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quinta-feira, 5 de maio de 2011

"MEANDROS ESTUDADOS MACROECONOMICAMENTE"


BREVE  RELATO CONCLUSIVO DE ANTONIO DELFIM NETO
Conclusão
Três coisas são certas: 1º) não devemos acreditar piamente que o crescimento de 7,5% em 2010 representou uma dramática divergência entre a demanda e a oferta globais. Ela foi produto de um “artefato” estatístico. O Brasil nunca cresceu mais do que 5% ao ano nos últimos anos; 2º) o governo tem mesmo que reduzir a taxa de crescimento das suas despesas correntes e das transferências abaixo do crescimento do PIB e aumentar a sua eficiência, levando a sério o seu programa de “fazer um pouco mais com um pouco menos” e 3º) é hora de enfrentar, de uma vez por todas, a eliminação completa do resíduo de indexação que sobrou do Plano Real, esclarecendo a sociedade sobre os seus enormes malefícios, a despeito da aparente proteção que dá a alguns setores privilegiados. Isso ajudaria a reduzir rapidamente a expectativa inflacionária.
Ao contrário, portanto, da ideia que as políticas macroprudenciais são uma volta ao passado, elas simplesmente indicam nossa perplexidade com a tragédia a que levou a sofisticação financeira. Não há dúvida sobre a potência da manobra da taxa de juros e sobre seus custos. O momento não é de afirmações apodícticas, apoiadas numa ciência mais do que duvidosa, mas sim de avaliação cuidadosa no curto e no longo prazo da relação custo/benefício das medidas que estamos tomando, algumas em legítima defesa.
Finalmente, é bom repetir que 2011 e 2012… não estão dados. Serão o que formos capazes de fazer deles. Os fatos parecem justificar a ação cuidadosa e parcimoniosa que está sendo feita pelo governo. As novas políticas fiscal, monetária e cambial (com alguns problemas) e a maior coordenação entre elas merecem um voto de confiança dos agentes econômicos diante das enormes incertezas que ainda cercam nossa economia e a mundial.
Fonte: Corecon PR -Por Antonio Delfim Neto é professor emérito FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.
Ctba, 05/mai/11
Maria Prybicz

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