quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Por Renato Rabelo

O PRAGMATISMO E/OU SOCIALISMO? EIS A QUESTÃO!

Quanto à crise de representação, desde as manifestações de junho de 2013, a presidenta Dilma luta por uma reforma política democrática, impulsionada pela mobilização popular, esta sim um verdadeiro caminho para fazer avançar a democracia. Uma reforma que venha a proibir, por exemplo, que empresas e bancos financiem as campanhas eleitorais, fonte principal da corrupção. A diferença é clara. Marina demagogicamente prega uma oca “nova política”, já a presidenta Dilma conclama o povo a lutar por reforma que fortaleça os partidos, aumente a participação do povo na vida política nacional e coíba a interferência do poder econômico nas campanhas. Resposta concreta ao justo anseio da sociedade, sobretudo da juventude, contra as mazelas e os escândalos do atual sistema político-partidário.

O mercado e a Marina...
 
Em qualquer país os grandes interesses e confrontos derivam da economia. Há dois caminhos, bem nítidos e opostos: Reduzir crescentemente as desigualdades sociais, elevar a qualidade de vida do povo, ou agravar a desigualdade, concentrando ainda mais a renda e riqueza nas mãos de uma minoria cada vez mais abastada. Noutro plano, com investimentos do Estado e do setor privado, impulsionar o setor produtivo, a indústria, a agricultura que geram empregos e produzem bens, ou agigantar ainda mais o capital financeiro-especulativo que transfere os recursos para sua própria esfera, desviando da produção. E mais ainda: que suga os recursos que faltam à saúde pública, à educação, à segurança e a outros serviços públicos básicos.

O destino do Brasil, seu desenvolvimento, sua soberania, a democracia, os direitos do povo, dos trabalhadores, o direito a uma vida digna, se resolvem pelas grandes opções acima colocadas. E nesta questão decisiva Marina fez sua opção, ou rendição como se queira. Completou a travessia para o outro lado. Entre o povo e a grande finança, se tornou a candidata dos donos das grandes fortunas, do capital financeiro. Os jornais estampam manchetes: “Para derrotar Dilma, o mercado ‘marinou’” ou “Com Marina, bancos recuperam mercado”.  Se torna óbvio, portanto, que é pura fantasia propagandear que o mercado abraçou a candidatura de Marina sem cobrar nada.
 
Marina pactuou com os grandes banqueiros, esta é que é a realidade nua e crua! Neste terreno concreto, dos grandes interesses em jogo, a candidata não paira nas alturas. Tem até a prova documental, como não? Vejam com que esmero este compromisso foi lavrado no Programa publicado da candidata: “Assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional...”. Teve papel importante na intermediação desse patente acordo celebrado a senhora Maria Alice Setubal, banqueira e herdeira do Banco Itaú-Unibanco, apresentada por Marina como educadora social. Através de Marina o mercado encontrou alguém capaz de topar tudo. Com a vantagem de que Marina é filha do povo pobre, ex-seringueira, com uma história de vida realmente sofrida. Perfil, portanto, insuspeito, ideal. A oligarquia exigiu que seja fixada em lei a independência do Banco Central e Marina não só aceitou como alardeia a cada momento esta rendição, com ares de virtude.
 
Ao assumir o compromisso de tornar o Banco Central independente, Marina passou de mala e cuia para o lado de lá, para a banda dos magnatas da finança, da especulação financeira. Diante disso, temos a obrigação de alertar o povo: ela traiu suas origens, sua própria história. Por que afirmamos isto? Porque BC independente é uma expressão enganosa. Significa na verdade retirar a macroeconomia da esfera do governo para transferi-la à oligarquia financeira para que esta garanta seus ganhos fabulosos na bonança, salvá-la nos momentos de crise ou em decorrência de falcatruas. Deixar às cabras a guarda da couve. Se isto vir a se concretizar, ao povo restará as sobras, se houver. Em qualquer situação eles se resgatam primeiro, assim tem sido. Adeus à política de valorização real do salário mínimo e de elevação contínua da renda do trabalho, adeus à maior oferta de empregos e de crédito para o mercado interno.
 
O programa de Marina anunciado no último dia 29 de agosto é um transgênico que turbina e até extrapola o receituário que Fernando Henrique Cardoso implantou no Brasil na década de 1990. Vejamos. Propõe atarraxar o chamado tripé macroeconômico, com mais “rigor” fiscal e “puxando” a inflação para o centro da meta. Traduzindo: Marina pactua com o mercado aumentar o montante de dinheiro público destinado ao pagamento de juros, e esse “puxar” a inflação para o centro da meta é a senha para uma política de juros altos – seu remédio principal –, que resultará em menor crescimento e menos empregos. Aliás, em entrevista, outro coordenador do plano, Maurício Rands, esclarece com todas as luzes a essência da política macroeconômica de Marina: “Não vamos reduzir a taxa de juros por decreto. (...) É pelas leis do mercado que haverá redução de juros”. De outro modo, o apetite insaciável dos especuladores é que vai ditar a Selic se Marina se eleger. É o velho receituário neoliberal recorrente.
 
Ao atingir uma nova etapa com as mudanças realizadas por Lula e Dilma é evidente que as exigências passam a ser outras. Os que ascenderam na escala social se juntam formando maiores contingentes da população, que naturalmente anseiam por melhores serviços públicos e mais progresso social. As grandes soluções vêm por etapas, não pode ser de outro modo. A nova etapa, atual, resultante do que se atingiu até agora, abre um “novo ciclo histórico” de crescimento, como tem afirmado a presidenta Dilma. Agora estamos diante do desafio de aplicar, como reconhece a presidenta Dilma, um plano de governo cujo eixo é empreender um novo ciclo de transformações, uma nova etapa do desenvolvimento nacional, com mais produção de riqueza para redução ainda mais audaciosa das desigualdades sociais e regionais. Para isso, compreendendo a realização das reformas democráticas estruturais, reforma política democrática, reforma democrática dos meios de comunicação, reforma tributária progressiva, reforma urbana para humanização e modernização das cidades, e a realização da reforma agrária.
 
Como temos afirmado, dar prioridade ao crescimento do investimento e elevação da produtividade, avançar nas parcerias público-privadas para modernizar a infraestrutura do país, dar curso à exploração já estabelecida da grande riqueza do pré-sal, garantia para se alcançar os 10% para a educação e aplicar o Plano Nacional de Educação, conquista histórica aprovada pelo Congresso Nacional. No terreno da economia, os interessados em confundir, diante das dificuldades de crescimento, justificam tudo num pretenso erro de condução econômica do governo, abstraindo os efeitos ainda persistentes de crescimento limitado, condicionado pela grande crise econômica global. Em verdade, o governo Dilma optou pelo caminho de garantir no bojo da crise geral elevado nível de emprego e da renda do trabalho, realmente um feito inédito. Além do que, prepara as condições para um novo ciclo de crescimento, com a garantia de defesa da economia nacional baseada em elevado valor das reservas internacionais. E, numa demonstração de confiança na sua perspectiva econômica, o Brasil é o quinto país do mundo preferido pelo Investimento Direto Estrangeiro – mesmo neste ano em torno de 60 bilhões de dólares.
*Renato Rabelo é  presidente nacional do Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Ctba, 04/set/14
Maria Prybicz

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA - CBE 2015       

BELO VIDEO - CELEBRA TAMBEM CURITIBA! NOSSA QUERIDA CIDADE!

http://youtu.be/OLIBeElw6zk


XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA - CBE 2015   

Ctba, 03/set/14

Maria Prybicz   
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por Rodrigo Rocha Loures
A Voz das Ruas e a Reforma Política

Em junho de 2013, assistimos perplexos a um movimento espontâneo da sociedade civil, um clamor cívico por mudanças e reformas políticas no Brasil, que reuniu centenas de milhares de pessoas, de todas as classes sociais, em todas as principais cidades brasileiras.

Muito já se debateu por todos os meios de comunicação, sobre quais eram as causas, motivos e objetivos desses protestos. Para mim, grande parte deste descontentamento, desta indignação nacional, está relacionada com a representação política e o sistema eleitoral, que vigora no Brasil, desde 1946, com algumas mudanças nas décadas posteriores.

O sistema de voto proporcional para os cargos de deputados e vereadores apresenta uma fadiga indisfarçável aos olhos dos eleitores, que não mais confiam nele como um meio de fazer-se representar no poder legislativo, em todos os níveis de governo. O atual sistema favorece o surgimento de um número crescente de partidos políticos e a falta de compromisso do eleito com seus eleitores, pulverizados num vasto território do estado, tornando anônima a representação eleitoral.

Em países como a Alemanha, a adoção do voto distrital misto, a partir do fim da segunda guerra mundial, mostrou-se eficaz para aumentar a representatividade e o desenvolvimento das forças políticas, uma vez que metade dela tem fortes vínculos com suas localidades ou distritos. Já, a outra metade é constituída pelas correntes mais relevantes da opinião pública, eleitos pelo voto proporcional.

Este sistema traz um equilíbrio entre a representação regional e a representação das correntes de opinião, contribuindo para uma maior estabilidade nos legislativos e para a desejável diminuição do excessivo número de partidos políticos sem verdadeira representação eleitoral.

Temos que sintonizar nossos ouvidos e consciências para ouvir o que disseram as ruas naquelas semanas de junho de 2013, procurar entender e, principalmente, agir para atendê-los.

Vamos abraçar essa causa?
RODRIGO DA ROCHA LOURES
Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade – IBQP
Ex-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP (2003/2011)
Ctba, 01/set/14
Maria Prybicz

sábado, 30 de agosto de 2014

O PAÍS DAS CONTRADIÇÕES E PARADOXOS!

Entendendo de economia brasileira! Então, sabemos que os gastos com a máquina administrativa pública já é bastante arrochada, aja vista, todos os deputados e senadores da república com salários altíssimos em comparação com os professores da Rede Pública de Ensino! Em seguida vem os numerários dos juízes e magistrados, estes absurdos continuam escandalizando as contas nacionais!

Portanto, não se pode distribuir melhor a renda em razão destes verdadeiros chupins da vida pública! 
 
A classe trabalhadora espera há anos por uma melhora de seus salários e sempre ficam em terceiro lugar quando se trata de planejamento para o verdadeiro aumento real salarial!

O PIB continua baixo e isto pra eles nem faz diferença - ou seja, tendo um toma lá, dá cá, fica tudo certo!

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão mais uma vez em busca de um aumento desproporcional em seus contracheques. Não satisfeitos com o já altíssimo salário de R$ 29,4 mil mensais, o atual projeto – que já foi aprovado em sessão administrativa há dois dias – propõe um reajuste de 22% em seus salários. O mesmo passará para R$ 35,9 mil mensais se for aprovado pelo  Congresso!
 
Ctba, 30/ago/14 - Maria Prybicz

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ENTRE POESIAS E REALIDADES, COM NOSSAS CONTRADIÇÕES!
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome ... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que... minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é ... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de ... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é ... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama ... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é ... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é ... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é ... Saber viver!
 "Charles Chaplin"
 
Ctba, 27/ago/14
Maria Prybicz

terça-feira, 26 de agosto de 2014

POUPANÇA E OUTRAS APLICAÇÕES/INVESTIMENTOS, SEM IMPOSTO DE RENDA!
Depois que o governo federal mexeu nas regras para remuneração das cadernetas de poupança, em 2012, muita gente decretou a morte dessa modalidade de aplicação. O pessoal do mercado imobiliário chegou a ficar bastante preocupado com a falta de recursos para novos empreendimentos – como se sabe, parte dos depósitos da caderneta de poupança deve ir, obrigatoriamente, para esse segmento; temia-se, portanto, que a caderneta encolhesse de forma a prejudicar o financiamento da construção.
 
O falatório em torno da caderneta serviu para abrir os olhos dos investidores para outras opções de investimento que já estavam ao seu alcance, mas que recebiam pouca atenção. Em especial para as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), cujo rendimento é isento de Imposto de Renda. Elas cresceram muito nesse período: em janeiro de 2012, o estoque de LCIs em poder do público era de R$ 47,08 bilhões; ontem, esse mesmo estoque somava R$ 126,34 bilhões. Um aumento de 168% em pouco mais de um ano e meio.
 
O Imposto de Renda faz muita diferença em qualquer aplicação. Os investimentos em renda fixa obedecem a uma escala de alíquotas que premia quem mantém o dinheiro aplicado por mais tempo – uma lembrança do tempo em que a ciranda financeira (ou seja, a movimentação rápida de recursos entre aplicações, típica da época da hiperinflação) alimentava os mecanismos de indexação. A mordida do leão varia entre 15% e 22,5%. No caso da renda variável, a alíquota é de 15% (20% nas operações de day trade, em que as ações são compradas e vendidas no mesmo dia). Assim, isenção de imposto faz uma diferença brutal.
FUNDO GARANTIDOR
Para quem está interessado nas LCIs e LCAs da vida, não custa lembrar que o risco desses papéis está ligado ao banco emissor. Em português claro, se o banco quebrar, o papel vai micar. É por isso que, em geral, bancos menores pagam juros maiores, é uma forma de compensar o risco maior que está sendo aceito pelo investidor.
 
- Esses papéis são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Isso quer dizer que, se você tiver até esse valor investido, o fundo (formado pelas próprias instituições financeiras) paga o cliente. Fique de olho nisso, portanto.

Fonte: GP - Ctba, 26/ago/14
Maria Prybicz
 

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