4%, o lucro líquido recuou 14,3%. Isto significa que as empresas lucraram muito menos por unidade vendida.
- O câmbio valorizado está na raiz desta mudança de resultados, já que cerca de 70% da amostra são empresas de segmentos cujas vendas competem com produtos importados ou têm parcela significativa de suas receitas oriunda de exportações. É o caso dos setores têxtil, papel e celulose, máquinas e equipamentos, siderurgia e calçados. A queda de rentabilidade pode ser atribuída à redução do dólar (ou valorização do real) de nada menos que 20,4% no terceiro trimestre contra igual período de 2004. A cotação média recuou de R$ 2,94 para R$ 2,34 entre estes trimestres.
Incertezas da valorização
- Valorização cambial forte como a atual estabelece um horizonte para uma futura desvalorização. Isso gera incertezas que afetam projetos de investimentos que exigem elevado volume de capital, principalmente se forem recursos externos. Com isso, os agentes empresariais têm uma tendência ao conservadorismo com relação a novos investimentos, sobretudo aqueles com maior alavancagem, o que concorre para deprimir os investimentos na economia.
- O dado positivo da pesquisa diz respeito ao endividamento, pois a desvalorização do dólar proporcionou condições para a redução das dívidas das empresas industriais. A taxa de endividamento sobre o capital próprio das empresas analisadas caiu de 27,01% em setembro de 2004 para 25,21% em setembro último.
Referências: Cidade BIZ – Economia Marketing & Negócios
Ctba, 31/out/09
Prof.ª Mª M. Prybicz

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Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.