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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O BRASIL PODE REINVENTAR-SE, AINDA HÁ TEMPO!

A “Carta aos Brasileiros” que na verdade era uma Carta aos Banqueiros, obrigou Lula a alinhar-se aos ditames da macroeconomia mundial. Ela deixava pouco espaço para as políticas sociais. Nessa economia, o mercado dita as normas e tudo tem seu preço. Assim parte da cúpula do PT, metida nessa Coalizão,  perdeu o contato orgânico com as bases, sempre terapêutico contra a corrupção. Grande parte do PT traiu sua bandeira principal que era a ética e a transparência. E o pior, traiu as esperanças de 500 anos do povo. E nós que tanta confiança depositávamos no novo, com as milhares comunidades de base, as pastorais sociais e os grupos emergentes. Elas aprenderam articular fé e política. A mensagem originária de Jesus de um Reino de justiça a partir dos últimos e da fraternidade viável, apontava de que lado deveríamos estar: dos oprimidos. A política seria uma mediação para alcançar tais bens para todos. Por isso, as centenas de CEBs não entraram no PT; fundaram células e grupos, como instrumento para a realização  deste sonho.
Lula, em seus oito anos, não conseguiu fazer passar nenhuma reforma, nem a política, nem a econômica, nem a tributária e muito menos a reforma agrária. Não havia base.
Para Lula, mesmo mantendo ligação com os movimentos de onde veio, não via neles o sustentáculo de seu poder, mas a coalizão pluriforme de partidos. Se tivesse observado um pouco a história, teria sabido do risco desta política de Coalização que atualiza a política de Conciliação do passado. A Coalizão se faz à base de interesses, com negociações, troca de favores e concessão de cargos e de  verbas. A maioria dos parlamentares  não  representa o povo mas os interesses dos grupos que lhes financiam as campanhas. Todos, com raras exceções, falam do bem comum, mas é pura hipocrisia. Na prática tratam  da defesa dos bens particulares e corporativos. Crer no atalho foi o  sonho de Lula que não pode se realizar.
Com certeza a nossa "Democracia", tem que fortalecer às bases dando assim a oportunidade de se reerguer e junto com o povo reaprender a lição de uma nova democracia participativa, popular e justa que poderá resgatar a dívida histórica que os milhões de oprimidos ainda esperam desde a Colônia. Quem cai sempre pode se levantar. Quem erra sempre pode aprender dos erros.Caso queira sobreviver, o PT não tem outro caminho a percorrer senão  este.

Fonte: Leonardo Boff
Ctba, 10/fev/16
Maria Prybicz

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