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segunda-feira, 13 de abril de 2015

A SOBRECARGA DE TRABALHO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA!
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de três mil pessoas se suicidam diariamente, muitas delas por causa da abusiva pressão do trabalho. O Le Monde Diplomatique de novembro de 2011 denunciou que entre os motivos das greves de outubro na França, se achava também o protesto contra o acelerado ritmo de trabalho imposto pelas fábricas causando nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Relançou-se a frase de 1968 que rezava: “metrô, trabalho, cama”, atualizando-a agora como “metrô, trabalho, túmulo”. Quer dizer, doenças letais ou o suicídio como efeito da super exploração do processo produtivo no modo ultra acelerado norte-americano.

Por causa da crise, as empresas e seus gestores levam a competitividade até a um limite extremo, estipulam metas quase inalcançáveis, infundindo nos trabalhadores, angústias, medo e, não raro, síndrome de pânico. Cobra-se tudo deles: entrega incondicional e plena disponibilidade, dilacerando sua subjetividade e destruindo as relações familiares. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram este tipo de depressão, ligada às sobrecargas do trabalho.
Estimo que, no fundo de tudo, estamos face à aterradoras dimensões niilistas de nossa cultura. O termo, niilismo,surgiu em 1793 durante a Revolução Francesa por Anacharsis Cloots, um alemão-francês e foi divulgado pelos anarquistas russos a partir de 1830 que diziam: “tudo está errado, por isso tudo tem que ser destruído e temos que recomeçar do zero”. Depois Nietzsche retoma o tema do niilismo, aplicando-o ao cristianismo que, segundo ele, se opõe ao mundo da vida. No após guerra, em seu seminário sobre Nietzsche, Heidegger vai mais longe ao afirmar, creio que de forma exagerada, que todo o Ocidente é niilista porque esqueceu o Ser em favor doente. O ente, sempre finito, não pode preencher a busca de sentido do ser humano.  Alexandre Marques Cabral dedicou dois volumes ao tema: “Niilismo e Hirofania: Nietzsche e Heidegger”(2015) e Clodovis Boff três volumes O livro do Sentido (2014), onde o tema central é o niilismo na história. Em setores da pós-modernidade, o niilismo se transformou na doença difusa de nosso tempo, quer dizer, tudo é relativo e, no fundo, nada vale a pena; a vida é absurda, as grandes narrativas de sentido perderam  seu valor, as relações sociais se liquidificaram e vigora  um assustador vazio existencial.
Fonte: JB por Leonardo Boff
Ctba, 13/abr/15
Maria Prybicz


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