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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O consultor e o empresário

Num ambiente globalizado em constante mudanças e evolução uma empresa ou alguém consegue sobreviver e se desenvolver sem buscar ajuda?

No final de uma das minhas palestras realizadas para empresários, um dos participantes me entregou um cartão e solicitou a minha visita na sua empresa. Ele precisava de orientação e queria saber para que serve e como funciona uma consultoria. No dia marcado lá compareci, fui muito bem atendido e durante três horas o empresário me contou as suas dificuldades, a situação da sua empresa e o seu estado de ânimo perante o cenário vivido. Disse-me também que já havia procurado algumas empresas de consultoria, mas tinha achado muito caro os serviços e que a sua empresa ainda não tinha o tamanho e o faturamento para arcar com aqueles custos.

Após a reunião me perguntou o que eu poderia fazer por sua empresa e quanto isto iria lhe custar. Normalmente a maioria dos consultores diz que irá realizar um levantamento , preparar um briefing (questionário) e depois agendará um dia para a coleta de dados, antes de fazer uma proposta oficial contendo um plano de trabalho e o preço dos honorários a serem cobrados. Perfeitamente normal para quem atua em consultoria. Não se consegue planejar um trabalho de ajuda à empresa sem uma análise situacional pormenorizada e sem um mínimo de dados para se formular um diagnóstico preciso e as diretrizes necessárias para resolver o problema da empresa. Na maioria das vezes esta é a minha conduta tomada.
Respondi ao empresário que isto não iria lhe custar nada, porque eu enquanto consultor não poderia ajudá-lo. O homem ficou estarrecido e indignado. Como é que você não pode me ajudar? Voce não é um consultor de empresas?
Sim, lhe respondi. Sou um consultor de empresas com muitos anos de experiência atendendo diversos tipos de empresa e situações, poderia até ajudá-lo em outras circunstâncias, porque naquele momento o único que poderia ajudá-lo era ele mesmo. Aqui na sua empresa está faltando apenas algumas coisas que o senhor não está seguindo. Atrás dele havia um cartaz enorme escrito com destaque: AJA, TOME DECISÕES E ASSUMA RISCOS.
Pela narrativa psicanalítica desse empresário pude calibrar que ele não estava agindo (a fim de solucionar os problemas), não estava tomando decisões (estava evitando-as) e não queria assumir riscos estabelecendo-se numa zona de conforto.
Em qualquer situação problemática que uma empresa ou pessoa esteja passando, não fazer nada não traz nenhum resultado. As coisas não acontecem por acaso. As coisas acontecem porque as pessoas fazem acontecer. Os grandes homens que a história conheceu não foram aqueles que esperaram por oportunidades, mas sim aqueles que as criaram, as pegaram e fizeram a oportunidade sua escrava. Somente ação determina e justifica sua existência na terra. As melhores idéias sem prática não valem nada. Os melhores projetos engavetados não se transformam em nada.
Num trabalho de consultoria, o que fazemos é agregar valor ao conjunto de medidas que a empresa vem tomando. redirecionar e elaborar estratégias, aconselhar na melhor decisão a ser tomada. O consultor não faz. Ele orienta o fazer. Ele mostra o caminho a ser seguido para atingir objetivos e conseguir os resultados, independente da sua especialidade e dos conhecimentos teóricos e práticos dominados. Não existe fórmula pronta que funciona em todas as empresas e ramos de negócios. Cada caso é um caso e um começar de novo. Sempre é um novo desafio a ser encarado, um exercício a ser praticado sem a certeza do sucesso.
A partir destas premissas, existem alguns fatores para que uma consultoria dê certo: A  mentalidade do empresário (paradigmas), A aceitação de que precisa de ajuda externa, a aceitação e implementação das mudanças apregoadas, aceitar tomar os remédios necessários para a cura corporativa e a sabedoria de que não faz milagres do dia para a noite. Tudo é fruto de muito trabalho conjunto, expectativa e paciência na busca pelos resultados. Muitas empresas chamam uma consultoria quando estão com a água no pescoço, ou quando estão à beira da falência. O momento certo para uma consultoria é quando as coisas vão bem e nem sempre quando vão mal. Quando as coisas vão bem se tem energia e se cria sinergia para crescer e evoluir. Quando se está mal, o estado negativo induz à uma prostação e desespero na busca de soluções.
Sua empresa precisa de consultoria? Se você não vem continuamente atingido os seus objetivos. Ou se atinge os objetivos e acha que é insuficiente também precisa de consultoria. A consultoria atua para melhorar a estrutura empresarial, métodos, processos ou as pessoas.
Quando não se consegue pelos próprios recursos solucionar as situações e problemas corporativos, eis o momento de buscar uma consultoria.
Fonte: Adiministradores.
2ª Fonte: Padrão Auditoria/ Sebastião Luiz
Ctba, 09/mai/13
Maria Prybicz




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Economista/Professora/Escritora de Blog e outros; Disciplina: Gestão de Negócios; - Autonomia em Consultorias em Geral.