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domingo, 31 de janeiro de 2016

AS PONTES QUE PRECISAMOS CONSTRUIR: POLÍTICAS E ECONÔMICAS!

Dois irmãos viviam harmoniosamente em duas fazendas vizinhas. Tinham  boa produção de grãos, algumas cabeças de gado e suínos bem tratados.
Certo dia, eles tiveram uma pequena discussão. As razões eram sem maior importância: uma vaquinha do irmão mais novo escapou e comeu um belo pedaço do milho do outro irmão mais velho. Discutiram alto e com certa irritação. A coisa parecia que tinha morrido aí mesmo.
Mas não foi bem assim. De repente, não se falavam mais. Evitam de se encontrar na bodega ou pelo caminho. Faziam-se de desconhecidos.
Mas eis que num belo dia, um carpinteiro apareceu na fazenda do irmão mais velho pedindo trabalho. O fazendeiro o olhou de cima abaixo e, meio com pena,  lhe disse: “está vendo aquele riacho ali em baixo? É a divisa entre a minha fazenda e a de meu irmão. Pegue toda aquela madeira que está no paiol, e construa uma cerca bem alta, para que eu não seja obrigado a ver o meu irmão, nem a fazenda dele. Assim ficarei em paz”.
O carpinteiro aceitou o serviço, pegou as ferramentas, e foi trabalhar. Nesse entretempo, o irmão que lhe  dera o trabalho, foi à cidade para resolver alguns negócios.
Quando voltou à fazenda, já no final do dia, ficou estarrecido com o que viu. O carpinteiro não havia feito cerca nenhuma, mas uma ponte que atravessava o  riacho e ligava as duas fazendas.
Eis senão quando, no meio da ponte, vinha o seu irmão mais novo dizendo: “Mano, depois de tudo que aconteceu entre nós, eu mal posso acreditar que  você fez essa ponte só para se encontrar comigo. Você tem razão, está na hora de acabar com a nossa desavença. Me dê aqui um abraço, mano”
E se abraçaram efusivamente e se reconciliaram. Irmão encontrou o outro irmão.
E aí viram que o carpinteiro estava indo  embora. Eles gritaram dizendo: ”Ei, carpinteiro, não vá embora, fique uns dias com a gente... Você nos trouxe tanta alegria”.
Mas ele respondeu: “Não posso, há outras pontes a construir pelo mundo afora. Há muitos que precisam ainda se reconciliar”. E foi caminhando, serenamente, até desaparecer na curva da estrada.
O mundo e nosso país precisam de pontes e de pessoas-carpinteiro que generosamente, relativizam as desavenças, e constroem pontes para que possamos conviver para além dos conflitos e diferenças, inerentes à incompletude humana. Temos sempre que aprender e reaprender a tratarmo-nos fraternalmente.
Talvez este seja um dos imperativos éticos e humanitários mais urgentes no atual momento histórico. 
FOnte:JB
Ctba, 31/jan/16
Maria Prybicz

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Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.