quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

EU E O PATETA

Lembranças mais antigas, de infância, ocorrem em nós quando atingimos uma certa idade!

Então, lembro-me com mais ou menos de 8 para 9 anos, quando começava a ler a revista e/ou gibi "O Pato Donald", com a personagem, O Pateta!

Nele, continha a estória do Pateta no engarrafamento do trânsito nas cidades, isto ocorria já nos anos 1959/60. 

Hoje em dia, vejo-me nos engarrafamentos e volta as lembranças que parecia ficção na época!

Será, que estamos todos patetas!

É claro que houve mudanças, muitas, mas colocando na ordem das demandas, muita coisa deixou a desejar no que consiste em investimentos nas estradas, rodovias, ferrovias, portos e outros, bem como nas cidades em geral! 

A logística foi abandonada, colocando prejuízo em toda cadeia produtiva! 

Ctba, 25/fev/15
Maria Prybicz

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

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O NASCIMENTO PERTO DA MORTE!

Nascido em Londres em 1933, Sacks vive em Nova York desde os anos 1960. Ao longo dos anos, foi reunindo em seus livros as experiências pelas quais passou. Um Antropólogo em Marte, Enxaqueca, Com uma Perna Só, A Ilha dos Daltônicos, O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, O Tio Tungstênio: Memórias de uma Infância Química, Vendo Vozes: Uma Viagem ao Mundo dos Surdos, Tempo de Despertar e Alucinações Musicais são suas obras mais conhecidas.
 
Em uma entrevista a este jornal em 1996, realizada por ocasião da publicação de Um Antropólogo em Marte, Sacks falou justamente sobre a relação dos pacientes com as doenças. "Para mim é fundamental a relação que se estabelece entre doença e identidade, e a forma como a pessoa reconstrói seu mundo e sua vida a partir dessa doença", disse. "Todos os casos que exponho neste livro descobriram uma vida positiva que surgia após uma doença. O pintor que depois de perder a visão da cor não deseja recuperá-la. O cego de nascimento que recupera a visão na metade de sua vida e não consegue suportá-la. A mulher autista que encontra no autismo uma parte de sua identidade... Mas não quero parecer sentimental perante a doença. Não estou recomendando que se tenha que ser cego, autista ou sofrer da síndrome de Tourette, de forma alguma, mas em cada caso surgiu uma identidade positiva após algo calamitoso. Algumas vezes a doença pode nos ensinar o que a vida tem de valioso e nos permitir a vivê-la mais intensamente".
 
Há alguns meses, Sacks publicou um artigo maravilhoso no The New York Review of Books sobre as memórias e a ficção intitulado Fala, memória. No texto, ele relatava como, enquanto envelhecia, iam surgindo relatos cada vez mais claros de sua infância; recordava, por exemplo, dois episódios em que bombas nazistas caíram perto de sua casa em Londres quando era criança durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, seu irmão mais velho disse a ele que o primeiro incidente ele havia vivido, mas que o segundo tinha sido contado para ele, porque naquele momento já não estava mais em Londres.
 
Este episódio serve para Sacks fazer uma longa dissertação sobre a importância da ficção na vida, porque, no fim, o que lemos e nos impressiona acaba sendo tão importante como o que vivemos. "Nós, como seres humanos, desenvolvemos sistemas de memória que têm falhas, fragilidades e imperfeições", escreveu. "A indiferença sobre as fontes nos permite assimilar o que lemos, o que nos contam, o que outros dizem, e pensam, escrevem e pintam, de uma forma tão rica e tão intensa como se fossem experiências primárias. Nos permite ver e escutar com os olhos e ouvidos dos outros, entrar na mente dos demais, assimilar a arte e a ciência e a religião de toda uma cultura".
 
Esse texto é uma mostra da forma de escrever e pensar de Sacks e, por sua vez, da imensa influência de seus escritos sobre a maneira como vemos o mundo em que vivemos. A tranquila lucidez com a qual enfrenta a notícia de seu câncer sem volta é mais uma prova de sua sabedoria.
 
Fonte: El País
Ctba, 20/fev/15
Maria Prybicz

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


Não é preciso ser matemático para ser especialista em ‘big data’

Em 2015 serão necessários 4,4 milhões de especialistas em dados em todo o mundo. O requisito para atuar na área é ser graduado.

ANA TORRES MENÁRGUEZ

GETTY
Em 1976, o departamento de estatística da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deu início a uma pesquisa para otimizar as técnicas de cultivo. O estudo se concentrou na análise de variáveis como a temperatura, o tipo de grão e a variedade de fertilizantes. O objetivo era identificar os padrões que propiciavam melhores colheitas. Essa é uma das histórias que costumam ser contadas para remontar às origens do big data, a análise massiva de dados que busca tirar o maior proveito deles e tomar as melhores decisões no futuro.
Por mais que ainda seja um fenômeno que está para ser desenvolvido em muitos setores, o big data já se estendeu a praticamente todos os âmbitos da vida. De bancos a seguradoras, de companhias aéreas a NBA. Os arremessos errados e os certeiros, a distância entre os jogadores ou sua altura. Todos os dados são reunidos em umsoftware de análise estatística para concluir que jogadores, como e quando rendem melhor. Em função dos resultados, decidem-se as escalações. “Reúnem-se variáveis e identificam-se padrões. É possível saber se um jogador consegue mais acertos se joga contra rivais que medem mais do que dois metros ou só 1,90”, afirma Fernando Meco, diretor de marketing da SAS, empresa de software analítico que trabalha com alguns times da NBA.
Utilizando as técnicas de big data e analytics também é possível rastrear as redes sociais e antecipar picos de desemprego. Foi o que fez, por exemplo, um estudo liderado pelas Nações Unidas na Irlanda e Estados Unidos que fazia uso da metodologia do software da SAS. Tanto no Twitter como no Facebook foram detectadas conversas negativas, um aumento da venda de carros de segunda mão por parte dos usuários e um aumento do uso do transporte público. “As administrações podem tomar medidas proativas para tornar mais fácil a vida dos cidadãos, como aumentar a frequência do metrô ou reduzir o preço dos bilhetes”, afirma Meco.
Esses e outros avanços no manejo dos dados dispararam a demanda por especialistas em big data tanto no setor público como no privado. A revista Harvard Business Review qualificou essa profissão de a mais sexy do século XXI. Em 2015 serão necessários 4,4 milhões de data scientists em todo o mundo, segundo a consultoria Gartner Group.

Cursos de 'big data'

Empresas como General Electric, Banco Santander ou BBVA criaram nos últimos anos cargos como o dechief data officer ou chief analytical officer, cuja missão é zelar pelos dados que existem na companhia e ser capaz de tirar o máximo proveito deles. “Muito poucas pessoas têm. Há indústrias como a aeronáutica que têm anos de vantagem”, explica Meco. O setor turístico está se adaptando há anos ao entornoonline, analisando a pegada digital de milhares de usuários sobre o tipo de consultas, os dias da semana com maiores picos ou os destinos mais solicitados para construir sua oferta comercial. “Os dados são o petróleo do século XXI. O desafio é analisar em profundidade e em tempo real”, reforça Meco. É difícil para sua empresa encontrar talento analítico e profissionais bem formados.
Antes os dados só interessavam ao profissional de informática. Agora os departamentos de marketing baseiam suas estratégias nesses estudos; seu trabalho é menos intuitivo e mais analítico. A grande revolução remonta aos últimos dois anos, período em que se gerou 90% dos dados que existem hoje em dia, afirma Juan José Casado, diretor acadêmico do Master em Business Analytics e Big Data do Instituto de Empresa (IE). Por isso, na Espanha muitas universidades e escolas de negócio começaram a oferecer pós-graduações para formar especialistas. “A sociedade é digital, todos estamos conectados através da Internet e geramos informação constantemente. Há uma avalanche de dados e a barreira para ter acesso a eles não é tecnológica. Faltam especialistas”, destaca.
Que perfil é o adequado para ter acesso a um desses programas? Na maioria, basta ser graduado e ter uma experiência de cerca de quatro anos no mundo empresarial. “Não precisam ser necessariamente matemáticos ou estatísticos. O essencial é que sejam pessoas com curiosidade, com vontade de brincar com os dados e sua análise e que queiram transformar os negócios”, afirma Casado. Os alunos do master do IE, que lançou esse curso pela primeira vez, têm uma média de 29 anos e contam com cinco de experiência profissional. Cerca de 25% deles são matemáticos e estatísticos; outros 25% têm um perfil tecnológico e os 50% restantes estão vinculados ao mundo dos negócios.
Fonte: El País
Ctba, 17/fev/15
Maria Prybicz

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Autoconsciência e análise interior
“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social”, diz o filósofo Francesc Torralba, autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio) e diretor da cátedra Ethos da Universidade Ramon Llull. Na solidão deixamos esse espaço em branco para ouvir sem interferências o que sentimos e precisamos. “A solidão nos dá medo porque com ela caem todas as máscaras. Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro”, diz Torralba.

As 5 chaves para desfrutar da solidão

1. Você é sua melhor companhia. A premissa básica é mudar a crença de que quem está acompanhado está melhor.
2. Uma oportunidade para nos conhecermos melhor e descobrir nosso rico mundo interior.
3. Em vez de se torturar, é preciso aproveitar a solidão para ler, pintar ou praticar esporte.
4. Escrever um diário. Ajuda a expressar sentimentos e a contemplar-se com mais conhecimento e carinho.
5. Como indica o psicólogo Javier Urra, com a solidão recuperamos “o gosto pelo silêncio e pelo domínio do tempo”.

Na verdade, a solidão desperta o medo porque costuma ser associada ao vazio e à tristeza, especialmente quando é postergada longamente por uma atividade frenética e anestesiante. Para Mireia Darder, é bom enfrentar esse momento tendo em mente que a tristeza resulta simplesmente do fato de se soltar depois de tanta tensão e de ter feito um esforço enorme para aparentar força e suportar a pressão frente aos que nos cercam. “Não se pode esquecer que para ser realmente independente é preciso aprender a passar pela solidão. O amor não é o contrário da solidão, e sim a solidão compartilhada”, diz Darder.
Em nossa sociedade, a inatividade —que surge com frequência da solidão— é temida e desperta a culpa. Fomos preparados para a ação e para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas é quando estamos sozinhos que podemos refletir sobre o que fazemos e como o fazemos. O escritor Irvin Yalom, titular de Psiquiatria na Universidade de Stanford, confessava que desde que tinha consciência se sentia “assustado pelos espaços vazios” de seu eu interior. “E minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de outras pessoas. De fato detesto os que me privam da solidão e além disso não me fazem companhia.” Algo que, segundo Francesc Torralba, é muito frequente: “Embora estejamos cercados de gente e de formas de comunicação, há um alto grau de isolamento. Não existe sensação pior de solidão que aquela que se experimenta ao estar em casal ou com gente”.
Fonte: El País
Ctba, 14/fev/15
Maria Prybicz

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